terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Retorno ao Supermercado extra e as gôndolas de promoção (agora com promoção)

Após fazer as críticas no meu post anterior (e que enviei antes ao Reclameaqui), voltei a visitar o supermercado Extra nessa terça do dia 06/01/15, para poder tirar as fotos e quiçá adquirir alguns dos produtos que não pude comprar com os descontos no dia 05, já que precisariam ser reetiquetados ou inseridos no sistema. Encontrei o macarrão (vide foto 1) finalmente com seu preço reduzido mostrado (no dia anterior eu não sabia quanto custaria), e alguns outros. 
Foto 1 - tirada por G. Andraus no referido supermercado
Porém, o leite ainda não estava zebrado. Resolvi comprar então o macarrão e o cereal Allbran. No caixa, o cereal passou com preço reduzido, porém maior do que se apresentava na gôndola (R$5,99). Disse para a funcionária que prontamente retirou o excedente. Ao final, solicitei finalmente o gerente para lhe falar desses problemas (bem como outra gôndola que estava com produtos gelados em preços promocionais. O gerente, Gerson Santos (creio que o nome dele era esse mesmo) – justiça seja feita – me atendeu rápida e cordialmente e aceitou me acompanhar até as prateleiras. Concordou comigo acerca dos preços terem que estar já na prateleira, e me explicou a falha e dificuldade que estavam tendo em reetiquetar o preço do cereal. Chamou uma funcionária e alertou-a que os leites e alguns outros produtos deveriam ser retirados de volta ao estoque até o dia que o preço reduzido finalmente fosse inserido e ofereceu vender-me quantos eu quisesse por um valor de R$1,75 (o leite ainda estava com o a R$2,29, acusado no leitor de preços). Aceitei e adquiri um litro enquanto um casal de idosos escutava o diálogo e nos perguntou se poderiam também levar o leite a esse preço (já que não havia o valor ali, como eu dissera). Tanto eu como o gerente informamos que sim, que bastaria eles lembrarem que foi a gerência que redefiniu o preço, ao caixa no ato do pagamento. E assim foi: encaminhei-me para pagar o leite, e na saída tornei a cumprimentar o gerente, pois que entendeu a visão do cliente e a importância de se respeitar o CDC. Ele me disse algo que me fez refletir melhor porque nosso país é tão escabroso em todas as questões e a população é tão espezinhada: os funcionários da loja não pensavam ser inadequado levar produtos próximos ao vencimento na prateleira para serem vendidos, antes de a reetiquetagem com os menores preços ser inserida no sistema. Isso para eles era o normal, segundo a constatação minha (e do gerente) mas como eu lhe reiterei, é errado pois se rivaliza com o que está escrito na prateleira “Preços Reduzidos” (como ele mesmo mostrou à funcionária como justificativa e resposta a ela quando esta questionou-lhe que não havia problema em se ofertar o produto ali, antes da reetiquetagem). Assim, refleti que, precisamente, a população não reflete que ela mesma é quem se engana e se insurge contra a lei: no caso, funcionários do supermercado não se conscientizavam de que eles mesmos poderiam, sendo clientes em potencial, serem prejudicados em outros lugares, se o mesmo viessem a presenciar: preços não afixados e desrespeitando o CDC já que antagonizando os cartazes de valores reduzidos! Ou seja, a educação é pífia, e realmente não os faz serem agentes que refletem! Ainda imaginei uma disciplina que pudesse ser inserida em escolas com o título “Direitos e deveres do cidadão”, mas lembrei-me logo que o sistema cartesiano iria pasteurizar a disciplina e novamente não haveria educação verdadeira. Ademais, boa parte das pessoas, ou não finaliza a escola, ou faz o EJA (Educação para Jovens e Adultos), mas numa idade e período em que trabalham, dicotomicamente sem necessariamente terem tempo e vontade para pensarem realmente nas aulas – coadunado também ao aleijado sistema cartesiano de informações bancárias, como criticava Paulo Freire. Desta feita, é por isso que a maioria dos brasileiros desconhece seus direitos, não os pleiteia, e mais ainda, age contra si mesmo, conforme relatei nesse caso. À exceção do gerente, que se portou bem informado e com boa reflexão (mas que finalmente iria retirar os produtos mediante minha reclamação, pois antes, enquanto ninguém reclamasse, não lhe chegaria aos olhos e ouvidos a incongruência que aqui narrei e expus dos produtos serem colocados em gôndolas para serem de valores reduzidos, sem porém, terem tais preços aplicados!).
Dessa maneira, encerro aqui esse texto com tais reflexões a todos nós: que país, aliás, que mundo é esse em que não somos educados para refletir, e sim, para agirmos como autômatos nos amputando sem percebermo-nos?
Pensemos...e ajamos!

