terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

O grito nas ruas - para um país com respiro e fraternidade!

Não fico contente com as violências se multiplicando no Brasil, e das ações, tanto da polícia com violências exageradas mostrando o despreparo dela, bem como dos tais Black-blocs dos quais ainda não identifico quais seus objetivos verdadeiramente. Mas uma coisa me deixa finalmente satisfeito: que de 2012 pra cá, a população brasileira expressa cada vez mais sua insatisfação, após anos e anos sendo pisoteada pela classe negligente dos políticos e sua corrupção institucionalizada! Assim, este ano, culminamos com uma Copa a acontecer (e os Estádios elefantes-brancos feitos) e as eleições via urnas eletrônicas facilmente manipuláveis e fraudáveis (http://www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR69554), em que se mostra cada vez mais, que a população não vai mais se calar e continuará durante 2014 inteiro, dando trabalho para a presidente, seus ministros e os políticos em geral, expondo que eles não ficarão sossegados como dantes. Dessa vez, podem continuar a ganhar os milhares de reais por mês via dinheiro suado de sua população, fingindo que estão trabalhando corretamente para o povo, e podem vociferar justificando os eventos que estão fingindo trazer melhoras ao país, mas não terão calma e tranqüilidade, e cada vez mais serão desacreditados, porque continuarão sendo peitados e denunciados como a corja mais suja da sociedade a quem deveriam prestar contas e auxílio! Sim, me jubilo em saber que agora, eles não mais descansam suas consciências, pois que estas estão sendo obrigatoriamente (ainda que não o queiram) acossadas, sacudidas e eles mesmos sendo desacreditados a todo instante pelo clamor e brado desse povo retumbante (do qual eu também faço parte), que não mais suporta as agruras dessa vida social pungente e sórdida a que são submetidos ano após ano, mês após mês, dia após dia, hora após hora, segundo e nano-segundo a segundo e nano-segundo em intermináveis sofrimentos em todas as áreas que deveriam servir para dirimir seus esforços para que realizassem um trabalho mais digno e salutar! Mas não, estes cidadãos que fazem o país são espezinhados e tratados como escravos dum sistema, em que o salário mínimo é minimizado astronomicamente em relação ao salário máximo dos políticos (de uns poucos 700 reais ao bolso de um José Brasil aos mais de 130 mil reais com as verbas para o bolso de um Deputado Assombroso Traíra da Silva). Então, reitero: apetece-me saber que os brasileiros se levantaram, estão reclamando, e não deixarão os escalões da política descansarem para apreciarem suas receitas advindas do soldo civil que a população tem que despender a todo instante para alimentar a tal máquina punitiva política que deveria devolver em prestações de serviços decentes, mas ao invés, refestela-se utilizando disso como os porcos o fazem num chiqueiro! Mas agora, estes porcos estão sendo importunados a todo instante...para que saiam de onde estão, para que cessem seus regozijos auto-ensandecidos, para que se banhem e se lavem, e venham fazer parte da vida social de fora desse chiqueiro luxuosamente luxuriante. E, claro, antes que me acusem de falar que todos os políticos estão no mesmo rol, obviamente sei que alguns poucos têm consciência e estão do lado da população, embora talvez não consigam fazer muito. Mas mesmo esses, têm que se lembrar que os salários homéricos que ganham, em questão de ética e moral, são imorais e aéticos, certamente, em face ao que recebe um assalariado mínimo e em face ao que é o Brasil! Só quando tal consciência começar a modificar tal estrutura é que eu iniciarei a minimizar minhas contundentes críticas a esse setor que se tornou o algoz do cidadão comum: o setor político! E em especial, claro, aquele no qual vivo, o brasileiro! Espero, sinceramente que, dado o clamor do povo, as estruturas tanto psíquicas como físicas da política nacional (dos seus políticos), comecem a dar a vez à empatia e ao bom senso, e ao principal que deve(ria) existir no planeta: ao fraterno, que, ao que parece, político algum sequer pensou ser importante implantar e reconhecer!
Aqui um fanzine (do saudoso amigo fraterno e educador Elydio dos Santos Neto): revista independente que traz a irmandade e fraternidade, apenas nas trocas de ideias, ideais e camaradagem! Sem a questão de lucros ou outras demandas. Será que se os políticos aprendessem a fazer fanzines poderiam modificar suas mentes e aprender a desenvolver a empatia e o senso fraterno?


