segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Maquiagem ilusória ou estratégia desonesta?




O Brasil está progredindo (só não sei pra onde). A população já foi muito mais pobre na década de 1970. Mas hoje em dia o governo alardeia que a classe média agora tem mais gente que, bem antes, situar-se-ia na classe baixa: para o governo, o valor de R$ 291, 00 reais de ganhos já definiriam uma pessoa de classe média (http://g1.globo.com/economia/seu-dinheiro/noticia/2012/06/com-renda-de-classe-media-trabalhador-diz-que-so-faz-o-basico.html). É claro que isso parece ser uma aberração, embora o texto no link explique que dependendo do Estado em que se vive há uma relativização dos ganhos e gastos...mas convenhamos que esse valor é uma forçada de barra governamental. À altura das aberrações que ele quer nos empurrar, em geral. Esse meu texto é para começar a decupar uma série de disparates que temos em nosso país, muito devido à baixa instrução de nossa população, agora mais ainda enquadrada como “classe média” em sua maioria (sic!).
O primeiro dos disparates que não engulo é o que nossas empresas vêm fazendo de anos para cá, com a tal da “maquiagem” de produtos (eu chamaria de outra coisa mesmo, tal como ludibrio). Um dos primeiros produtos que me lembro foi o papel higiênico, que de 40 metros por rolo, transformaram em 30, capando-o e mantendo o preço. Depois vieram na esteira outros produtos, e atualmente a alimentação industrial tem sido acometida deste surrupio de gramas, mas mantendo os preços (senão, aumentando-os de valor, vez ou outra, como tem acontecido com o enganador chocolate-biscoito Bis). Eu me lembro que quando eu era mais novo e tinha cabelo no topo de minha cabeça, esse Bis custava o equivalente a 1 real, e tinha 200grs. na caixinha de 20 unidades. Depois ele foi sendo des-pesado (e por mim, desprezado), descendo para 180, 160 e agora está nos seus 140 grs. Isso é bom para quem não quer exagerar na alimentação exagerada dele, evitando engordar demais, pois tem gordura hidrogenada e muito açúcar, como a maioria de nossa alimentação industrial (assim como sódio em excesso em outros, como refrigerantes). Aliás, a questão do açúcar será tema de outro texto meu futuro. Mas voltando ao exemplo, a Lacta foi retirando os gramas e aumentando o preço...e o Bis, tal qual os chinelos Havaianas que na minha infância eram artigos populares baratíssimos, se tornaram cada vez mais “clássicos” (hipervalorizados) tendo agora variações de sabores. Mas o preço, esse sim, aumentou descomunalmente, atingindo patamares de até mais de 3 reais a caixa. Talvez a desculpa das empresas, ao retirarem parte do peso, seja o de evitar ao máximo a tal da inflação, que sempre galopa um pouco aqui e acolá (mas não tanto quanto já o foi atingindo o nível descabido dos 80% em meados da década de 1980, e isso ao mês!).
Porém, o governo, que deveria conter esses abusos das empresas, a única coisa que exige delas quando retiram peso – vejam só! – é que avisem na embalagem que o peso foi modificado. Está bem, ótimo que se avise, claro. Mas e o preço? Como elas conseguem justificar que não se mantenham? Aliás, elas precisam justificar isso? Quando não aumentam na hora, noto que meses depois, a “inflação” faz o serviço.
Me pergunto em caixa ALTA: SERÁ QUE SE NÃO TIVESSEM RETIRADO OS 20 GRS, 40 GRS, 10 METROS ETC, O VALOR NÃO SERIA MANTIDO E/OU AUMENTADO MESES DEPOIS DA MESMA FORMA? Claro que sim, na minha visão. Isso que as empresas aplicam me cheiram a golpe para que seus lucros aumentem. Os chocolates têm feito isso muito (não só eles como as bolachas também – ainda não o fizeram com sucos de 1lt. e leites, mas duvido que não estejam planejando algo assim mais à frente). O waffer Bauducco tinha 200 grs em seus primórdios, isso quando não trazia 20grs a mais de bônus vez ou outra. Agora o máximo são 165grs. Repito: se é melhor para não nos fazer tanto mal (e concordo), que se retifiquem os preços, e não que se mantenham os mesmos! Agora a bola da vez – podem ir verificar nos supermercados – são os chocolates da Garoto (cuja firma pertence atualmente à Nestlé). Trocaram por umas embalagens mais “bonitinhas” mas estamparam bem legível que tem também um “novo peso: de 170grs para 150grs”! E o preço continua subindo perto dos 4 reais, oscilando um pouco pra cima, e um centavo pra baixo nas lojas mais tradicionais. Detalhe, o site da Garoto se encontra atualmente em manutenção. Devem estar mexendo nas imagens da nova "roupagem" dos tabletes de 150grs.: http://www.garoto.com.br/. E onde está o governo para juntar uma equipe e exigir relatórios reais das empresas que justificam tais mudanças sem diminuírem seus preços, antes de operarem a retirar a bel prazer os pesos? O Brasil é um país do engodo-compulsório: faz de conta que está progredindo, mas maqueia (e mal) situações que não seriam permitidas em países com mais rigor no trato com sua população...desde que essa é respeitada e séria, e com poder de insurgência, como são alguns outros. Só para exemplificar o que quero dizer: na Europa os shows musicais de rock têm encarecido há alguns anos atrás, mas os fãs de bandas de rock começaram a se negar a irem aos shows como represália dos descabidos aumentos propostos pelos “managers”. Assim, estes últimos foram obrigados a recuar e diminuirem os preços até patamares aceitáveis pela população (se não me engano, foi um caso contado pelo amigo Edgar Franco, através de contatos seus da Alemanha). Aqui no Brasil, Robert Plant esteve esses dias, e eu soube que primos meus foram à Brasília ver seu show. Detalhe: um de meus primos têm 17 anos e é estudante. E eu soube que o valor do ingresso foi de 270 reais, sendo que não havia “meia entrada”. Hummm...sim, cara-pálida, ponha qualquer preço que como todo brasileiro pacato, eu vou  pagar e assistir caladinho porque “Robert Plant não vem sempre pra cá”. Não vem? O que mais tem acontecido é os grupos de rock estrangeiros virem ao Brasil, dado que os preços daqui são exorbitantes como ingressos e todos vão assistir sem reclamar...os “managers” daqui, que aplicam tais preços, devem estar rindo adoidado com suas aplicações aumentando a cada show.
Enfim, conclamo a nós, brasileiros, que insurjamos vez ou outra com esses absurdos que as empresas alimentícias, principalmente, têm feito, em “maquiar” os pesos, retirando alguns graminhas aqui e ali (a cada período, repetindo isso, como o têm feito nos chocolates, por exemplo, sucessivamente, e com sucesso), e comecemos a ficar atentos a isso, reclamando...ampliando nossas queixas, começamos a acuar um pouco as ações “criminosas” de tais empresas, pois nos vendem um produto com peso menor e preço igual, e fazendo com que nosso governo abra os olhos e nos ajude a deter essas estratégias de lucro bizarro! Isso, é claro, se o próprio governo parar de nos empurar fraudes e contos-da-carochinha como essa de que quem ganha mensalmente menos de 300 reais faz parte da “classe média”.
Somos mesmo tolos a ponto de engolir tais falsidades informativas?


