domingo, 23 de fevereiro de 2020

A tal da reforma política (que nunca acontece)...

Antes de mais nada, esclareço que sou anarquista no sentido original advindo a partir de Henry David Thoreau e sua desobediência civil, quando feita via consciência.
Dito isto, e tendo visto a fala de um deputado, ano passado (em 2019), cujas ideias sintonizam-se com meu pensamento de que o mais necessário em nosso país é um alteração total das benesses dos políticos, alterando e diminuindo-as (desde seus homéricos salários, às imunidades e cotas extras infinitas etc), impondo tais resoluções numa atualização na nossa Constituição Federal, como cláusula pétrea (pois do contrário, nunca funcionará da maneira necessária), resolvi transcrever sua fala do vídeo em que todos possam lê-la e refletir. Antes, saibam que eu também enviei email a ele no dia 07/11/2019, com este teor:

“Caro Cleitinho
É com estupefação e alegria que vi\ouvi sua fala sobre a Reforma Política, tão necessária e que tenho, desde há anos, buscado informar da necessidade a todos que conheço (e aos que não conheço, também, via redes sociais, no caso).
Todos os pontos que você tocou, são os que defendo, alem de mais um, preponderante: diminuir o salário dos políticos, retirando muito das verbas de gabinetes que vêm a eles (e que corroboram para terem tantos assessores ganhando tanto - além da já malfadadas “rachadinhas”), incluindo que o salário seja aumentado à mesma proporção de porcentagem e período de quando o salário mínimo o é também aumentado! Ademais, defendo que um item completo sobre esta questão da reforma política tornando os ganhos dos parlamentares justos para com os da população, seja inserido como norma sob lei pétrea numa reformulação da Constituição, para que isto nunca mais seja mexido, a partir das correções que teremos, como povo brasileiro, a fazer!
Finalizo, por ora, que transcrevi sua fala (que vai no anexo e que inseri no youtube).
Gostaria de travar contato com você, e caso aceite, este é meu email.
Grato e abraço cordial
Gazy Andraus, Goiânia\GO, 07\11\2019
(p.s.: apesar de estar residindo por ora em Goiás, sou nascido em Ituiutaba\MG)”

ao que me respondeu sinteticamente:
“Muito obrigado pelo apoio.  Tamo Junto!” (Deputado Cleitinho dep.cleitinho.azevedo@almg.gov.br, dia 12/11/2019)

Enfim, vamos ao vídeo, e a seguir à transcrição:

https://www.youtube.com/watch?v=ooTEW0vdZJc&amp=&fbclid=IwAR2S_ELuGqX1P0qyl062jvmOA2TC1NDqpIVkhvGDrFNIppIR4Djc-gV7B8Y

98ª Reunião Ordinária – Plenário da Assembléia Legislativa de MG –
em, 24\10\2019, trecho da reunião.

