quinta-feira, 11 de abril de 2013

Maioridade penal e politicagem infame



Depois desse assassinato do jovem estudante universitário de jornalismo de 19 anos (http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1260754-estudante-morto-era-orientado-pela-familia-a-nao-reagir-a-assalto.shtml), por um quase menor (17 anos e muitos dias), já não passou da hora dos políticos reformularem as leis que deixam os menores impunes e de ficha limpa? Esses nossos políticos trabalham em quê, ali dentro do planalto? Eles sabem das prioridades do Brasil? Nós votamos neles a esmo sem sabermos das funções deles, e se eles têm capacidade de nos representarem? Eu não votei mesmo em nenhum deles. Mas (não) o fiz prioritariamente porque sou contra - radicalmente contra - os salários assombrosos que eles têm. Para mim, a primeira coisa a se mudar seria essa.
POIS DO CONTRÁRIO, NÃO CONFIO EM NADA ALI DENTRO, VISTO QUE UM SALÁRIO COMO É O DELES, A MIM, É ALGO QUE RETIRA TOTALMENTE QUALQUER COERÊNCIA E HONRADEZ DELES! Daí por diante, sim, eu votaria de acordo com uma lógica coerente e equilibrada entre o salário de um político brasileiro e o salário mínimo - e em que ambos teriam que ser regidos pelo mesmo método de aumento: só se aumentariam os salários políticos - QUAISQUER QUE FOSSEM - com o mesmo critério e no mesmo instante do aumento dos salários mínimos. E, óbvio, nas eleições, só poderiam ser candidatadas pessoas de ficha estritamente limpas. E o resto?: a própria eleição por parte nossa -  aí, sim, seria feita de acordo com nossas pesquisas e consciência da capacidade de cada um desses eleitos. E não concordo com a obrigatoriedade do comparecimento à urna. Na minha visão, possibilita mais do que a não obrigatoriedade, numa maior compra de votos, e maior votação a esmo. Caros, entristeci-me com essa notícia desse jovem que foi morto. E, mais que isso, fico sem compreender quais os motivos que impedem nossos políticos de reformularem a lei, que também só seria sentida pela população aos poucos, mas faria a diferença no futuro. Provavelmente tem a ver com o sistema penal brasileiro e o entupimento e incapacidade por superlotação dos presídios. Mas isto não justifica que jovens entre 14 a 17 anos possam manejar armas e matarem a população e sairem incólumes, sem punição alguma. Isso, claro, os deixa mais tranquilos no momento do ato, e isso é facilmente observável pelo que tem ocorrido em nossa sociedade. Mas mais do que tudo isso, repito, o que me chama a atenção é a total inutilidade e inação de nossos políticos, que aparentemente servem apenas para esvaziarem nossos cofres públicos, cujo dinheiro advém de nossos impostos. Triste sina brasileira: pessoas engravatadas se tornando desonestas num sistema fechado e que os protege e os defende para o usufruto total e ilimitado de uma verba que deveria ser empregada em melhoras no nosso sistema venoso necessitado de toda sorte de melhorias e capacitações para seu funcionamento mais condizente, seja à educação e à saúde, como à manutenção de serviços essenciais como a energia elétrica, limpeza urbana etc. Mas que não o fazem, esbanjando a verba ultra-salarial e arregimento asseclas com salários maiores até do que pesquisadores-doutores de universidades federais que estudaram anos a fio para se capacitarem e que não são consultados para um melhor entrosamento de resolução de problemas, pois o governo brasileiro não sabe trabalhar (nem sozinho, que se diga se com o auxílio dos pesquisadores). Pois já que há pesquisadores, nada mais inteligente que se usar das capacidades deles na resolução conjunta de problemas sociais nacionais entre eles e governo. Aliás, por mais que se critique os EUA, lá há esse tipo de aliança que resulta em um país com mais capacidade tecnológica, inclusive, apesar de outros problemas de ordem que devem ser revistos. Mas no Brasil, ao menos, tem havido um pouco disso, isoladamente. O pesquisador Nicolelis teimou e fez: elaborou um centro de pesquisas sobre o cérebro em Natal-RN e também montou um local de capacitação de jovens que transforma a visão deles: quando lá entram a estudar, pensando nos modelos nacionais (modelo, futebolista e só), saem com vontade de serem pesquisadores, modificando e ampliando sua estreitada mente anterior. Então, a verdade é que os exemplos ajudam a nos moldar: maus exemplos com politicagem suja e bandidagem armada levam isso aos jovens que só veem saída nesses quesitos. Já uma educação com inteligência, molda uma nova abertura de visão, necessária a mudar nossa realidade. E dinheiro não esbanjado pelos políticos e empregado em maior monta em educação é parte-mór e integrante dessa "salvação" necessária, enquanto os jovens têm uma péssima vida e maus exemplos (e péssimas leis) que lhes permitem assassinar como se estivessem brincando...
Para entenderem melhor a explicação de Nicolelis e o que é o centro de pesquisa, existe esse link: http://www.youtube.com/watch?v=CI5tr3F5r08 e também esse outro vídeo que aqui lhes anexo.
Por ora, está aqui minha revolta e descrição momentânea do que penso que deve ser mudado, para que casos como esse assassinato não se ampliem desmesuradamente...e para que um quase adulto assassino também não tenha chance de desenvolver esse lado maquiavélico da alma humana...se as políticas nacionais deixarem de ser burras e trabalharem de mãos dadas com pessoas capacitadas a melhorar as leis e elaborações gerais e educacionais desse país.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Tim-Tim: um brinde ao lucro selvagem...e à ocultação de informação!