domingo, 7 de outubro de 2012

Moro na cidade-lixo eleitoral! (adendo)



Fui à feira e voltei. Não há feira hoje devido à eleição. Mas no caminho todo vi os tais “santinhos” ao chão. Quando retornei, direcionei-me à escola em que voto, e o chão estava acarpetado desses mini-volantes a “auxiliar” (contra a lei, diga-se) que o transeunte indeciso ou esquecido pegasse qualquer um e votasse, como último recurso do maquiavélico e famigerado processo eleitoral.
Voltei da feira com uma idéia fixa que já tinha em mente há tempos, mas mais seguro ainda disso: anular, a todo custo, e com muito gosto! Anulei meus votos, como disse, insurgindo-me contra esse processo eleitoral todo, o qual vejo como uma incrível farsa engendrada. E constatei que dessa vez a máquina eleitoral está diferente: assim que se dispara o número zero e sigo repetindo-o, as palavras “voto nulo” surgem imediatamente piscando até que acabem os quadrinhos em que os preencho de zeros. Daí confirmo e está anulado meu voto. No caso, procedo igual por duas vezes e anulo vereador e prefeito. Das eleições anteriores, lembro-me que a máquina não trazia este aviso de anulação, e sim, de voto incorreto, o que parecia induzir ao eleitor que o “consertasse” votando em alguém de algum modo. Isso, ao que vejo, foi uma evolução em relação a antes. Mas para que fique claro, o ideal, a meu ver, é a não obrigatoriedade à votação e também a inserção do botão de voto nulo ao lado do de branco. Na saída, tiro uma foto do chão encoberto desses papeizinhos (vide a imagem), e reconfirmo o absurdo: em nome do voto, a sujeira e a ação impune contra a lei, sujando a rua e desperdiçando matéria prima. Votar em pessoas assim? Sem escrúpulos e consciência? Eu seria inconseqüente e contra meus ideários se assim agisse.