Gazy Andraus, S.V., 25/02/14

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

10 motivos de porque eu não voto em ninguém no Brasil:

1-a obrigatoriedade ao comparecimento às urnas infringe meu direito como cidadão de ter a opção de ir ou não às urnas: por isso, como protesto, eu anulo meu voto digitando “0000” (zeros);
2-a obrigatoriedade, a meu ver, facilita a manipulação: se sou obrigado a comparecer e a votar, ao que o Sr. Político da Silva me promete um quinhão, me vejo obrigado a honrar meu compromisso e lhe dar meu voto;
3-a maioria da população, que infelizmente foi mal educada e é mal informada, leva “cola” para votar: se se esquecer da cola, ou anotar errado, a votação pode ser a qualquer um num momento de pressa e esquecimento, pois com tantos “santinhos” espalhados no caminho até a  escola em que vai votar, recolhe algum e pensa que está obrigado a votar num nome, qualquer que o seja (pois além de pouco estimulado a votar pelo botão branco, não é avisado que pode anular);
4-o salário é amoralmente exagerado: somado aos R$26000,00 mais os adicionais, perfaz um hollerith mensal que ultrapassa os absurdos R$126.000,00!!! Num país em que o salário mínimo nem chega aos R$700,00, beira um valor acima do surreal e que é notadamente amoral – e que a mim é claramente ilegal.
5-a votação de deputados e vereadores é feita pelo sistema proporcional, em que as vagas se distribuem de acordo com os votos por cada partido, fazendo muitos se elegerem sem merecerem, pois com poucos votos, e à revelia, portanto, da votação da maioria da população; com isso, há manobras que trazem pessoas conhecidas que servem de puxadores de votos, arrastando os outros que jamais seriam eleitos se de outra forma;
6- a maior parte dos candidatos têm péssima formação e são incapazes de localizar, por exemplo, onde fica a região norte, se a eles for mostrado um mapa;
7-e mais: não têm leitura e sequer sabem elaborar projetos (compram projetos e copiam para dizer que fizeram);
8-ademais, pensam que estão na política como profissão: portanto, sem consciência alguma de que estão como políticos representando a população;
9-o sistema político é tão contaminado que não é possível trabalhar de acordo com consciência, ainda que honesto ou com vontade de exercer seu cargo de maneira idônea, pois será impedido, coagido e se tornará corrompido, mesmo que à revelia;
10-acredito numa nova humanidade que não será regida por esse sistema (e sim, ou outro condizente com uma consciência sistêmica ampla), e já o estou vivendo, ainda que mentalmente, para que se plasme em realidade!


Gazy Andraus, S.V., 16/12/2013


sábado, 14 de dezembro de 2013

A tal da Lei complementar absurda 665/11

Aqui anexei a lei complementar absurda, em que o ex-prefeito Tércio Garcia, de S. Vicente-SP, assinou, para que todos os pgtos referentes à prefeitura (incluindo os da dívida ativa), cobrassem dos cidadãos os pgtos de cada folha de cada boleto no valor de R$2,67, incidindo em uma cobrança abusiva e que deveria ser na verdade repassada à própria prefeitura, ou que ela desse outras possibilidades de quem quisesse pagar sem ter que sofrer a oneração dos boletos! Aos cidadãos de São Vicente, já fiz nova reclamação à Prefeitura atual, já postei no reclameaqui e a alguns jornais, e em breve procedo ao Ministério Público Federal! 
http://www.saovicente.sp.gov.br/webservicos/leis/Lei%20Complementar%20665.11.pdf

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

IPTU de São Vicente e cobrança indevida de boleto

Caros leitores. Vide minha carta remetida hoje ao prefeito da Comarca de São Vicente a respeito da diminuição do desconto do pgto à vista do IPTU - um dos mais, senão o mais caro, da região - e o absurdo de uma Lei complementar que inventaram em 2011 ferindo o CDC em que não se poderia cobrar as folhas de boleto, além da cobrança devida - no caso, o valor do IPTU! Aos poucos, vou me cansando dessa humanidade, em relação à manutenção de idoneidade moral e ética! (Gazy)