Prof. Dr. Gazy Andraus, 07/01/15 (P.S.: ao sair e despedir-me do gerente, tornei a avisá-lo que retirasse os produtos e verificasse também outros na prateleira dos alimentos refrigerados  - vide foto 2 - que igualmente havia alguns sem preços. Ele, solícito, prometeu-me que lidaria com todas essas questões, e acredito que sim, devido a seu pronto e correto atendimento).
Foto 2 tirada por G. Andraus, idem.

Supermercado extra e as gôndolas de promoção (sem promoção)

Alguns gerentes de supermercados no Brasil ainda não se deram conta do Código de Defesa do Consumidor, principalmente com a questão de manter os preços nos produtos. Ontem, 05/01/2015, próximo das 16:00 estive num supermercado da rede Extra, próximo à praia do Gonzaguinha em São Vicente/SP, e na prateleira de Produtos em Promoção (porque estavam com sua data próxima ao vencimento), metade deles estava sem os preços. As etiquetas com códigos “zebradas” (as que são coladas em cima da original quando em desconto) ou não eram legíveis, pois semi-rasgadas ou davam como produtos não cadastrados. E havia produtos sem etiquetas zebradas que davam preços normais nas máquinas leitoras de preço, como constatei. Chamei um funcionário e ele me disse que os produtos não cadastrados não entraram em oferta ainda, devido ao sistema, e só entrariam no próximo dia. Com relação aos com etiquetas semi-rasgadas ele esclareceu que estavam assim pelo próprio modus operandi do supermercado: eles tinham passado seu prazo inicial de desconto e teriam que ser reetiquetados novamente no dia seguinte também, provavelmente. Então retruquei como poderia saber os preços com desconto já que havia essas obstruções, ao que o funcionário me respondeu que eu teria que pagar o preço atual sem o desconto dos que estavam sem as etiquetas zebradas ainda, ou então os de etiquetas semi-rasgadas (ou voltar no dia seguinte). Eu disse-lhe que isso estava errado, pois todos os produtos estavam mesmo com as datas muito próximas do vencimento, e ainda por cima na prateleira com o cartaz bem grande e visível acima (como lhe apontei) ostentando as palavras “Preços reduzidos – consumo imediato” (vide foto). 
Foto tirada no supermercado, um dia depois.