Enfim, agora findo este adendo.

Moro na Cidade-Lixo




Eis que hoje é o dia da votação para vereadores e prefeito de São Vicente, a mesma cidade que resido e da qual falei no post abaixo. E torno a falar agora: cheguei novamente de São Paulo, e desta vez de manhã, por volta das 8h. Toda a parte central da cidade, em seu solo, esparramado o lixo-flyer dos candidatos que pleiteam cargo político nessa data (vide minhas fotos aí, recentes). Lixo total. Até os garis tentando retirar para que não viesse tal papelada desperdicida a prejudicar depois, entupindo bueiros caso chova. A inconsciência da população me aterroriza. Na sexta-feira quando parti a São Paulo à tarde, o centro estava um caos: pessoas uniformizadas e com bandeiras gritando e cantando seus slogans, carros-barulho esbravejando jingles péssimos de seus candidatos, piorando o trânsito. E como se não bastasse, o ônibus da Viação Cometa do horário das 17:00h não passou pelo centro. E nem o das 17h30! Devem ter desviado de sua rota pra fugir dele (o que vai contra o itinerário que têm a cumprir). E com isso minha ida à USP para a reunião do Observatório de Quadrinhos ficou prejudicada, pois tive que andar a té a rodoviária de São Vicente para saber o que acontecia e para pegar o próximo: às 18:45 eu adquiri a passagem do ônibus das 18:15 que já vinha com atraso da Praia Grande.
O que me assombra é a população "contente" e "feliz" porque defende seus candidatos e porque votaria nessa data de hoje! Felizes e contentes como numa festa? Não há sobriedade e seriedade em eleger pessoas que as governarão por 4 anos, nem discernimento correto de suas capacidades ou se se são aptas a tal? O povo é induzido à votação...o voto obrigatório (o comparecimento às urnas com a possibilidade do voto branco sem o botão do nulo) me faz reiterar na defesa de que voto obrigatório é manipulação mais fácil e possibilidade de "comprar" mais eleitores. E essa alegria injustificada? Alegria porque? Devido a pessoas que entrarão no governo de suas cidades, pleitenado tais cargos, quase certo, porque os salários são excelentes? E alegria injustificada duas vezes, pois nem sabem se terão reinvidicadas suas requisições para uma vida mais digna...uma cidade melhor e...mais limpa???? Como o que ocorre nessa cidade que vivo...suja como um grande vaso sanitário (estava inclusive mal cheirosa na manhã, devido possivelmente à maior humidade noturna e matutina). Penso que esse "santinhos" com nomes de candidatos jogados ao chão para "ajudar" na aquisição de votos, agora no dia da eleição, deveriam ter anotados seus nomes e partidos, e multados pela prefeitura atual por promoverem a poluição pública!  Assim não mais tornariam a fazê-lo a partir das próximas eleições...mas quem vai aplicar tais multas? A própria prefeitura que deve estar defendendo seu próprio partido que, igual aos outros, co-promove a insana sujeira?
Enfim, triste é um povo que é manipulado. Triste a sina dos que são governados por aqueles incapazes de governarem!
Eu reitero aqui: anularei meu voto. E a anulação é minha forma de  protesto. Não o protesto de um ou outro candidato, mas protesto contra essa ignomínia paradoxal a qual chamam de processo eleitoral: sem consciência, sem saberem escolher, manipulados e obrigados achando que estão numa festa; e sujando todas as ruas sem pensar no que fazem deliberadamente (ou não?). Anulo, com vontade e certeza absoluta. E deixo aqui esse registro, como forma de protesto!
E quem sabe, tal como esta última foto - que em meio à sujeira florescem belíssimas flores nas árvores da Praça Barão do Rio Branco, no centro da cidade (e da sujeira) de São Vicente-SP - haja alguma esperança de que se renasça a ordem e a organização fraternal em substituição a essa correira tresloucada pela ganância do poder e do dinheiro que move os políticos e a população-gado!