Caros
Uma das últimas reclamações que fiz como direito ao consumidor, foi à Anatel acerca da empresa TIM, pois esta não disponibilizava em seu site a recarga mínima de R$7,00, apenas as maiores que essa. Discuti que isso era ocultação de informação, e a maioria das lojas não tinham recarga de 7 reais, não sei se devido a isso, não sei se aproveitando a deixa da TIM de vender sempre mais. Mas como eu muitas vezes preciso de recarga mínima, para esperar a recarga automática que tenho mensal, só conseguia encontrar a de 7 reais em uma ou outra loja (da rede de lojas do Abílio Diniz: Pão de Açúcar, Extra e Casas Bahia e uma ou outra lotérica vinculadas de alguma maneira). Minha reclamação tb alertou que nem em lojas da TIM e nem em seu próprio site há sequer indício da recarga de 7 reais, o que acho um absurdo: a própria firma se negar a vender e até a divulgar isso ao consumidor. Enfim, depois de incessantes reclamações e esdrúxulas justificativas de que sempre têm essa recarga em qualquer lugar etc e tal recebi hoje telefonema da TIM (pois minhas reclamações são sempre via Anatel que força essas empresas a me responderem e nunca omitirem respostas, pois têm que se respaldar com a Anatel – espero que esse órgão continue funcionando bem como funciona) e me disseram que desde fevereiro desse ano a venda da recarga de 7 reais estará encerrada definitivamente! Estranha coincidência com minhas reclamações de fevereiro, não? O mais hilário é que numa de minhas conversas iniciais acerca do assunto com a TIM, a funcionária havia me dito que a venda da recarga de 7 reais é facilmente encontrável em qualquer lugar do Brasil: detalhe, meu diálogo/reclamação com ela foi em fevereiro, mesmo mês que a atendente de hoje disse a TIM ter excluído de seu sistema tal recarga. Concluam vocês o que eu penso que será o mesmo que eu: retiraram agora a recarga de 7 reais pra evitar mais problemas já que omitem a informação, e assim vendem só a de 13 reais pra cima, como consta no site dela (http://www.tim.com.br/sp/para-voce/recarga/recarga-online). Ou seja, piorou a situação, ao que a TIM cumpra o que falou, de que não haverá mais revenda dessa recarga. Brasil, um país de toLos!