Transcrição:
"Queria muito que a população brasileira compartilhasse esse vídeo meu que eu vou colocar na rede social; porque o que me chamou a atenção agora no senado, após ter passada a reforma da Previdência (e eu vejo algumas pessoas falando que isso é uma conquista, que isso é uma Vitória). Peraí, conquista? Tirar direito do povo é conquista, vitória? Por mais que posso concordar que a reforma da Previdência pode ser necessária, mas vir falar que isso é uma vitória, uma conquista, isso é uma covardia com o povo, porque tá tirando direito do povo. Como é que isso pode ser uma conquista, uma vitória, né? E outra situação que eu queria falar é sobre essa questão é porque fica falando assim; é porque o país está quebrado, o Estado está quebrado, o país está quebrado...o Estado tá quebrado? Sinceramente, o dia que eu ver um salário de um prefeito, de um vereador, de um deputado, um presidente, atrasado, aí eu vou entender que o país tá quebrado. Mas eu fico vendo: é licitação para comprar carro luxuoso lá no congresso, igual o presidente da Câmara tá fazendo, como é que esse país tá quebrado! Gente, pára de fazer o terrorismo, pára de fazer covardia com o povo brasileiro. Ta, não tem nada que tá quebrado, não, sô. O dia que eu ver um salário de político atrasado, aí eu vou entender que esse país tá quebrado. Até então, é palhaçada, covardia falando sobre isso, as mesmas pessoas que são contra a reforma da Previdência, aquelas mesmas pessoas são a favor da reforma da presidência. Eu queria que agora se unissem, né, pra gente propor a reforma política...que eu vou falar aqui uns dados, aqui; eu quero que vocês repassem esse vídeo aí para o Brasil inteiro, principalmente pro eleitor, procês verem que a conta, gente, olha como é que a matemática, né? E por que que a gente tem que fazer uma reforma política urgente. Não fez a reforma da previdência? Quer dizer, o povo não tá pagando a conta? Que dia que aqui, vai pagar conta? Então, tem que ser agora, então tem que levantar essa bandeira aqui, da reforma política, para nós, políticos, pagar a conta, mas vamos lá: matematicamente insustentável: um presidente da República, o vice-presidente da República, o presidente da Câmara Federal, um presidente do Senado Federal, 81 senadores e 513 deputados federais, 27 governadores e 27 vice-governadores, 27 câmaras de deputados estaduais, 1049 deputados estaduais, 5568 prefeitos, 5568 vice-prefeitos, 5568 câmaras municipais, 57931 vereadores. Total: 70794 políticos. Não estamos falando de nenhum partido de forma específica, né? 12825 assessores parlamentares na Câmara Federal sem concurso, 4455 assessores parlamentares no senado sem concurso, 27000 assessores parlamentares na câmara estaduais sem concurso. Estimados por falta de transparência: 600.000 assessores parlamentares nas câmaras municipais sem concurso, Estimado por falta de transparência - total geral 715074 funcionários não são concursados - gasto (agora procês vê os gasto): 248000 por minuto, quase 15 milhões por hora, 357.000.000 por dia e quase 11 bilhões por mês. Gasto total: acima de 128 bilhões por ano. Gasto total, vou repetir: acima de 128 bilhões por ano, e mais de 6 bilhões de fundo partidário podem vir aí. Além disso, deve-se conputar o rombo da previdência social com as suas aposentadorias; é, de outro planeta: 37 partidos registrados no TSE, mais de 73 partidos em formação e o pior, mas muito pior, governança zero, que é verdade, e a produtividade nenhuma, pelo contrário, só sabe roubar, NE? Tem que tocar na ferida, as perguntas cabíveis, diante dessa situação são as seguintes: será que a reforma da Previdência é a única prioridade nacional, né? Como que é que nós vamos deixar chegar nesse ponto, gente, o povo brasileiro que paga meu salário, eu sou empregado docês, quem dita as ordens é vocês, vocês é patrão, eu sou empregado, o político é empregado docês, quem dita é vocês, então, vai para a rua agora, pára! Quem defendeu a reforma da Previdência vai para rua, pra rede social, para Facebook pra whatsapp, defender a reforma política. Eu tô aqui sendo o primeiro a dar bom exemplo, eu quero reforma política, eu quero menos deputados, menos vereadores, menos prefeitos; tem que extinguir vice-prefeito, que não serve pra nada. Vice-prefeito é o seguinte: se o prefeito morrer, ele assume, se o prefeito roubar, ele assume, até então, não serve para nada. Pergunta aí na sua cidade quê que o vice prefeito fez. Vamos acabar com isso, gente, vamos diminuir. Depende do povo brasileiro, né? Então, esse texto que eu tô passando para vocês aqui, esse vídeo que eu tô falando, é para eleitor brasileiro, que é o patrão, que quem tá pagando a conta, são vocês; tá na hora de vocês ditá as regras de mudar isso aí. Então, compartilha essa ideia e vamos agora pedir a reforma política, que é a reforma mais importante que tem que ter nesse Brasil. Muito obrigado, sr. presidente."

Cleitinho Azevedo (Deputado Estadual de Minas Gerais)
(Transcrição da fala por Gazy Andraus, via software voicenote II atrelado ao googlechrome – revisão com pontuação de Andraus, mantida a fala na oralidade, na maior parte do texto) 

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Correios brasileiros ocultando seus serviços e preços, sempre, à população!


Este é um país, mesmo, desgraçado! Sem a graça, sem a benevolência, a “dádiva”!

Por que afirmo isso? Não em relação às suas belezas naturais e à sua população, dócil e geralmente afável (mas que tem se tornado dividida graças à politicagem insana e retrógrada de anos para cá)!

Digo aquilo em relação ao que se tornou o país em suas instituições, sejam públicas ou privadas!