Caro prefeito

Novamente, venho por meio deste veículo registrar meu descontentamento com a Prefeitura de São Vicente. Ano retrasado eu reclamara do pequeno desconto de 5% que era dado aos munícipes para o pagamento integral do IPTU, e então ampliaram para 8% ao ano de 2012. Então, paguei à vista, entendendo que a Prefeitura se sensibilizara e raciocinara coerentemente que, alguns munícipes preferem pagar à vista, se o desconto for coerente. Agora, eis que o desconto cai novamente para 7%. Aparentemente, um por cento não seria muito, mas para um munícipe que trabalha anualmente como professor e economiza dinheiro para tais pagamentos, isso incide muito, pois também houve um pequeno aumento no valor do IPTU. Bem, lamento isso como cidadão vicentino, e já não sei se este ano pagarei duma vez, devido à queda do índice de desconto - que vejo como descabido: ora, se a Prefeitura quer e prefere incentivar tal pagamento à vista, como acredito, por ter visto divulgação em banners espalhados na cidade, porque ela diminuiu o desconto, novamente?
Outra queixa que faço, e que também incide num valor que sobrecarrega àqueles que não podem pagar integralmente com desconto, é a descabida cobrança por cada folha do carnê de IPTU no valor individual de R$2,67, numa lei complementar feita pelos vereadores em 2011, e que fere a Lei Paulista n. 14.463, que começou a vigorar em 25/05/11(http://consumidormoderno.uol.com.br/cdc-codigo-de-defesa-do-consumidor/lei-paulista-proibe-cobranca-de-taxa-em-boleto-bancario), afora ferir o CDC art.39, V (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8078.htm) (vide mais aqui: http://www.jornaldosite.com.br/materias/cash/anteriores/edicao146/cash146_09.htm
“"a cobrança de despesas de emissão de boleto bancário ao consumidor viola frontalmente o disposto no artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor". O artigo veta ao fornecedor de produtos e serviços "exigir do consumidor vantagem manifestamente excessiva".Contrato - A cobrança pelo boleto só pode ser feita se estiver prevista em contrato e o consumidor concordar com ela, segundo o Procon. Para pagar nos bancos, vale a mesma regra: se a cobrança pelo boleto estiver prevista no contrato, pode ser efetuada.”), em que incide em dupla remuneração e se torna cobrança abusiva que na verdade deveria ser feita entre o banco e a prefeitura, e não repassada abusivamente aos munícipes. Essa cobrança caracteriza um ônus anual a cada munícipe no valor de R$29,37 (se pago mensalmente o boleto do IPTU) e de R$R$2,67 (se pago no valor único com o desconto de 8%). Assim, tal desconto dos7% na prática é até menor, e se sem o desconto, o valor do IPTU se configura até maior do que apresentado (lembrando que São Vicente promove um valor de IPTU dos mais altos da região – senão o mais alto – até mesmo em proporção às outras cidades brasileiras).
sublinhei em azul a cobrança indevida

Estou muito desapontado com tais rumos na civilidade do município de São Vicente, estendendo tal decepção à própria sociedade como um todo, em especial aos órgãos que supostamente representam o povo e deveriam gerenciar a verba advinda dos tributos à melhora de qualidade de vida, em proporcionalidade ao status da população – que no caso, a vicentina, é das mais carentes da baixada santista; pois todos parecem omitir a licitude das ações e encobrirem as leis com outras complementares que não deveriam sequer ser cogitadas por membros eleitos pela população que deveriam se ater a trabalhar em prol aos munícipes e não para, aparentemente, extorquir-lhes em manobras sub-reptícias criando leis complementares que ferem outras maiores estaduais e/ou nacionais, como têm supostamente me feito supor!
Sem mais, encerro essa missiva, reiterando minha total insatisfação com tais rumos na política nacional, e em especial nas cobranças municipais de IPTU e dos boletos, aqui em São Vicente.