Lembrando que alguns outros produtos estavam com etiquetas zebradas corretas e com seus respectivos descontos etiquetados nas gôndolas da prateleira. Detalhe: anteriormente, num outro supermercado Extra, mas em Guarulhos/SP, havia uma prateleira com os dizeres: “Produtos com 50% descontos, pois próximos do vencimento” e uma parte deles estava com preço que não atingia nem 40%, enquanto outros estavam com a metade real do valor. Na época expliquei-lhes que segundo o CDC teriam que me vender todos os que eu quisesse ali naquela prateleira com datas próximas e zebradas à metade dos preços e não aqueles cujos preços estivessem com menos de 50% de desconto,  como ali estavam etiquetados. Responderam-me que o modus operandi no sistema fazia com que os preços tivessem 50% de desconto no dia colocado, mas que os produtos sem desconto mudavam de preços em outros dias dependendo se estavam ou não em promoção, e isso incidia que os mesmos produtos da linha com data próxima ao vencimento não seguiam esta variação diária ou semanal, mantendo seus preços de desconto de 50% desde o dia inicial (o que modificava seu percentual de desconto, se os mesmos produtos que não estivessem com  seu prazo de vencimento entrassem em promoção). Mesmo assim, exigi o que estava escrito (desconto de 50%) e aconselhei-os a, se quisessem fazer algo correto, que retirassem o denominador “50%” e apenas mantivessem descontos promocionais. A partir dali, foi o que fizeram, pois pude constatar isso quando voltei lá dias depois. Assim, pelo menos, estariam dentro da lei. Voltando ao caso do Extra do litoral, reiterei que estariam fora da lei, desrespeitando o CDC, primeiro por parte dos produtos estar sem preços na gôndola, e segundo, se estão na gôndola de preços promocionais, não podem ser vendidos ao preço normal. Se assim o quisessem, que retirassem os produtos dali e os colocassem na gôndola dos que não estão em promoção, até o dia que liberassem os descontos. Responderam-me que não podiam fazer isso para não misturarem com os que estariam longe da data de vencimento. Continuei dizendo-lhes que, então, não colocassem os produtos na gôndola de promoção, e os estocassem então dentro da loja em áreas não comerciáveis para o público, até que os preços estivessem liberados com a promoção. Retrucaram que não havia lugar na estocagem. Enfim, insisti que, em sendo assim, voltamos à etapa inicial: que devem ser vendidos já pelo preço promocional, pois atraem os clientes e os induzem a levá-los, já que na gôndola há o chamariz “preços reduzidos” e se não se aplicam os descontos, há ludibrio nisso, e incidência na desobediência do Código de Defesa do Consumidor (vide este link para mais esclarecimentos e as leis: http://portaldoconsumidor.wordpress.com/2011/05/17/quanto-custa-qual-e-o-preco/). Dessa forma, para minimizar as questões, o funcionário aceitou me vender 3 produtos distintos que escolhi, cujas datas estavam bem próximas do vencimento, a um preço bem reduzido (que chegou a uns 60% ou mais de desconto). Dessa maneira, agradeci-o e elogiei sua conduta no caso, mas reforcei que ele levasse a seu gerente minha insatisfação e críticas como cliente, reportando que o supermercado solucione essa questão, pois que fere o CDC. Ele prometeu-me assim fazer.
Outra crítica: o funcionário solícito encaminhou-se comigo ao setor de clientes para explicar às funcionárias os descontos e tudo correu bem, porém, bem antes deste funcionário vir a ter comigo, e buscando algum encarregado do Extra para tirar-me as dúvidas inicias conquanto aos preços promocionais, encontrei um promotor da Unilever, mas que não pôde me ajudar nos preços, já que ele era terceirizado e não um funcionário do Extra, o qual me aconselhou a ir conversar com o setor de clientes na entrada da loja. Pois me encaminhei ao setor, e lá repassei minhas questões a duas funcionárias: que eu queria saber os preços de alguns produtos que estavam na gôndola de promoções sem os respectivos preços afixados. Elas se entreolharam durante longos segundos e depois, com uma certa má vontade (que me espantou), chamaram uma terceira funcionária para me acompanhar (esta também, ou não estava com vontade de fazê-lo, ou não saberia como proceder com relação aos preços). Isso tudo me passou uma extrema má vontade e falta de sensibilidade com relação das funcionárias para com o cliente (no caso, eu), e mais ainda com expressões de desdém e até de descrédito pelo que eu falei a elas. Pareceu-me mesmo que elas duvidavam do que eu expliquei acerca de falta de preços nas gôndolas e com descontos, ou que não queiram se esforçar para resolver esse problema. A seguir, a funcionária chamou o encarregado do setor, o qual foi o que me atendeu bem melhor. Sinceramente, se o Extra treina assim seus funcionários, está se mostrando um péssimo mercado (excetuando-se o funcionário que me explicou como funcionava o modus operandi e me concedeu os descontos, que me atendera prontamente).
Será por isso que nesse dia constatei que o Extra era, de 4 supermercados que visitei, o que estava mais vazio, enquanto que dos outros eu me abstive de efetuar compras pois estavam lotados? Ficam aqui minhas críticas, observações e deliberações, tanto para o Reclameaqui, que repasse ao Extra, como para a população, já que eu compartilho esse meu tópico no facebook ao público em geral.