Os Correios são uma dessas representações: de única de serviço nacional remanescente, tornou-se pivô do chamado mensalão (https://oglobo.globo.com/brasil/mensalao-dez-anos-depois-16312903) e aos poucos foi sendo deteriorada (à força), para provocar sua privatização, que em breve será realidade (e mais um martírio a todos os que se utilizarem de seus serviços – vide firmas como as de telecomunicações, algozes pútridos que destroem a sanidade  e as economias dos consumidores – pois não há fiscalizações corretas e muito menos punições à altura de seus descalabros!).

Recentemente, fui enganado pelos correios, desta vez, em Goiânia\GO na agência 234604, à Rua Senador Jaime.

Cheguei para enviar dois envelopes em que, cada um continha meu álbum impresso (um livro) “Homo Eternus” perfazendo o peso médio de 300grs. Pedi à atendente o serviço mais barato para impressos de livros e revistas. Ela teve que se reportar duas vezes a outro funcionário na sala interna, demonstrando desconhecer tal modalidade, para depois me confirmar que não havia um valor menor que o de R$5,85 + o registro de R$ 5,75 sendo igual a R$11,60 no total para cada um dos pacotes. Porém, ao conversar com um amigo (o Edgar Franco), alertou-me que existe o envio módico (e, sim, eu sabia disso, mas havia me esquecido do nome, e sob a dupla negativa da atendente, achei que os correios haviam extinguido uma modalidade como esta). Assim, eu teria pago não mais que R$5,85 + R$2,90 = R$8,75 (ou ainda menos, se se considerar um valor menor para o envio do impresso, em que até 300grs seria no preço de R$ R$4,05 para cada envelope. Vide os links: http://www.correios.com.br/precos-e-prazos/servicos-adicionais-nacionais e https://www.correios.com.br/precos-e-prazos/servicos-nacionais/impresso-normal, totalizando, em realidade, o preço de R$6,95 para cada pacote.

Ou seja, com a aparente má fé da agência em que estive, fui onerado em quase o dobro do valor por cada pacote!

Veja que esta agência dos correios, e em sua maioria, incorrem na ilegalidade de não deixar visíveis os preços (só mantendo um cartaz com os preços principais, sedex e PAC), infringindo a lei da precificação ditada pelo Código de Defesa do Consumidor, em seu artigo 31, que diz “a oferta e apresentação de produtos ou serviços devem assegurar informações corretas, claras, precisas, ostensivas e em língua portuguesa sobre suas características, qualidades, quantidade, composição, preço, garantia, prazos de validade e origem, entre outros dados, bem como sobre os riscos que apresentam à saúde e segurança dos consumidores.” (https://phmp.com.br/artigos/lei-da-precificacao-como-deve-ser-feita-a-exibicao-de-precos-de-produtos-e-servicos/); ou seja, os preços ficam escondidos e nem mesmo os funcionários das terceirizadas sabem ou conhecem-nos realmente! ISTO É UMA FALTA GRAVE, POIS DEMONSTRA QUE ENGANA A MAIORIA DO POVO BRASILEIRO QUE, SEM SABER OS VALORES E SERVIÇOS, É OBRIGADO A USAR OS QUE SÃO MAIS RENTÁVEIS AOS CORREIOS, SENDO QUE HÁ POSSIBILIDADES OUTRAS A PREÇOS MENORES, CONFORME CONSTATEI NO SEU SITE: https://www.correios.com.br/a-a-z/impresso-normal (vejam aqui, o que diz na página do link: “Por que usar este serviço? Preço diferenciado para remessa de livros e demais itens caracterizados como Impresso.”).

Mais uma última questão: aos envios de preços módicos, ainda vale ter que escrever: “Todo Impresso deverá ser acondicionado e fechado, pelo remetente, em embalagem que resista ao peso, à forma e à natureza do conteúdo, bem como às condições de transporte. ... Quando o Impresso for postado fechado, na embalagem deverá constar a seguinte informação: “Fechamento autorizado. Pode ser aberto pela ECT”., conforme leio aqui: https://www.google.com/search?biw=1366&bih=657&sxsrf=ACYBGNSvYTqOclfeQvUyptE_4MVi_cNEwQ%3A1574740735691&ei=_6LcXajxKdLA5OUPrYSi4A4&q=pode+ser+aberto+pela+ect&oq=pode+ser+aberto+pela+ect&gs_l=psy-ab.3..0i71l8.168222.168222..168290...0.1..0.0.0.......0....1..gws-wiz.zL-XK4Ncf_g&ved=0ahUKEwjo7Kex_obmAhVSILkGHS2CCOwQ4dUDCAs&uact=5?