Insatisfeito, finalizo aqui

Prof. Dr. Gazy Andraus

São Vicente, 13/12/2013

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

E a Águia voou!




Em 2006, apresentado pelo professor Waldomiro Vergueiro, conheci o professor Elydio dos Santos Neto numa das reuniões do Observatório de HQ da USP. A primeira impressão foi a de um ser humano bem humorado e benquisto! Assim que lhe entreguei meu cartão-zine, foi que ganhei mais ainda a confiança e a amizade inabalável que percorreu entre Elydio Grande Alma e minha pessoa. Foi porque ele leu no meu cartão, minha identificação: “Gazy Andraus: ser humano” antes de qualquer denominação profissional. Ele gostou! Elydio é daquelas almas puras que estabelecem na vida a prioridade do humano, mas atrelado a tal, a humanidade amiga, fraterna, antes do ser técnico, frio e/ou arrogante. Para ele, minha apresentação mostrou-se promissora. Ele apostou nisso, e creio que ambos conquistamos uma vida de amizade amistosa, sólida, fraterna e sobretudo criativamente prolífica. Foram 7 anos que passaram como uma fase em que eu aprendi a ser mais humano ainda, pois Elydio, sempre com o sorriso fraterno e o auxílio inteligentemente sábio, me mantinha atento à importância do autoconhecimento para me tornar um humano melhor. Ele me ajudou muito a que eu descobrisse a importância das histórias de vida como autoconhecimento e aplicados na didática. Foi membro da banca de meu doutoramento (e muito me ajudou na finalização da tese, com ampliação da importância que as HQs traziam para a mente criativa). Elydio me levou a conhecer o professor Ruy Cesar do Espírito Santo, que também prioriza o autoconhecimento como aprimoramento evolutivo  e seu grupo de pesquisa INTERESPE. Elydio me dizia que aprendeu muito comigo. Mas na verdade, o aprendizado maior foi meu: a humanidade dele me projetou mais ainda pra ver o humano como potencialmente amoroso e digno, como eu ainda não havia visto de tal monta! Elydio fez aulas de desenho de quadrinhos em escolas, aprimorou seu traço e vontade de desenhar. Ele não só foi teórico, mas praticou a criação de desenhos e histórias em quadrinhos. Viu nos fanzines um caminho irrigado para a plantação de autorias criativas! Chegou com a ideia dos Biograficzines, me convidando a auxiliá-lo a falar dos zines para seus alunos de mestrado em Pedagogia da UMESP! Resultaram depois várias associações entre mim e ele, então, quando fui convidado a escrever um texto sobre os fanzines pela Cellina Muniz, chamei o Elydio pra escrevermos em dupla sobre nossa experiência didática acerca dos Biograficzines que ele implantou na sua docência! E daí o Elydio criou também seus Biograficzines com suas HQs poéticas e de histórias de vida cheias de simbolismo.
Aquilo tudo rendeu, germinou e alastrou-se...ficamos honrados várias vezes em participar de eventos de fanzines como o Ugrapress, em que os fanzineiros gostavam de vê-lo falar, com calma, conhecimento e ao mesmo tempo, abertura. Eles diziam que era ótimo ter-nos, que somos do meio acadêmico, em meio aos zineiros, pois isso não só dava respaldo à importância do fanzinato, como também ampliava a visão que os outros tinham dos zines, já que Elydio trazia mais saberes acadêmicos mesclados às criativas aberturas fanzineiras.