Prof. Dr. Gazy Andraus, 06/01/15

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Insolação mental inconsequente

Resido numa região litorânea. Fazia alguns anos que não permanecia nas férias por aqui, mas esse ano decidi me manter para tocar uns projetos. Porém, hoje relembrei porque não gostava de ficar aqui, principalmente nesse período: o número de pessoas no litoral aumenta demais, e me mostra que houve um exagero na taxa de natalidade no país, ao mesmo tempo que uma desproporção tanto na educação delas como em agrupamentos exagerados em uma mesma região.
Praia do Guarujá/SP. Fonte: http://cidadedeguarujaonline.blogspot.com.br/2014/01/temperatura-acima-dos-37c-atrai.html
No caso, tanto no litoral, 
mas também na grande São Paulo. Meu tormento aqui se justifica: tive que olvidar de fazer pequenas compras necessárias como sabonetes e vinagre pois as filas em 3 supermercados agora à tarde estavam homéricas. O calor também ampliava o desassossego e a minha irritação. As pessoas flanando daqui pra lá e de lá pra cá nas ruas, quase a esmo e entupindo-as devido aos "passeios" pelas lojas me lembravam da fragilidade mental e de consciência que elas têm tanto nos gastos como nas futilidades. Enfim, não sei se estou me tornando cada vez mais ermitão, ou se na verdade é uma conscientização cada vez maior de que o lastro não dá conta do número de pessoas que está povoando o país, em exageros, pois muitos nascimentos acontecem por uniões inconsequentes devido à sexualidade sem compromisso entre os jovens (e muitos não usam preservativos porque não se importam mais com a AIDS nem outras DSTs), e isso para mim é claro, visto o número homérico de jovens adolescentes caminhando pelas ruas (e conversas anteriores com jovens que me diziam isso sobre não usarem preservativos). Um número excepcionalmente grande, a meu ver. Falta a eles todos uma educação criativa e objetivos melhores do que só o consumismo barato. E é essa falta que os torna fúteis e perdulários, sem se importarem com o que causam a si mesmos e a seu redor. 

Gazy Andraus, 05/01/2015

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Um país de formação técnico-"fake"?