domingo, 9 de setembro de 2012

Inconseqüência e inconsciência






Voltei a São Vicente, vindo de São Paulo na noite de quarta-feira, dia 5 de setembro de 2012. O ônibus levou quase uma hora a mais para chegar ao centro da cidade, pois havia uma aglomeração de caminhões na entrada de Santos, depois de Cubatão, devido talvez à antevéspera de feriado da independência. Pois, ao chegar caminhando no centro da Primeira Vila Fundada (e “afundada” politicamente falando) do Brasil, à Praça Barão do Rio Branco, pouco depois das 22hs, qual não foi meu susto e indignação ao me deparar com tamanha sujeira nas ruas e na praça, cujo movimento cotidiano é intenso durante o dia. Sempre me deparo com a sujeira, mas nesse dia, excluindo-se que não era sábado e nem feriado ainda, estava demais. Lembrei-me de quando estive no Líbano em 2010 e presenciei um país também com bastante lixo em algumas localidades: lá, devido à guerra civil que durou 20 anos, a população se descuidou de questões essenciais, e muitos que foram morar depois, apesar de religiosos, parece que não se preocupam nos quesitos mais básicos de limpeza e organização (para que serve a religião, então? Só para cultuar Deus – ou que quer que tenha nome essa energia universal - e se descuidar do resto?). Assim, quando voltei à brasilidade, meu choque foi perceber que aqui, sem guerra mesmo a se justificar, a população agia igual, sujando as calçadas e o que pudesse, numa clara demonstração que independe o país, a população e a religiosidade (pois aqui também, um povo que se diz católico, mas que não cuida da limpeza), e sim, a educação perdida (claro, há culpa numa governabilidade corrompida que não colabora na educação e na saúde). Para mim, quando se professa qualquer que seja a religiosidade, isto se bastaria para servir de prumo e orientação mais básica, no quesito de limpeza e organização a fim de uma manutenção de convívio pleno e salutar entre as pessoas de uma nação. Vide que ateus, por não se direcionarem à nenhuma espiritualidade, ainda assim, se pautam por uma índole racional e conseqüente, e portanto, sabem respeitar as pessoas e cidades (falo isso, por ter um ou outro amigo ateu possuidores de um caráter excepcional). Mas, afinal, percebi que isso independe: tanto no Líbano como aqui no Brasil, a massa ignara de pessoas não têm consciência formada!
O sistema capitalista as faz gastarem a esmo, sem raciocinarem, sem profundidade, e apenas para aplacar instantaneamente seus desejos consumistas, egóicos e de gula, mascarando um pobre e deficiente desenvolvimento interno de estado psicológico, em que suas agruras, temores, humores e desequilíbrios são trocados por rápidos e fugazes momentos de prazer consumista desenfreado. O educador Ruy Cezar do Espírito Santo costuma advertir que falta um desenvolvimento em que as pessoas saibam conectar seu ego a seu Self, de acordo com a premissa de Carl Gustav Jung. Eu concordo: o ego parece primário, infantil e astuto, e deveria servir ao Self, que é um “Eu” mais sábio do ser humano, pois mais divinizado, complexo, quântico e atinente ao universo (ser univérsico como diria Huberto Rohden). Sim, como não sabemos disso, e não temos estímulos de educação para tal (de “educere”, que  significa trazer de dentro para o afloramento de uma educação que jaz em cada um de nós adormecida), aliado ao pouco que ganhamos nos salários suados, somos estimulados aos gastos ensandecidos para aplacar a frágil estrutura psicológica (obviamente, eu me encontro nessa também, sempre tentando debelar essa falta). Até aí é uma etapa do problema: a outra é o mazelo com que lidam com os refugos de suas aquisições, em especial as embalagens dos produtos, sejam alimentares e/ou gerais (nesse quesito, busco consumir menos e jogar as embalagens nos depositários de lixo espalhados pelas urbes).

Vejam nas fotos e filmagem que fiz – sim: ao chegar no meu apartamento, decidi voltar à rua, quase às 23hs, para tentar registrar o descalabro, a prova de uma sociedade inconseqüente, infantil, domada e direcionada apenas aos atos de consumo sem nem raciocinar nos rastros de destruição que para trás (e para o futuro) deixam!