Elydio me visitou algumas vezes, e conheceu meu pai. E quando meu pai se foi, ele veio com Marta me dar força e energia naquele difícil momento...mas mais do que isso, ele teve visões inusitadas de como meu pai estava na sua nova jornada, o que muito me deixou contente! (se tiver curiosidade, leia aqui: http://www.ibacbr.com.br/?dir=artigos&pag=013&opc=0135).
Elydio valorizou meu trabalho a um nível que eu não mais atinava: ele analisou minhas HQs, percebendo nuances e significados onde eu não tinha percebido (devido à criação ser intuitiva), como quando ligou os 9 meses de gestação aos 9 fios que prendiam um ser desenhado na minha HQ “Casulo”.
Ele fez por mim o que os sábios e guias fazem, sem nos deixar perceber que eles estão nos educando e nos guiando, a um caminhar mais prolífico e ético...
Os valores que ele trazia eram realmente imensos, como as alegrias de compartilhar momentos com ele (e muitas outras vezes, quando juntávamos eu, Edgar Franco e Elydio, seja em eventos acadêmicos, seja em outras ocasiões, em São Paulo, São Caetano, Goiânia, Recife etc, como um trio realmente jovial e criativo, ao que também transparecia aos olhos de todos – tamanha era sua energia espiritual, que meu afilhado Heitor, em Goiânia, quando o conheceu, apelidou-o de “Buda”).
Elydio ainda escreveu um livro sobre minhas HQs, fato que corroborou com meu apreço por ele, já que via nas minhas HQs um valor de arte e significado que muito ampliava meu autoconhecimento. E, embora em pleno tratamento contra a doença que o acometia, veio no começo do ano para minha residência a fim de terminarmos a finalização e revisão do livro. Veio de ônibus, voltou de ônibus, com a alegria e a força que tinha e emanava! Criatura ímpar, com disposição e jovialidade! Suas falas e aulas eram comedidas, pontuadas, sempre trazendo o melhor do ser humano ao ser humano...
Por fim, sem me estender mais, devo registrar alguns fatos ocorridos nessa última semana, em especial, o sábado último do dia 28/09/2013, quando para casa dele e de Marta me conduzi, a fim de me juntar a eles e seus outros convidados na comemoração de seu aniversário (que verdadeiramente havia sido no dia 26). Lá chegando vi Elydio deitado ao sofá, e cercado de amigos e parentes, logo o presenteei: numa caixa de papelão de correio, cobri de imagens de HQs e pedaços de zines, montada especialmente para a ocasião, tendo eu nela inserido algumas revistas de HQs, mas também um desenho que fiz especialmente ao nobre e querido aniversariante, que a tendo aberto e surpreso, apreciou ambos: a caixa e o desenho, sendo que este último, o fiz entre os dias 27 e 28, realizado pelo impulso de dar uma arte original ao meu amigo, como presente! Simbolicamente nele, aparece uma luz vindo (ou saindo) do peito de um personagem, como uma rajada solar (ou algo que o valha), e sobre a cabeça da figura, resta imponente também a cabeça de uma águia, animal que ele tanto estimava (vide cópia de minha arte em anexo). 