Gostaria que os que leem meus posts, em especial estes da vulnerabilidade de nossas urnas, entendam que venho codenunciando isso há quase um ano, e pouco me importa, nesse caso, acionar essa questão porque tal candidato/partido venceu ou perdeu. O que realmente é importante, é que estamos sendo enganados, em especial pelas divulgações que o TSE faz da securidade total de nossas urnas. E o mais grave é a postura incômoda de um órgão que se arroga detentor máximo dos conhecimentos e do pleno funcionamento de um sistema que país algum no planeta ousou utilizar per si, sem uma copossibilidade como o voto impresso adjunto (que haveria nesse ano nas eleições nacionais, como está aqui narrado: “Art. 5o  Fica criado, a partir das eleições de 2014, inclusive, o voto impresso conferido pelo eleitor, garantido o total sigilo do voto e observadas as seguintes regras:” in: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2009/lei/l12034.htm, não fosse revogada essa lei pelo Eduardo Azeredo).  Entenda, população, que estamos sendo largamente enganados com a ilusão de um sistema que funciona ok. Eu não afirmaria com insistência isso, se os denunciantes não fossem especialistas da área, como o Professor Dr. Diego Aranha, e não posso me furtar a valorizar os especialistas: eu sou especialista na pesquisa das Histórias em Quadrinhos, e já enviei, em anos pretéritos, cartas à TV Cultura a que trouxesse especialista para debater no Roda-Viva, quando as HQs ainda estavam na passagem de uma linguagem semi-desconhecida quanto ao reconhecimento de seu valor, para a, ora utilizada no ensino com aval de educadores. Mas a TV Cultura nunca me respondeu e nem trouxe um especialista (no máximo, trouxeram quadrinhistas, o que é diferente).
Agora, eu e vários especialistas vimos avisando os setores governamentais que tratam de editais e compras de HQ que é necessário especialistas para avaliarem as HQs compradas para abastecer as bibliotecas, e não os especialistas de Literatura, pois a esses, HQs são uma linguagem menor, as quais somenos a desconhecem - já que não se especializaram nelas - não podendo assim avaliar os elementos mais amplos e complexos de tal linguagem. No caso das questões de nossas urnas, se dá o mesmo: o governo/TSE continua querendo ignorar os especialistas, e o TSE e finge que está tudo bem. Não, não está! Se não dão atenção aos especialistas em TI que avisam dos problemas do sistema de urnas eletrônicas, para que então existem as universidades, os cursos técnicos, mestrados e doutorados? Ora, eles mesmos, como o Sr. Ministro Dias Toffoli, que é especialista em sua área jurídica, poderia invalidar até mesmo sua própria área de direito, se é para agir assim.
Dessa maneira, não é uma denúncia exagerada e reiterada que faço, como já me acusaram de “ser risível a minha teoria conspiracional”. Primeiramente, que não é uma teoria, pois expliquei que me embasei em leituras e pesquisas, baseadas nos especialistas, em geral, que na prática comprovaram as falhas de segurança, como o Prof. Dr. Diego Aranha (https://www.youtube.com/watch?v=5B7ZiBWNJdg). Segundo que quando não nos embrenhamos em pesquisar determinados assuntos, nosso conhecimento é sempre superficial e não percebemos a complexidade de quaisquer que sejam os temas. Então, como venho estudando a questão, posso lhes dizer que não é nenhuma teoria conspiracional (vide o http://www.vocefiscal.org/ , projeto encabeçado por um dos especialistas, o Prof. Dr. Diego Aranha).  E terceiro, só é risível para quem desconhece realmente as proporções reais de uma questão tão séria como essa em que envolve o sufrágio de milhões, cujo sistema é falho (http://jornalggn.com.br/noticia/o-tse-e-a-descoberta-do-programa-de-fraude-nas-urnas-eletronicas) e ainda por cima comandado por um órgão que impede contrariedades, ainda que com bases comprovadas, como quando partes do sistema foi testado pela equipe do Prof. Dr. Diego Aranha.
Caros brasileiros, está em nossas mãos de modificar isso tudo, e temos na internet a ferramenta de pesquisa para averiguar. Se por um lado alguns me vem acusando de estar em cima do muro porque justifiquei meus votos (devido às questões que mencionei de não dar meus votos à possibilidade de mal uso se fraudado), eu também posso criticar quem desdenha as informações sem antes averiguar os fundamentos dela. Eis aí o mal dum governo paternal como o nosso: todos pensam que uma vez feito um sistema, está tudo bem. Ora, as eleições mostram que a maioria dos deputados e senadores são eleitos sem que se haja a necessidade de se saber se possuem competências para tais cargos...e como se quer obter deles projetos e planejamentos que dirigirão um país, se não possuem aval técnico para tais proposições? É como um sujeito que precise ir a um médico, e lá estar lotado um funcionário com outra especialização qualquer, como por exemplo, economia: obviamente ele não conseguirá tratar do sujeito em hipótese alguma, naquilo referente à saúde. É assim que temos um país totalmente “fake” nessas posições! E com isso, um sistema eleitoral igualmente cheio de problemas, que são colocados em baixo do tapete, ao mesmo tempo que insistem em passar à população uma ideia de que é um sistema ideal e avançado: ainda que avisos de especialistas lhe cheguem, mas que são sumariamente ignorados! Boa reflexão e espero que comecem a perceber a periculosidade do que fazemos aqui, quando sem a devida consciência!

Gazy Andraus, 28/10/2014

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

A cobrança ilegal dos boletos de IPTU e os hospitais-purgatórios!