Por que ao clicar no link do Google, esta informação no site dos Correios não é mais encontrada!

Assim, enganado como fui, questiono à ouvidoria dos correios brasileiros, que justificativa me darão, já que eu possuía livros (impressos) que poderia ter enviado como preço módico, e que os correios negaram existir similar modalidade? E o que os Correios dirão acerca destes serviços e valores não estarem claros e visíveis em suas agências? Que atitude tomarão? Aguardarão serem desmanteladas vossas agências até a pulverização e privatização, e nenhuma atitude será tomada? Meu prejuízo foi feito, e anda tenho alguns álbuns a enviar, que, forçosamente, mostrarei a qualquer agência que for, que deva me fornecer o serviço que dispõe e que listei nos links de vosso próprio site! E espero não ser contrariado, pois se assim acontecer, será caso de ação judicial, já que contrariar-se-iam os próprios valores e serviços que estão listados nas páginas dos links que inseri aqui, e que são dos Correios!


Grato e no aguardo das respostas (e justificativas) – em anexo a foto de meus envios).


Prof Dr. Gazy Andraus,

Email: yzagandraus@gmail.com

Goiânia\GO, 25 e 26\11\2019.

(P.s.: enviarei a mesma reclamação ao meu blog “Conscienciasesociedades”, reclameaqui e às redes sociais como facebook. Quando os correios me responderem, procederei a postar vossa resposta aos mesmos canais que enviei).

A RMTC impede o ingresso nos ônibus mediante pagamento a dinheiro, obrigando a cidadão a ter o sitpass, infringindo o CDC (e outras leis).


Minha reclamação à empresa de ônibus da cidade de Goiânia - que não possui email, mas facebook, onde consegui enviar a reclamação: e como o reclamequi não tem registro de reclamações dela, já que exige email e não consigo registrar a empresa devido à falta de caixa postal eletrônica, faço-o por aqui minha reclamação (compartilhando também ao facebook):

Caros da Empresa RMTC

Há poucas semanas presenciei um problema com vossa empresa de ônibus, que vem ocorrendo desde que, anos atrás, dispensaram os cobradores, instituindo o sitpass. Embora seja louvável o sistema, vocês privam o cidadão em Goiânia (seja daqui ou de outras cidades, quando de passagem) de seu direito de pagar em moeda corrente nacional (em dinheiro, na moeda “real”), pois de acordo com o “Presidente da República, usando das atribuições que lhe confere o artigo 180 da Constituição, decreta no CAPÍTULO V DAS CONTRAVENÇÕES REFERENTES À FÉ PÚBLICA, Art. 43. Recusar-se a receber, pelo seu valor, moeda de curso legal no país: Pena – multa.” (http://www.soleis.com.br/Del3688.htm), e o DCD – Código de Defesa do Consumidor estabelece no Art 39: “É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas: (Redação dada pela Lei nº 8.884, de 11.6.1994) IX - recusar a venda de bens ou a prestação de serviços, diretamente a quem se disponha a adquiri-los mediante pronto pagamento, ressalvados os casos de intermediação regulados em leis especiais” (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8078.htm), claramente infringindo ambas as normas da lei.

Embora eu saiba, por alguns motoristas, que eles podem aceitar em espécie quando o passageiro não têm sitpass, a maioria de seus funcionários, ou não quer aceitar, ou desconhece a lei, o que pressupõe que a própria empresa de ônibus favorece tal desconhecimento ou age por má fé para com o cidadão que precisa se utilizar de transporte público e nem sempre consegue o bilhete (ou recarregá-lo quando possui o cartão), seja por causa de estabelecimentos fechados, seja devido a locais em que ele se encontram distantes, muitas vezes, de acesso para adquiri-los (isto sem falar das pessoas em trânsito por Goiânia, que podem até desconhecer esta “obrigatoriedade” imposta descabidamente pela empresa).