Mesmo assim, não desistirei jamais de colocar minhas reclamações daquilo que julgo estar injusto nesta Terra!

sexta-feira, 1 de março de 2013

Yahoo e sua fraude de emails

Faz um ano e meio que meus dois emails de yahoo (yahoo.br e yahoo) não me deixam envair emails. Eis o que aparece: "Sua mensagem não foi enviada
 Sua conta foi temporariamente bloqueada para enviar mensagens. Esse bloqueio pode ter ocorrido pelo envio de mensagens que ativaram nossos filtros contra spam ou por haver muitos destinatários em um único email. Recomendamos que você reveja o conteúdo e a lista de destinatários da sua mensagem e tente enviá-la depois de uma ou duas horas. Geralmente isso resolve o problema.
 Se mesmo após o período de 24 horas você não conseguir enviar mensagens, leia Perguntas freqüentes para obter mais informações e solicitar ajuda da Equipe de atendimento ao usuário.Desculpe-nos pelo transtorno.Obrigado,A equipe do Yahoo! Mail". Só que isso ocorre sempre. Já troquei as senhas há um tempo e reclamei. Nada surtiu efeito. Só consigo ler emails e mais nada.; O yahoo se tornou uma fraude, para mim e milhares de usuários que têm reclamações não respondidas, inclsuive no reclameaqui. Creio que algum órgão maior poderia intervir e fechar o yahoo de vez, já que ele trabalha enganando as pessoas.
Gazy Andraus (p.s.: não adianta tanto atualizar para o novo yahoo, como voltar para o clássico. Nenhum dos dois funciona...inclsuive, caparam no novo a função de ler emails "não lidos" que havia na versão antiga. Só pioraram, emsmo!)

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Atenção, consumidor! Se um produto é ofertado em promoção via publicidade, e ele “acabou” em estoque, você pode pegar outro similar de mesma ou outra marca, mesmo mais caro, e pagar o preço idêntico ao do ofertado.



Na SEÇÃO II - Da Oferta dentro Das Disposições Gerais do Art. 29 do (LEI Nº 8.078, DE 11 DE SETEMBRO DE 1990.) no link: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8078.htm, você pode ler e saber que quando algumas informação publicitária é veiculada por qualquer loja (no caso de meu exemplo aqui, supermercado), em que determinado produto está a preço promocional, e você vai à loja física atraído por isso (ou não), é dever do supermercado de ter em estoque aquele produto. Se não o tiver, você tem 3 opções, conforme descrito no Art. 35:

  Art. 35. Se o fornecedor de produtos ou serviços recusar cumprimento à oferta, apresentação ou publicidade, o consumidor poderá, alternativamente e à sua livre escolha:

        I - exigir o cumprimento forçado da obrigação, nos termos da oferta, apresentação ou publicidade;
        II - aceitar outro produto ou prestação de serviço equivalente;
        III - rescindir o contrato, com direito à restituição de quantia eventualmente antecipada, monetariamente atualizada, e a perdas e danos.