Em relação à cobrança ilegal de cada folha do carnê do IPTU da cidade de São Vicente, vi a última carta enviada pela promotoria da mesma Comarca à Prefeitura, e que com devidos embasamentos dados pelo(a) promotor(a), com bases legais inclusive de decisões judiciais de outros Estados brasileiros. Dessa maneira, esta prefeitura será obrigada a ressarcir cada munícipe desde o início da cobrança indevida e não mais poderá continuar tal cobrança devendo suspendê-la de imediato. É uma pena que o ser humano seja tão desonesto, pois isso agrava várias questões que penalizam o próximo. São Vicente(SP) tem um Hospital Municipal  (o antigo CREI), cuja reportagem vi hoje na TV, que está pior ainda já que a firma terceirizada que fazia a limpeza cessou os serviços devido aos atrasos de mais de 60 dias do pagamento não feito pela prefeitura. Isso sem falar que faltam cadeiras de roda, lençóis e travesseiros e materiais outros (http://g1.globo.com/sp/santos-regiao/jornal-tribuna-1edicao/videos/t/edicoes/v/moradores-reclamam-do-estado-do-hospital-municipal-de-sao-vicente-sp/3713340/)! É o caos na saúde na primeira Vila fundada oficialmente no Brasil! E porque isso? Desonestidade de anos e anos por quem deveria gerir a cidade, cujos cargos foram dados por eleições (vereadores e prefeitos anteriores, incluindo na época do ex-prefeito Tércio, que criaram a Lei complementar desonesta cobrando as folhas de IPTU e que diluíram a taxa de bombeiros - que tb é ilegal - ainda assim culminando numa prefeitura atual mais pobre e endividada que nunca! E comprova-se assim que programas como Mais Médicos etc, que por um lado supririam o número de médicos, realmente, não são os principais: o emergencial seria um programa "Mais Recursos Médico-Hospitalares", daí sim, viria numa segunda etapa esse do Mais Médicos! Enfim, não é pelo dinheiro da cobrança ilegal de cada folhinha do boleto (R$2,67) e sim, pela desonestidade de fazê-lo, sendo que aparentemente, com tantos desvios governamentais, sabemos que tais valores acabariam nem sendo usados, por exemplo, na saúde, mas sim, para aumentar as contas bancárias de políticos, ainda que "honestamente" pagos a seus salários: que porém, num país como o nosso, destoam do salário médio das pessoas, por demais, tornando tal soldo uma imoralidade onerosa às cidades (Estados e Federação), já que parte de cada  salário poderia auxiliar na manutenção, por exemplo, da saúde...isso, claro, se não colocarmos em questão desvios de verbas e má utilização das mesmas que, como sabemos, ocorre em quase todos os órgãos públicos das gestões políticas, aparentemente ilibadas, mas obscurecidas por gestões inescrupulosas em quase todas as esferas públicas nacionais. Moral da hitória: as prefeituras como essa, acabam ficando sem verbas, e para suprir, criam leis complementares que ferem leis estaduais e até federais, onerando ainda mais a população espremida e desgastada, que quando precisa de assistência como nos hospitais municipais, se depara com algo similarmente atualizado ao purgatório de Dante!
Enfim, é basicamente por essas cobranças ilegais  - espremendo os bolsos do cidadão - que eu decidi entrar com a reclamação da cobrança ilegal para a promotoria de S.V: como um aprendizado aos administradores (prefeito e vereadores principalmente, e um exemplo a todos, que não estão ali a bel-prazer de si mesmos, para criarem à revelia leis próprias como quiserem, como se fossem donos dos municípios, e sim, trabalham pelos munícipes. Se quiseram se candidatar e assim foram eleitos, devem se lembrar que têm responsabilidades e não estão no cargo para se debulharem como quiserem. Se não conseguem lidar com tais responsabilidades, eis aí mais um aprendizado para não singrarem em funções públicas como essas. Esse é meu recado a eles! E eu, como parte da sociedade e professor, tenho o dever de notificar a população (que em sua maioria nem tem consciência do que lhe é cobrado, tanto legal, como ilegalmente assim como verifiquei nesse caso dos boletos) e mesmo órgãos públicos que eles têm deveres e limites e que devem - assim como eu, cidadão - respeitarem as leis não ultrapassando seus limites simplesmente porque lhes vem na cabeça como solução paliativa, seja lá se foi isso que realmente pensaram!(Gazy Andraus, 23/10/2014)

sábado, 27 de setembro de 2014

Uivos de um Lobo Cósmico!

Gazy Andraus[1]





A questão da arte e da consciência perpassam juntas as idéias humanas. Também são atinentes à ética e moral, bem como o senso de fraternidade que deveria nos pautar, mas que parece ter sido relegado a um canto desmemoriado, em troca dos afazeres profissionais e técnicos que se tornaram o “sistema” algoz que nos mata e sufoca, em detrimento ao humano e sensível! Como advertiu Jung

‘O Artista não é uma pessoa dotada de livre arbítrio que persegue seus próprios objetivos, mas alguém que permite à Arte realizar seus propósitos através dele. Como ser humano, ele pode ter humores, desejos e metas próprias, mas como Artista ele é “homem” num sentido mais sublime - ele é um homem coletivo - alguém que carrega e molda a vida psíquica inconsciente da humanidade.’ (Jung, 1933, 189)[2]