Naquela reunião final, Elydio se mostrou aberto, e apesar de estar cansado, se sentou e cantou e durante um determinado momento, agradeceu a todas as presenças, nomeando cada um, e dizendo o valor de cada pessoa ali presente para sua vida.
Foi depois que a reunião terminara que Elydio começou a se sentir mal, e o levaram ao pronto-socorro, e por fim ao hospital...mas esses detalhes já não importam aqui, pois foi claro pra mim que naquele dia Elydio teve reunidos com ele, pessoas que simbolizaram a sua despedida, a qual (in)conscientemente fez, de uma maneira humana e tal como um sábio tendo a seus pés pessoas atentas a escutá-lo!
E foi então que, assim como o símbolo que Elydio mais gostava, a águia, ele, afinal, voou!
Mas nós que aqui ficamos, não estamos desamparados. Tal qual se manifesta no desenho, ele como águia permanece em espírito sobre todos os humanos, orientando e comungando para uma humanidade cada vez melhor!
Voe, Elydio! Singre os céus da vida ignota (para nós), mas amplificada e bela (para si)!

Abraço do seu grande amigo, que muito te estima
Gazy, um humano! (04/10/2013)

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

A complexidade das HQs contra o senso comum de que elas são simplórias


A HQs têm extrema complexidade, tanto em sua estrutura linguística e de elementos, como de conteúdo, pendendo entre o literário escrito e o imagético (desenhado). Mas as HQs não são literatura. E vice-versa! Em minha tese expliquei que os desenhos e a ambivalente leitura panvisual de uma história em quadrinhos fornece em cada página um estímulo que ativa áreas cerebrais distintas provendo uma inteligência mais complexa e sistêmica (já que os hemisférios trabalham em conjunto). O aprendizado de conceitos básicos atuais da ciência cognitiva (e quântica) deveria ser obrigatório na educação formal, pois sem tais embasamentos, muitas teorias em diversas áreas, se tornam meras repetições de padrões antigos que não se atualizam, e que em realidade, sob as luzes da ciência hodierna, se perpetram como erros simplesmente por continuar uma crença que se pensava ser correta. Um exemplo são as próprias HQs e seu uso cada vez mais procurado nas escolas. Pois na década de 1970 essas mesmas HQs eram não só evitadas como impedidas de serem lidas, com argumentos de que seriam perniciosas já que atrapalhariam os estudos. Na atualidade os quadrinhos são usados em aulas e incentivados pelo governo ao adquirirem-nos pelo PNBE (Programa Nacional Biblioteca da Escola). Ora, não foram as HQs que mudaram, e sim o conceito da inteligência humana acerca de suas reais potencialidades. Tais conceitos atualizados têm a ver com premissas de estudos cognitivos, os quais vieram na esteira da mudança de visão paradigmática da física clássica à quântica, que proveu a própria ciência das possibilidades tecnológicas de se elaborar tecnologias mensuráveis das potencialidades humanas e o que ocorre nas nossas mentes derivado do que nos influencia.
Assim, como diz no texto de Paulo Ramos (11.09.13 - HQs trabalham conteúdos de forma superficial, diz Instituto Pró-Livro - http://blogdosquadrinhos.blog.uol.com.br/), as declarações de Zoraya Failla, gerente-executiva do Instituto Pró-Livro (órgão que reúne editoras e que patrocina a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil), de que as HQs podem trabalhar os conteúdos de forma superficial, e de que tal “ferramenta” (a HQ) pode servir para trazer os jovens para a literatura ou para temas mais “complexos” é equivocada por ser incompleta e reducionista no pior sentido, pois tal pensamento reflete o padrão antiquado sem atualização dos conceitos pertinentes à própria ciência, que envolve novos saberes atinentes à forma como a mente trabalha e às ferramentas que nela atuam. A saber, os desenhos estimulam a criatividade hemisferial direita do cérebro, e tanto quem os faz, como quem os assimila (“vê”, “lê”, “absorve”) exponencia sua mente no quesito criatividade. Ao mesmo tempo, como uma página de história em quadrinhos é diagramada de imagens que se sucedem e aparecem concomitantemente, estimulam na leitura um processamento visual tanto central como periférico, já que o olhar perpassa o quadrinho em que focaliza enquanto sua visão lateral se mantém no(s) quadrinho(s) anterior(es), que narra(m) o passado, como no(s) subseqüente(s), aventando o futuro, já que a diagramação por página os envolve numa complexidade visual rica e imagética mas quase que não-linear.