Ou seja, alegando o item I e/ou II, no caso, pode pegar outro produto similar, mesmo que de outra marca, e levá-lo ao mesmo preço do produto não encontrado. E pensemos juntos tal exemplo: vi uma promoção de azeite em determinado supermercado. E tal promoção vale para aquele dia, segundo o jornal de ofertas (ou TV), ou então tem validade de mais dias, digamos, por mais uns 5. Chego ao supermercado atraído pela oferta e duas questões se apresentam:
1-      cheguei logo no primeiro dia do anúncio e eles ainda não tinham recebido o produto ou
2-      cheguei num dos dias da promoção e o produto “acabou”.
Imediatamente eu posso pegar outro azeite de qualidade similar  - se o anúncio era de uma garrafa de azeite extra-virgem de 500 ml de custo promocional no valor de R$6,99, da marca “X”, então, verifico que há em estoque apenas outras marcas de várias qualidades, sendo que de 5 marcas, 2 outras têm extra-virgem com características similares. Porém, cada uma das duas custam respectivamente R$8,99 e R$10,99. Então, solicito a algum funcionário que veja se há em estoque mais do produto em promoção. Se houver a negativa, pego a garrafa de R$8,99, já que é similar a outra, e me endereço ao caixa avisando-o e mostrando o valor original em promoção do produto que não está em estoque. De posse disso, o caixa é obrigado a cobrar apenas R$6,99 e não R$8,99, devido à falta do produto anunciado!
Isso está amparado, como eu disse e você leu, por lei. Portanto, não se amedronte e nem se acanhe. Muitas vezes aconteceu isso comigo, e nalgumas delas eu fui ao mercado exclusivamente atraído por tal oferta (cujo produto inexistia lá, ou teria acabado em estoque). Nessa data de 27/02/2013 aconteceu de novo isso à minha pessoa física: levado ao Extra para comprar queijo mussarela e cebola em promoções veiculadas pela TV e pelo jornal do supermercado, acabei constatando que este segundo item havia acabado. Mas na fila, lembrei-me que eles poderiam ter outro tipo de cebola, ainda que mais cara. E tinham: ela vinha na bandeja. Se o quilo promocional era de R$1,68, e o da bandeja R$3,30, ao passar pelo caixa, ele teve que registrar o valor do peso do quilo para R$1,68, e pronto. A fila do caixa “rápido” estava grande (mas até que andou nesse dia), e ninguém além de mim fez isso, embora muitos estivessem reclamando da falta do produto em estoque.
E SABEM POR QUE NÃO PEGARAM A OUTRA CEBOLA? PORQUE ALÉM DE ESTAR ESTOCADA EM PEQUENA QUANTIDADE NOUTRO LOCAL, NO BRASIL, DESCONHECEM SEUS DIREITOS.
Então essa minha mensagem é para vossa informação (e aos das filas futuras)! Não sejam mais enganados e façam valer seus direitos.
Eu faço essa inserção aqui também porque um primo meu que não sabia disso, meses atrás, e tendo presenciado comigo uma compra similar, me disse que eu poderia divulgar tal fato no meu blog, visto que ele também desconhecia tal lei. É o que faço agora!
Olho aberto, humanidade brasileira!

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Resumo com as principais reclamações e artigos que fiz nesse blog


Caros...tantas foram as críticas e reflexões que tenho feito no meu blogzine desde 2010 (http://conscienciasesociedades.blogspot.com.br/), que resolvi resumir os links das principais aqui para quem se interessar:

-Sobre a desonestidade de pgto de taxa de folha de carnê de IPTU de SV:
Sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2013
 Inexpugnabilidade intransponível?

(Ou: Agora, retorno ao problema da cobrança da taxa de expediente do boleto do IPTU de S. Vicente-SP.)

-Sobre a questão de o Contram permitir ônibus fabricados até 1999 de circularem em viagens sem cinto de segurança:
Sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2013
 Ainda a questão do cinto de segurança nos ônibus de viagem

-Sobre a inexistência de energia elétrica a cidades do Pará no Brasil atual:

Segunda-feira, 4 de Fevereiro de 2013
Luz, água, futebol de todos...ou de tolos?

-Sobre a dificuldade de se achar recarga de menor valor nas revendas da TIM:
Segunda-feira, 4 de Fevereiro de 2013
Venda de recargas TIM de menor valor quase inexiste nas revendas

-Sobre a falta de aviso ao passageiro por parte das empresas de ônibus acerca da não obrigatoriedade de se pagar seguro facultativo:
Segunda-feira, 4 de Fevereiro de 2013
Seguro facultativo e obrigatório nas passagens de ônibus de viagem

-Sobre a diminuição do peso de produtos alimentícios e manutenção de valor igual e/ou maior:
Segunda-feira, 29 de Outubro de 2012
Maquiagem ilusória ou estratégia desonesta?

-Sobre a sujeira que as eleições causam nas cidades e sobre o voto nulo:
Domingo, 7 de Outubro de 2012
Moro na Cidade-Lixo

Sexta-feira, 31 de Agosto de 2012

Ó criança...deixe para trás toda sua esperança! (e molhe minhas mãos com o dindin, disse o papai governo a seu domesticado súdito)

Voto nulo? Embranqueço minha mente se não penso nisso!