Dessa maneira, a arte ultrapassa o senso de estética que se deslocou na contemporaneidade, em que quaisquer arremedos estéticos são tidos como artísticos. O que vale não é a obra, mas a “ideia”, empurrada goela abaixo como um dogma religioso aos que se deparam com tais obras. Independente disso, ainda fico com a beleza das mensagens, a tônica das forças delas, revestidas de uma força imagética que seja capaz de se igualar ao conteúdo. Edgar Franco, artista multimídia codinominado como o Ciberpajé, é um desses artistas conscientes do poder da informação como materialização de idéias e afluxos de causas/conseqüências! Assim, ele não só tem desenvolvido uma obra consistente em diversas áreas, como nas Histórias em Quadrinhos poéticas, bem como no cenário musical-imagético com seu projeto PostHumanTantra, e envolvendo tudo em pesquisas acadêmicas de vanguarda, como professor-pesquisador com Pós-Doutorado em Artes e Tecnologias da UFG! Ao se rebatizar como CiberPajé quando completou 40 anos, singrou por um caminho cada vez mais sincero e esfuziante nas artes e nas reflexões, abarcando interdisciplinarmente modalidades das artes espargidas e envolvendo diversos profissionais amigos e alunos que aceitam colaborar como cocriadores de sua obra homérica. Várias são suas coligações, como em BioCyberDrame Saga com Mozart Couto e agora os HQforismos com Danielle Barros (que foram assim batizados por Edgar e Danielle)! É aqui que esta resenha quer se fixar no momento: lançado recentemente o fanzine “Uivo”, Edgar mantém o processo criativo alternado, e revigora os quadrinhos bem como os fanzines, trazendo nas 8 páginas desse mini-zine, 6 HQforismos contundentes, pois enriquecidos pelas imagens que locupletam as frases assombrosas derivadas do espírito guardião da consciência libertária do Ciberpajé!
Fig. 1: Capa do Fanzine "Uivo"
Fig. 3
Fig. 2
Já na capa do “Uivo” (fig. 1) se percebe em contrapartida à face em recolhimento, o contraponto e o paradoxo que rodeia todo filósofo e espiritualista: os contrastes se opõem, mas se complementam, já diziam as condições taoístas de yin e yang! O prefácio é de Danielle Barros (alcunhada como IV Sacerdotisa), doutoranda da Fiocruz/RJ e amiga do Ciberpajé (ela também é poetisa e quadrinhista poético-filosófica). No texto de Danielle, explicam-se os HQforismos e adianta-se que em breve virá um livro com mais de uma centena desses apotegmas visuais criados pelo Ciberpajé.
Como um filósofo e um espiritualista amalgamado, Edgar – Ciberpajé – Franco, solapa as comiserações de controles individuais, alertando que só há uma maneira de controlar outrem: revolucionando-se a si próprio (fig. 2). Noutro HQforismo ele demonstra a integração do ser homem com os outros seres na redoma universal (fig. 3)!  Para não mostrar todos os HQforismos aqui nessa singela resenha, irei finalizar os exemplos com o HQforismo mais contundente – tanto textual como imageticamente, com traços e hachuras magníficas (fig. 4):

“Os abutres humanos sorriem sempre ao menor
vestígio de podridão. Fartam-se na
deterioração, regozijam-se com a dor e a ruína alheias.
Mas lembre-se: seu veneno só poderá ser inoculado
em alguém que lhes dê
credibilidade, sua morte
é serem ignorados.”

Fig. 4
A arte impressionante deste HQforismo ribomba em nossas mentes nos lembrando do teor da sociedade e seus egos pequenos e infantilizados.
Encontro também relações dos HQforismos do Ciberpajé em várias filosofias espiritualistas, como no Taoísmo. Mas também em seres que aqui habitaram querendo o melhor ao humano, como o grande filósofo educador brasileiro Huberto Rohden, ou o transcendente Osho e ainda o solapador Krishnamurti!
O “Uivo” foi dado! Àquele que o escutar com atenção, não o temerá...saberá que quando os lobos uivam, é para se comunicarem aos seus, para reagruparem-se[3]...portanto, acertadamente, Edgar, o Ciberpajé, traz nesse “Uivo”, seu brado para nos atingir e nos reunir como humanos fraternos, transcendendo nossos simples egos isolados! E é com essa arte sincera, e não destituída de significados estéticos e éticos, que o Ciberpajé nos brinda como o artista - homem sublime que é – tal qual explicou Jung, destacando a nós a importância do humano e do sensível, e não a ignomínia que tem se tornado a humanidade relegando ao limbo tais qualidades em troca de um profissionalismo técnico vazio e dogmático...eis a missão desse “uivo”[4], que nos atravessa não só os tímpanos, mas a  visão e a alma!