Presenciei, assim, recentemente e num dos ônibus (sob o n. 50287 do carro, que era a linha 105 para o Campus Universitário), um motorista não querendo aceitar o pagamento de um jovem que tinha uma nota monetária de R$10,00, alegando não ter troco. Sob esta possibilidade, e não sendo culpa do cidadão, ele teria direito de descer no seu ponto de destino sem ter que pagar, visto que não estava à sua alçada não possuir notas menores, tendo a empresa a obrigatoriedade de, primeiramente, aceitar o pagamento em moeda corrente, não sendo obrigado o passageiro a ter um sitpass, como conclamam alguns de seus desavisados motoristas (pelo art. 43 supra mencionado), e em segundo lugar, que não tendo troco, deveria deixá-lo desembarcar, pois aqui se infringe outra lei do CDC, art. 39l inciso II (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8078.htm), em que a empresa não pode fixar limite, qual seja a do troco, a seu critério. Ademais, a empresa incorre em seqüestro, ao impedir o cidadão de descer como eu presenciei, já que o motorista de vossa empresa se negava a deixá-lo descer no seu respectivo ponto de destino. Inclusive, tive que atuar, exigindo do motorista que liberasse o jovem numa das paradas subseqüentes a que ele já deveria ter descido, pois o motorista se negava a fazê-lo, o que caracterizaria à empresa seqüestro do cidadão pelo item 2.1. do Art. 148 do Código Penal, que diz ser um ilegal “privar alguém, de sua liberdade, mediante seqüestro ou cárcere privado”, com pena de um a três anos . (https://presrepublica.jusbrasil.com.br/legislacao/91614/codigo-penal-decreto-lei-2848-40 e http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm#art148).

Assim, a empresa precisa modificar sua atitude civil e legal para com a sociedade, mesmo porque ela tem concessão pública e não pode dificultar o acesso do cidadão mediante sua vontade de pagar, no caso, seja em moeda corrente nacional, seja em sitpass.

Finalizando, aguardo posicionamento da empresa que delibere como legal, o aceite de pagamento, seja em sitpass ou dinheiro e que, no caso da ausência de troco do motorista, seja permitida a descida do passageiro em seu ponto de destino. Caso a empresa se negue a confirmar este pedido, ingressarei numa instância judicial legal, que a force a acatar as normas e leis regimentais nacionais!



Grato e no aguardo.

Prof Dr. Gazy Andraus, RG: 159587244.

Goiânia\GO, 25\11\2019.


quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Brasília – metrô e des-sociedade!


(enviei ao metrô, esta reclamação abaixo...)

O metrô de Brasília só tem um funcionário vendendo bilhetes, criando filas enormes aos trabalhadores que precisam embarcar ao trabalho!

O metrô de Brasília, no dia 28 de outubro de 2019, perto das 6h às 6h50 da manhã estava apenas com um dos 4 guichês da bilheteria funcionando. Havia apenas um funcionário vendendo o cartão para embarque, e a fila ia se estendendo. Em plena segunda-feira de manhã de trabalho, o Metrô do DF trata desta maneira os cidadãos de Brasília? Um dos funcionários respondeu para outro cidadão que estava à minha frente e recamava também, que provavelmente era uma maneira de forçar a precarização para tornar vendável e privado o metrô, que é controlado pelo DF. O mesmo que tem acontecido com os correios...
É assim que os engravatados chefes e diretores deste veículo de transporte público tratam as pessoas? Na Capital Federal onde políticos recebem milhares de reais por mês e (fingem) que trabalham para o povo, mas o traem tratando-os como gado ao matadouro, dificultando a eles a dia e vinda ao trabalho etc?
Ademais, não vendem cartão de embarque para ida e volta, só a ida, pois segundo me informaram, o cartão tem que ser carregado para uma carga somente...quer dizer, ainda que alguém queira comprar ida e volta, isso não é permitido, dificultando mais ainda a que o cidadão em Brasília possa se locomover no meio de transporte subterrâneo. Que logística absurda é esta? Em São Paulo, como em quaisquer outros metrôs do país e do mundo, adquire-se facilmente mais que uma passagem, o que, obviamente, facilita a entrada do passageiro não ampliando filas para adquirir as passagens...mas parece que o metrô de Brasília não percebe ser inteligente isto, crendo ser razoável apenas e sempre vender só uma passagem, mesmo que o cidadão saiba que irá e voltará de metrô!
Enfim, metrô, o que me respondem e que justificativas têm para tal descalabro?
Antes de finalizar, não me respondam que isso só aconteceu naquele dia específico, mas tenho relatos na mesma fila que isto tem se repetido, e recentemente um parente meu, na sexta-feira passada do dia 01 de novembro, também se deparou com uma fila enorme para adquirir uma passagem!
(enviei esta mensagem inteira, com este aviso: "advirto que registrei a fila com fotos e uma auto-filmagem constatando tal absurdo!" ao email: 
atendimentoaousuario@metro.df.gov.br) . 
Aguardarei a resposta deles, e postarei aqui. Por ora, vejam as fotos e a filmagem:







Prof. Gazy Andraus, Goiânia\GO, 07\11\2019.

sexta-feira, 8 de março de 2019

Um glossário de publicações de zines e independentes para tempos atuais


Gazy Andraus[1]

Felipe Rodrigues abre seu recente lançamento, o Glossário de Publicações Alternativas, explicando que ele é resultado de uma pesquisa de artigo e TCC na área de biblioteconomia da UNB, cujo curioso título foi “Catalogação de publicações alternativas: um estudo sobre o fanzine e o cordel”! Muitos anos atrás, eu e o pesquisador pioneiro da área de fanzines do Brasil, Henrique Magalhães, fizemos também quase ao mesmo tempo (e sem o sabermos), artigos elencando proximidades entre o cordel e o fanzine para apresentar num congresso acadêmico de comunicação que ocorria no Brasil. Era um período de fervilhamento da valorização dos quadrinhos com novos pesquisadores despontando, mas também da anunciação acadêmica dos fanzines, pois que muitos deles no Brasil eram os que unicamente promoviam a publicação de quadrinhistas nacionais, sejam amadores mas também profissionais, num período que as histórias em quadrinhos – HQs – ainda eram um problema de ordem nacional, com relação às parcas publicações de autores brasileiros, bem distinto do panorama atual, e que muitos desses jovens hodiernos sequer suspeitam tê-lo sido (e que os zines, à época, foram a tábua de salvação dos que queriam publicar suas HQs no Brasil).
Pois bem, esta edição como glossário do pesquisador Rodrigues vem num bom momento em que o mundo se preocupa cada vez mais com a consciência da autoralidade, sendo que os fanzines e publicações alternativas refletem tais questões, junto a outras como o “do it yourself” do faça você mesmo (inclusive, um excelente programa de humor brasileiro, o “Tá no Ar: a TV na TV” apresentou um quadro de 1’ inserindo nele algo sobre fanzines de HQs autobiográficos[2]”). Em seu compêndio, Felipe Rodrigues relata ter pesquisado acerca dos xZINECOREx e Zluc, ambos sendo caminhos novos que buscam catalogar e registrar o nicho editorial dos fanzines. Por coincidência, o autor possui (junto com Luciana Ribeiro) um sebo virtual (“Sebo Escafandro[3]”) que concentra a produção alternativa, incluindo posters, zines, discos, dentre outros materiais alternativos, criado a partir da feira de artes e publicações alternativas chamada “Escafandro”, já em sua sétima edição. Algo muito semelhante a outros eventos nacionais e internacionais, como a Feira Plana de São Paulo, e outros como o Zineland Terrace[4] que ocorre dentro do TCAF - Toronto Comic Arts Festival (em Toronto, no Canadá). Inclusive, na University of Miami, existe uma seção de coleções especiais, das quais faz parte um acervo enorme de mais de 5000 fanzines, cuja catalogação é possível até ser consultada em seus dados principais (capa, autoria, tema etc[5]).
Com relação ao ponto focal aqui dirigido, o glossário de publicações alternativas, seu autor expõe que elencou 77 termos relacionados, e que podem ser de utilidade aos “bibliotecários, fanzinotecários, entusiastas das impressões alternativas e curiosos em geral".
Aqui alguns exemplos que ele insere[6]: os “Dojinshis”: o equivalente no Japão aos nosso fanzines. O autor também explica o significado dos termos “dojin” e “shi”; o “Fandel”, fanzine sobre cordel; o “Fanzinato”: cenário que representa a produção zineira de uma região; a “Xilogravura”: gravura feita  a partir de uma matriz de madeira; e o “Zinismo”: filosofia de fazer fanzines; dentre muitos outros termos!

Capa do Glossário de Rodrigues
Em tempos atuais, em que a multidão mundial se apercebe também como coautora dos ditames da vida (ou que assim se apercebe caminhar a atualidade), um glossário como este é bem útil, incluindo, obviamente, a necessidade dele auxiliar os bibliotecários atuais que precisam lidar com variáveis que não mais comportam apenas os tomos livrescos!