Trecho de minha tese As histórias em quadrinhos como informação imagética integrada ao ensino universitário/2006, em que explico a complexidade visual não -linear de uma página de HQ (incluindo sequência do filme "Quem somos Nós" e HQ da série "X-Men" de Chris Claremont e John Byrne).
Aliado a isso, há os textos fonéticos na HQ que são lidos pelo hemisfério esquerdo (racional e linear), o que acaba por tornar mais complexa ainda a leitura de uma história em quadrinho, estimulando de maneira até agora não totalmente mensurada pela ciência atual através da tomografia computadorizada. Ainda assim, sabe-se que estão medindo as ondas alfa de monges budistas ao meditarem, e de outras atividades, mas as experiências com leituras de imagens e textos, em separado já realizadas, comprovam a atuação dos hemisférios da maneira com que explicitei (inclusive descobriram que a leitura dos ideogramas chineses se realiza mais pelo hemisfério direito – que é como se lessem imagens - do que pelo esquerdo, pelo qual se assimilam os fonemas da escrita ocidental), e portanto, sendo os chineses desenvolvedores criativos (pólvora, massa etc), não se pode negar que a leitura de desenhos (ideogramas idem) estimula essa inteligência mais complexa a que me referi. Assim, obviamente a leitura de quadrinhos não é uma ferramenta para outras linguagens, mas por si só é uma ferramenta autosuficiente. E se aliada a outras, como asseverou Zoraya Failla, gerente-executiva do Instituto Pró-Livro, se torna mais rica e complexa do que aparenta seu senso-comum memetizado de que os quadrinhos são menos complexos. Menos complexidade eles têm se colocados pelo viés de seus textos escritos apenas, em paralelo à leitura fonética cartesiana, sim. Mas como a leitura das páginas de uma HQ não se resume aos fonemas nelas encontradas, e sim aliam-se estes (que algumas vezes até inexistem) aos desenhos, a assertiva da gerente-executiva se mostra falha e preconceituosa por desconhecer as atualizadas informações acerca de como funciona a mente humana. Pois a imagem, como expliquei, amplifica e instiga os hemisférios cerebrais num profícuo amálgama de deliberações cartesiano/criativas amplificando o imaginário do leitor, que pode recriar outras contextualizações interdisciplinares, retroalimentando sua inteligência mais do que meramente pela racionalidade linear. O mesmo o faz a literatura tradicional ao incentivar as mentes a criarem enquanto leem...mas nas HQs, os “vãos” dos quadrinhos que existem neles também estimulam o leitor a imaginar e criar outras passagens que inexistem na história panvisual...além dele absorver os desenhos do autor que os elaborou, de uma maneira que ainda precisa ser pesquisada com mais acinte pela tomografia computadoriozada científica. E isso se estende às outras artes, cada qual com suas particularidades elementares aduzidas devido às incorporações, por exemplo, de sons e movimentos (as artes das animações e dos filmes) etc.
Este esclarecimento meu, vem ao encontro da problemática que apontou Paulo Ramos em seu blog nessa data (acima mencionado), lembrando que tais preconceitos sem base científica corroboram, como ele falou, numa “interpretação que tem pautado políticas governamentais de uso dos quadrinhos no ensino, entre elas o PNBE”, o que é um erro grave pois pontua uma qualidade limitada a um veículo de comunicação de massa (mas também artístico, pois autoral), que não deve ser limitado a determinados temas como trampolins desses ou daqueles, e sim, estimulado a ter suas qualidades usadas para um melhor usufruto à expansão da educação em geral, principalmente sistêmico-criativa! Para tanto, não se deve crer que se busquem HQs apenas como ferramentas de auxílio, por exemplo, à leitura de livros, e nem que sejam apenas adaptações literárias, e sim, que as HQs possam ser usadas devido às suas próprias qualidades autônomas de arte e potencial panvisual, conforme explicitei.
Para mais esclarecimentos, sugiro a leitura de minha tese: http://tesegazy.blogspot.com.br/2008/11/tesegazy.html, a qual custou-me três anos de desenvolvimento e um quarto para a reorganização e finalização dela, embasada pelas leituras não só das áreas afins (HQs etc), como também da ciência cognitiva e aportes teóricos acerca das mudanças paradigmáticas da física clássica à quântica, e que encontrou ecos na necessidade de mudanças nos rumos educativo-pedagógicos.

Gazy Andraus, 11/09/2013, São Vicente-SP

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

A liga de Nióbio!


Eu soube do metal Nióbio (liga superresistente usada na tecnologia atual mundial), que o Brasil tem e exporta (e contrabandeia), estudando sobre o Cerrado mineiro para um concurso (mas tem em outros Estados tb, como Roraima). Agora, coincidentemente localizei um vídeo com um brasileiro que reside no Canadá explicando que, embora o Canadá seja detentor de 2% de Nióbio, o Brasil tem 98%, mas o Canadá reverte a verba de produção muito bem lá, e aqui, tudo fica no sigilo...nem a população sabe que existe, e nem para que é. No entanto, poderíamos usá-lo como uma moeda tão forte (ou mais) que o petróleo e cana, mas não o usamos. Somos, infelizmente, totalmente mal informados pelo nosso próprio governo e sistema (des-)educacional! A coisa é séria, vejam o video com o sujeito explicando (Gazy)