[1] Coordenador e prof. do Curso de Pós-Graduação em Docência no Ensino Superior e criador da disciplina de HQ e Zine no curso de Tecnólogo em Design Gráfico da FIG-UNIMESP - Centro Universitário Metropolitano de São Paulo, Doutor em Ciências da Comunicação pela USP, mestre em Artes pela UNESP, pesquisador do Observatório de HQ da USP e autor independente de HQ fantástico-filosófica.  gazyandraus@gmail.comhttp://tesegazy.blogspot.com/ ; http://conscienciasesociedades.blogspot.com.br/
[2] Apud BELLO, Susan. Pintando sua alma-método de desenvolvimento da personalidade criativa. Brasília: UnB, 1998.
[3] E este é um dos significados do uivo dos lobos, conforme a ciência vem decifrando. Acerca de mais significados dos uivos dos lobos, cada vez mais estudados pela ciência, vide mais aqui: http://ciencia.hsw.uol.com.br/uivo-dos-lobos1.htm
[4] Para adquirir o fanzine ou mais informações, contacte: ciberpajé@gmail.com e/ou www.ciberpajé.blogspot.com.br  
     

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

A Psicopatia sociopata do Governo-Firma!

O governo (qualquer que seja) me mostrou que é uma firma e que é sociopata: quando minha mãe faleceu, eu soube pela primeira vez na vida, que teríamos que pagar um valor alto para repassarmos o apto que estava no nome dela (meu pai comprou o ap e pôs em nome dela), mesmo sendo nosso, e mesmo na dor do falecimento e luto, a face do governo era racional, meticulosa e ausente de sentimento: se quiséssemos que o domicílio fosse nosso (embora já o fosse), teríamos que pagar uma alta taxa a ele, o inventário (inventado por quem?), ao psicopata governo, e pronto! Foi meu maior e primeiro choque com a realidade social racional e meu despertar de que nós criamos uma vida errada, monstruosa e perversa. E essa criação deliberou um monstro que nos comanda a ferro e aço e nos guilhotina e nos pune...e nos toma o que é nosso. E se sentirmos dor ou medo, pior: ele, o monstro-governo ignorará e enviará, não condolências, mas sim, cobranças e nos tomará o que é nosso, caso não ofertemos a ele, o que ele demanda! Sim, é como o ofertar que julgamos insano dos povos antigos que matavam dos seus para doá-los aos deuses para uma vida farta e sem males! Nossas atitudes para com o governo são similares, só que com o embasamento dito racional, ao invés de mitológico! Paradoxalmente mais insano, e pior assim, racional, do que o mítico, a meu ver! Vivemos, dessa maneira, como servos de um algoz que é a face real do Big Brother descrito por Orwell em seu livro "1984", e esse algoz é que nos rege, nos obriga a cumprir sob pena, mas sem devolver em comiseração e nem em equanimidade! Sim, descobri-me anarquista, mas não só: anarquista thoreauniano que deseja viver a paz que Gandhi buscou e inspirou, insurgindo-me (não violentamente) quando perceber que minhas razões e caráter estão sendo vilipendiadas pelas firmas, pelo governo ou quem quer que seja. O mais difícil será manter essa vivacidade e não esmorecer...bem, não desisti ainda de fazer a empresa VIVO corrigir a desonestidade que vem aplicando a mim! E conquanto que meu pedido para a promotoria dessa comarca que ora habito contra o desmando desonesto que a Prefeitura vem cobrando (os boletos, afrontando uma lei Estadual com uma lei municipal complementar feita às surdinas ) está sendo tramitado meu pedido pelos promotores aparentemente conscientes da atitude ilegal dessa comarca, e que se vier a resultar favorecerá os habitantes todos dela, ainda julgo que devo continuar!http://www.revistargsa.org/rgsa/article/view/13 .


Adendo: o filme "Corporação" (corporation), mostra que as firmas têm perfis de psicopatas: http://www.trabalhosfeitos.com/ensaios/Resumo-Do-Document%C3%A1rio-The-Corporation/312311.html. Aqui link pro filme: https://www.youtube.com/watch?v=Zx0f_8FKMrY