Gazy Andraus, 08/03/1019



[1] Aprovado em 1º para o pós-doutorado no Ppgacv-Arte e Cult. Visual da UFG, Doutor em Ciências da Comunicação pela USP, mestre em Artes Visuais pela UNESP, autor e pesquisador de HQs e Fanzines de temática fantástico-filosófica. yzagandraus@gmail.com, http://tesegazy.blogspot.com/ 
[2] O programa da TV Glçobo capitaeado por Marcelo Adnet e Marcius Melhem nomeou a vinheta de “Univintage” exibida dentro do programa Ta no ar: a TV na TV” do dia 5 fev 2019.
[5] Algo similar ao que intentam os já mencionados  xZINECOREx e Zluc. Veja aqui uma amostra do acervo: https://merrick.library.miami.edu/cdm/search/collection/zines
[6] Eu sintetizei as descrições aqui.

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Carrefour sempre indo contra o CDC!



Não bastou eu reclamar sobre a loja do Carrefour da Av. Conselheiro Nébias de Santos/SP por não cumprir o CDC no art. 35. em que deveriam vender outro produto ao mesmo preço daquele faltoso e anunciado no jornal de ofertas (tendo me contactado para dizerem que isso depende do gerente – e não da lei!), agora ele reincide noutra falta que já denunciei mais de uma vez ano passado: a de inserir na gôndola de ofertas de produtos próximos ao vencimento, outros que não estão com desconto algum, induzindo o cliente, novamente, ao erro!
Vejam as fotos (dia 09/10/2018): o chocolate garoto que está na gôndola com descontos de até 50% não tem nenhuma redução de preço (foto 1), sendo ele idêntico ao da gôndola de produtos cuja data de vencimento está normal e longe de finalizar (foto 2)! Ou seja, ele mente claramente que o produto da gôndola de desconto estaria em promoção, já que o preço de R$5,99 é idêntico ao produto de preço normal!
A loja não pode inserir um produto e dizer que está com desconto, sendo que não está...a menos que ironicamente, ele queira dizer que o chocolate está com 0 (zero)% de desconto, já que a gôndola permite que vá do nada aos 50%, o que é uma afronta mal humorada ao cidadão: não é lugar de fazer piadas com a economia doméstica!
foto 1

foto 2
Carrefour: vai permanecer enganando a população brasileira até quando?
E nosso governo, cuja fiscalização é fraca e não pune o comércio à altura, não faz jus às leis e CDCs que cria (em vão?), já que não são levados em conta pelo comércio varejista!
Uma tristeza isso tudo. Eu venho reclamando de várias firmas que faltam com as leis, mas esta loja do Carrefour , em especial, está batendo o recorde: em mais de um ano já reclamei uma meia dúzia de vezes, e agora estou sabendo que tudo depende do bel-prazer de seu gerente (sic!) à revelia do que dizem nossas leis brasileiras e o Código de Defesa do Consumidor! É muito descaramento, não, Carrefour?

Prof. Dr. Gazy Andraus, São Vicente-SP, 12/10/2018

domingo, 30 de setembro de 2018

Aos políticos, seu quinhão!