-Sobre a retirada da cartilha em quadrinhos que explica a questão dos orgânicos e transgênicos, por pressão das multinacionais:
Sexta-feira, 17 de Junho de 2011
O governo obedece às multinacionais? Cartilha em HQ de orgânicos retirada no site oficial a mando da Monsanto!


-Sobre a falta de educação do cidadão brasileiro nos cinemas (e seu desconhecimento cultural); sobre a ditadura do salário dos políticos:

Sexta-feira, 27 de Maio de 2011
Thor – tura!

Ditadura dissimulada

Quarta-feira, 22 de Dezembro de 2010
O mau exemplo como meme negativo: da polis à (des)educação

-Ainda sobre a ditadura do salário dos políticos e descaso de atendimento por parte da Telefonica:
Quarta-feira, 22 de Dezembro de 2010
Aumento de salaFRÁrios

Descaso no atendimento da Telefônica

-Sobre a diferença dos valores de produtos colocados nas gôndolas dos supermercados e os valores maiores cobrados no caixa ao passarem os produtos:
Quarta-feira, 8 de Dezembro de 2010
Preços de produtos em promoção de Supermercados não são aplicados ao pagar nos caixas

Inexpugnabilidade intransponível?


(Ou: Agora, retorno ao problema da cobrança da taxa de expediente do boleto do IPTU de S. Vicente-SP.)

Hoje (08/02/13), tendo recorrido ao PROCON, desanimei-me ao saber da inexpugnabilidade em conseguir penetrar na desonestidade criada por alguns órgãos como esse da Prefeitura de São Vicente, tentando convertê-la revertendo tal ludibrio! Refiro-me a pedir a devolução da cobrança de custos de expediente de cada folha do carnê de IPTU da cidade de São Vicente – 1ª. Vila fundada do Brasil, com a 1ª. Câmara aqui instituída (caso queiram relembrar a questão, está aqui: http://conscienciasesociedades.blogspot.com.br/2013/02/carta-email-ao-procon-devido-cobrancla.html).

O PROCON me informou que ele não pode atender contra o município, e que devo buscar a Procuradoria do estado e/ou me dirigir ao Fórum para conversar com o Promotor de Defesa. Bem, nessa data verifiquei que o Fórum só atenderia à tarde ou semana que vem depois do carnaval. Já a Procuradoria do Estado igualmente só atenderia o público exclusivamente depois do carnaval, mas lá me informei da documentação necessária, pois eles designam um advogado para cidadãos que ganham até 2 salários mínimos (que é o meu caso atualmente).
O Procon ainda me disse que quando o IPTU é colocado como débito automático, o serviço bancário não é cobrado, que seria a única maneira de escapar desse pagamento futuramente, dependendo de como isso continuar...mas com todos que falei, tanto na Prefeitura como no Procon, percebi que quando eu mostrava a tal lei que impedia a cobrança, eles se calavam e faziam expressão de decepção com relação a tal cobrança, e ao mesmo tempo, eu via que nada podiam fazer...mas o PROCON ainda me disse que a não é uma Lei a que coíbe tal cobrança e sim um Decreto. E pelo que entendi isso daria uma querela na justiça, pois decreto se difere de Lei. Porém, eu li igualmente que tal Decreto seria superior a qualquer cobrança, mas o problema aqui é que se coloca uma força de Lei Complementar (a da cobrança) criada por um município: ou seja, a luta vai ser dura pra mim!
E de mãos atadas até conseguir um advogado, nada posso fazer...
Mas o meu desânimo se justifica. Vou lhes contar o que me passou quando perdi minha mãe.
Quando ela faleceu no ano de 1992, tivemos que fazer o inventário do apartamento que estava no nome dela, e pagamos um alto valor, apesar de que o advogado era amigo de meu pai e nos isentou de sua porcentagem...quando eu soube dessa questão do inventário, percebi que o Governo nos imputava uma cobrança enorme, com uma insensibilidade fria, governamental, e isto para com as pessoas que perdem um familiar...tudo é bastante caro: desde o caixão à dificuldade de se encontrar jazigo para o enterro, até a bombástica notícia do inventário caríssimo em que o governo ficaria com seu quinhão! Até hoje eu não aceito isso: por que devemos nós pagar para o governo uma transferência de nome do apartamento que era de minha mãe, para meu pai e nós, filhos? Eu não entendia isso, e até hoje não entendo (entendo, mas não aceito essa lógica imposta, do imposto que mais me pareceu um castigo além da perda do ente querido...maquiavélico castigo governamental!). A exploração a que percebi e senti, passou-me uma sensação de imoralidade, massacrante e insensível!
Foi meu primeiro despertar grave para com uma sociedade que tem uma máquina fria gerencial que lhe causa graves dissabores e a pune desde o nascimento, passando à perda de entes queridos à morte em geral!
Um sistema surreal, embora, real na convivência diária! Acordei da pior maneira possível, para uma vida que me parecia saída de um livro de ficção científica daqueles em que no futuro o cidadão é monitorado totalmente e coibido de atuar de acordo com seus sentimentos, e tudo tem que ser repartido ao governo, em prol a um regime insano que quer controlar racionalmente cada instância possível (sim, isso lembra o livro “1984” de George Orwell e que originou o famigerado programa internacional televisivo BBB, que a população brasileira pensa ser um “grande Irmão”, “um amigo”, como uma vez ouvi a declaração de uma senhora referindo-se ao BBB e a atuação de sua filha naquele evento – a mãe pensava que Big Brother significa um irmão maior e mais velho que cuida de seu fraterno ser...ledo engano devido a um povo que infelizmente não teve acesso à cultura em geral, principalmente a livros).