Acabo de assistir o debate dos presidenciáveis na TV Record (não voto - explicarei depois - mas sou politizado). Como cansei das possibilidades enojadiças do que o facebook possibilita com relação às pessoas se criticarem a todo momento, arrogando-se muitas vezes como especialistas de quaisquer assuntos e temas, resolvi “abrir a minha boca”, doa a quem doer (mesmo que a mim, claro)! E ratifiquei minhas impressões dos candidatos (independente do “raio-que-os-parta” de partidos rachados políticos aos quais são afiliados), coadunadas com reflexões – o senso comum é a base da ciência, e não deve ser descartado, já dizia Rubem Alves. De todos que ali estavam (excetuando-se o defensor de armas, que tem pouca multiplicidade cultural), percebi que realmente, os que teriam mais preparo para reger um país com sobriedade (e certa ousadia, talvez), seriam Ciro Gomes, e isto eu já percebera antes (que até se postou calmo, mas que geralmente se mostra desequilibrado emocionalmente nas ríspidas respostas e cortes a seus interlocutores jornalistas, sendo esta a razão de ser um possível perigo como regente), e que tem nível cultural e intelectual amplo e sabe dar valor aos que têm potencial; e não tão logo a seguir viria Álvaro Dias (mas este não parece ainda aceitar internamente que seria presidente e nem como agiria se o fosse). Tem boa vontade honesta também o Guilherme Boulos, mas ainda não o vejo sabendo trabalhar com o Brasil, devido a certa imaturidade e experiência aparente. Dos outros, agora sem uma ordem específica, listo o que me transmitiram. Cabo Daciolo é uma figura que fala alguns fatos que gostaríamos de ouvir (como Enéas o fazia, guardadas, obviamente, gigantescas distinções entre ambos), mas que descamba pro “delirantismo” aos finais das explanativas e que, obviamente está ali fazendo um papel que sabe que não será o de presidente. Marina Silva reitera o que fez sempre: falta-lhe coragem para assumir os riscos e se restringe a um padrão que cristalizou de anos atrás. Seu carisma continua quase zerado. Henrique Meirelles não sabe como debater, pois claramente entrou convidado a presidenciável no “susto” e não parece querer realmente sê-lo (suas ações e falas lembram uma múmia quase paralítica, para quem se lembra de Agildo Ribeiro e seu quadro de humor como professor que trazia histórias e lendas). Para mim, Meirelles deve ser um ótimo matemático e burocrata, apenas isso (lembra-me os extraterrestres poético-burocráticos do livro/filme “O Mochileiro das Galáxias” que matavam de tédio seus ouvintes com suas tentativas de leitura de suas poesias sorumbaticamente burocráticas!). Alckmin é o padrão de sempre, embora desta vez tenha parecido um pouco menos “raivoso” que das outras, mas seu discurso é o das grandes obras e não o de auxílio direto aos menos favorecidos, tal qual um médico da elite que opera os abastados em hospitais de luxo e fala sobre o SUS sem nunca tê-lo experimentado. Haddad é outro que se resguarda querendo ser presidente sem sê-lo (talvez porque ainda não tenha aceitado internamente estar no lugar de Lula), e timidamente discursa lembrando que foi prefeito da maior cidade de São Paulo, mas que ainda não se sente pronto internamente para encarar um país (até mesmo pelas dificuldades que teve em organizar a megalópole de São Paulo).
Eu, caros que gostam de criticar a todos (e aos que não o fazem também), realmente poderia talvez dar meu voto ao Ciro, pois se eu assim o fizesse (votar em alguém, finalmente), eu o cobraria incessantemente, acompanhando suas ações e tentando averiguar sua transparência no governo!  Claro que eu poderia fazer isso a qualquer um outro (acompanhar seus passos como presidente), mas na listagem que fiz, eu estaria confortável em fazê-lo mais com ele (e possivelmente com Boulos), sendo os outros aparentemente mais distantes de eu alcançar, devido a fatores que intuo mas não quero desperdiçar mais tempo e gasto mental aqui explanando). Porém, eu não posso votar! Alias, não posso nem pisar na sala da urna, tendo que justificar minha ausência fazendo minha parte conforme minha consciência político-social, pois se não confio no sistema eleitoral eletrônico (de novo, acessem aqui < https://urnaeletronica.info/ > não é uma fala de qualquer um, mas de especialistas gabaritados que avisam da fragilidade das votações desde 2013 e que vêm testando as urnas desde então, sempre sendo limitados pelo governo e TSE), e menos ainda no sistema da máquina política com seus altos salários, imunidades, corrupção e cafajestagens, como posso dar-lhes meu voto de confiança? Ah, sim, mas retomando, se nossas urnas tivessem a contraparte do papel, talvez eu aceitasse votar desta vez (mas retiraram a possibilidade da contraparte do papel mais uma vez). Eu realmente não só cobraria o presidenciável caso vencesse, como lhe pediria que retrabalhasse a Constituição buscando alterar todo o maldito sistema político, a começar pelos salários deles e adicionais, e retirando a imunidade. Isto para começar. Ah, sim, mas resta um problema: se Ciro (ou quem quer que eu votasse) não leva em pauta essa questão, então talvez eu apenas depositasse meio voto a ele...como seria isso? Não sei, talvez eu consiga responder se delirar tanto quanto o atônito Cabo Daciolo!
Fonte da imagem: https://www.em.com.br/app/noticia/politica/2018/08/16/interna_politica,980795/capa-estado-de-minas-analogia-eleicoes-de-2018-corrida-maluca-viraliza.shtml

Gazy Andraus, Campanha/MG. 01/10/2018