Pois bem, voltando ao caso do falecimento de minha mãe e do inventário, à época, muito me marcou e chocou a frieza como o sistema é maquinado contra o cidadão que está vivo...o que ratifica a crueldade da racionalidade exclusivista que se exemplifica nos governos em geral...hoje se repetiu um pouco dessa sensação de frustração e de não poder nada fazer contra uma máquina-monstro que não lhe dá direito à contestar, dificultando em muito isso.
A população, então, que pouca informação tem, jamais sabe o que lhe é verdadeiramente cobrado de maneira sutil e desonesta (como por exemplo essa cobrança de R$2,67 por folha no ato do pgto. do IPTU – e nem mencionei que a Taxa de Sinistro que antes vinha em separado mas era obrigatória, e que deveria – mas não é – ser revertida aos Bombeiros, está agora diluída de vez no IPTU, para que ninguém se lembre, pois é uma taxa que não deveria existir – pelo menos, não no IPTU)!
E se o cidadão começa a desvendar a transgressão do próprio órgão que o gerencia (no caso, a Prefeitura), começa a perceber a intransponibilidade da arapuca sutilmente calcada em leis (complementares, no caso), engendradas para explorar mais ainda o bolso do cidadão! Pois a dificuldade de eu chegar à defesa contra a Prefeitura é grande, como vocês perceberam: o PROCON nada pode fazer; eu devo conseguir um advogado...mas há o tempo hábil de cada um de nós (eu e os horários da procuradoria), e mais o tempo e o processo que será feito, levando em conta que usarei um Decreto (que defende a não cobrança de boletos) que estará lutando contra uma L.C. (Lei Complementar da Prefeitura)...e sabe-se lá quanto tempo isso vai levar, e quantas instâncias também, até que saia o julgamento e (talvez) a vitória de meu pedido, que honestamente é querer pagar apenas o imposto e não as folhas que são do boleto...e isto tudo, não é apenas pelos R$2,67 de cada folha (que no total de um ano equivale a aproximadamente R$30,00 e que, caso ganha minha causa futura, seria devolvido em dobro), e sim pela desonestidade com que um órgão que existe para manter a ordem e organização de uma cidade, cujo imposto é o que eu e qualquer cidadão dela está pagando (caro por sinal, apesar de a população aqui ser pobre), e que está imputando a cada cidadão desprevenido e desconhecedor de seus direitos e de leis (e decretos!)!
Eu quero tentar levar isso adiante para que a população perceba e para que o órgão (no caso, a Prefeitura da Comarca de São Vicente-SP) saiba que não pode ficar enganando assim impunemente seus concidadãos! E ademais, quem fez tal Lei Complementar, senão pessoas que foram eleitas (como vereadores e prefeito) pela população...que confiava neles?
Pois é, caro leitor que conseguiu chegar até estas linhas: estou entristecido e desanimado, mas quero compartilhar este desapontamento para com você...para que perceba o que lhe é imputado e quais seus direitos e quantos mais não estão sendo obstacularizados? Isto relamente é apenas a ponta de um iceberg gigante...em todas as instâncias governamentais e áreas!
Eu estou cansando dessa desonestidade veemente que tem assolado o mundo, e particularmente o Brasil! E isso me lembra, para finalizar, a frase que está mais atual que nunca, do grande águia de Haia:

“De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.” (Rui Barbosa)

Bem...eu não tenho vergonha de ser honesto...mas estou me cansando de buscar meus direitos quando vejo desonestidades sendo aplicadas contra mim e a meus semelhantes, de uma maneira quase que intransponível, inexpugnável, de se reverter à honestidade!
Mesmo assim, cansado, mas não derrotado! Não ainda!

Há Braços!

Gazy Andraus, São Vicente-SP, 08 e 09/02/13

Ainda a questão do cinto de segurança nos ônibus de viagem

Não sou o único a crer que a lei do cinto de segurança é mal feita. Na verdade, ela é bem feita, e soube hoje assistindo um programa da TV da Justiça que o Contram foi quem alterou a lei depois, permitindo estranhamente que os ônibus que fossem fabricados antes de 1999 não precisassem inserir os cintos. O programa que assisti questionava isso e em Minas Gerais estão tentando uma MPF para anular essa resolução, no mínimo estranha, do Contram (para não falar em suspeita).

MPF quer anular resolução do Contran sobre uso de cinto de segurança em ônibus
Para o procurador da República, norma que obriga apenas os ônibus e micro-ônibus fabricados após 1º de janeiro de 1999 a utilizar os equipamentos de segurança é fajuta, pois atende interesses econômicos das empresas. Ele defende que todos os veículos sejam obrigados a utilizar o dispositivo de segurança”

Reflitamos um pouco mais com o autor do artigo acima:

“Na verdade, eles estabeleceram uma invenção e extrapolaram os limites da lei, indo além do que nela foi estabelecido. Coitado do passageiro que viajar em um veículo que foi fabricado antes de 1998 e que se envolve em um acidente”, afirmou o procurador.

Para ele, a norma pode ter sido estabelecida por uma pressão das empresas. “É um questão de interesse econômico das empresas de despenderem dinheiro na manutenção dos veículos. A única justificativa que eu consigo extrair desta invenção é de poupar as empresas de um custo adicional”, comenta. (João Henrique do Vale
Publicação: 27/11/2012 18:13 Atualização: 27/11/2012 18:54)

Como se vê, é um país com muito ainda a se consertar. E a se precaver contra esses absurdos em que um órgão – Contram – em vez de resolver uma questão prioritária de segurança dos passageiros, mostra-se mancomunado e conivente com o abuso de liberdade para um lucro maior das empresas de ônibus, em detrimento da vida humana!

Para finalizar essa, reclamo que todo carro brasileiro, desde o mais simples e barato, já deveria vir obrigatoriamente com o airbag (eu soube que desde 2009 as montadoras teriam 5 anos para colocar o airbag em todo carro...não sei se isso ainda está valendo).

E que órgãos como esse do Contram sejam reavaliados quanto a uma fiscalização do que ocorre lá dentro já que é muito suspeito criarem um atenuante permissível numa lei que prevê segurança nas viagens.

Enfim, reitero que passou da hora de fazermos algo pela vida do cidadão e cidadã brasileiros.