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Não seria já hora de nossas mídias, nossas escolas, faculdades etc abordarem uma educação verdadeira, e não essa irreal e que apregoa o ensandecimento competitivo sem percepção nas conseqüências?
Tirem vossas conclusões. Eu ainda creio numa humanidade que virá, preservando e criando, sem descuidar das conseqüências...sim, sou espiritual, no sentido univérsico (de Rohden) e quântico-ativista (no sentido de Amit Goswami), e questionador (no sentido de Krishnamurti). Também busco a paz (como Gandhi), e a ação decidida, como a de guerreiros de luz (e não de arrebatamentos físicos). Mas essa última atividade ainda estou longe de conseguir fazer fluir. Enquanto isso, busco me orientar aos afazeres e à divulgação daquilo que julgo errôneo e que precisa ser realmente visto e revisado, como esses descalabros que ocorrem nessa cidade que resido há mais de 37 anos! E que, claro, servem de alerta e exemplo a todas as outras espalhadas pelo nosso país. E não finalizo sem antes deixar um recado aos que se dizem nossos políticos (e aos que pleiteam sê-lo e re-sê-lo): cuidado, porque essa “gula” de vocês por um lugar a esse “sol” que buscam (o dinheiro, é claro), está com os dias contados! A população brasileira já não suporta mais essa condição desigual e esse desequilíbrio entre vossos salários e os deles, entre os trabalhos que eles têm e as falsas atividades que vocês simulam e ensejam no pleito da falsa política que vocês abarcam. Cuidado, porque o limite já passou até, e é questão de (pouco) tempo para que isso desmorone de uma vez! Os sinais já estão aí, incluindo essa sujeira nas ruas e a falta de uma vida equilibrada que ofusca e nubla as mentes das pessoas, colocando-as como zumbis...se vocês que desejam cargos na vida política não começarem a pensar realmente no que quer dizer tal função, e trabalharem de verdade para a harmonia da polis, vocês mesmos serão também engolfados por essa aberrante vida desproporcionada, e serão arrastados como glutões ensandecidos que são...vide minha HQ “Terra & Plantio”, e entenderão! Vou parafrasear uma frase encontrada nessa obra de Goya: “O sono da educação cria monstros”!

E aqui minha HQ:





Gazy Andraus, início de setembro de 2012.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012


Ó criança...deixe para trás toda sua esperança! (e molhe minhas mãos com o dindin, disse o papai governo a seu domesticado súdito)

Detalhe curioso: o tal “Criança – Esperança”. Porque somos nós a contribuir? Porque a política não é organizada e o dinheiro está corrompido. Ela é que deveria provir isso, já que pagamos altos impostos e colocamos nas funções os funcionários públicos (os tais políticos) a trabalhar conosco essas questões (com aqueles votos que já considerei no texto anterior, lembram?). E mais: ao telefonar, estou doando não só o valor mínimo estipulado: pela internet só posso doar um mínimo de 15 reais, e pelos telefones, o mínimo de 7 reais (só que o cidadão paga mais o custo da ligação com impostos). Ora, para onde vai esse custo? Para o lucro da empresa de telefonia, e para os cofres públicos (com nossos impostos). E de novo levam o dinheiro suado do pobre trabalhador, com a desculpa de estar ajudando as crianças...coisa que nem deveria ser cogitada, pois a educação e a saúde deveriam ser as instituições que recebessem mais verba para o pleno funcionamento. Mas não, me pedem para dar lucro à telefonia e para dar mais dinheiro ao governo!
Criança esperança, ainda que tenha os mais nobres ditames via UNESCO, para mim reflete um país arcaico, corrupto, ensandecido cuja população não raciocina e não reflete, porque justamente está sendo obliterada a tal, enquanto seu governo lhe suga até a alma!
Essas minhas declarações pungentes não são para negar a verdade, a beleza e a vida em si, mas justamente para nos fazer acordar e tentarmos virar a situação trazendo esses elementos de volta...e tentarmos consertar o que pode ser consertado, alterando essa situação governamental insana. É para isso que produzo como pesquisador e como artista, tal qual o ciberpajé Edgar Franco em seus trabalhos de ampliação da consciência!
Grande abraço a todos e vamos nos insurgindo, surgindo como fagulhas de esperança e trabalho, para que as crianças verdadeiramente possam ser ajudadas em seu desenvolvimento, e não esquecidas e/ou manipuladas!

Gazy, São Vicente, 01/09/2012

Voto nulo? Embranqueço minha mente se não penso nisso!

Volto ao blog com essa reflexão: o que na verdade é obrigatório ao Brasil? O voto ou o comparecimento às urnas?
Primeiro: tenho o direito como ser humano de escolhas, mas como sou um ser social e gregário, tenho também deveres: minha liberdade acaba onde eu começo a fazer mal ao próximo!
Se o governo é parte da política, e se todo cidadão é parte da polis (cidade modelo da Grécia), então somos todos responsáveis mesmo, e em realidade, seres essencialmente políticos (querendo ou não), pois inseridos na polis.
O que me deixa ressabiado, é a forma com que somos impelidos a atuar, no que o governo tenta fazer as vezes do “pai” que obriga o filho para que ele seja bem sucedido...mas aqui há falcatruas!
O governo – ele mesmo – não é um pai lícito, pois abre exceções a si: salários absurdos que contrastam desproporcionalmente aos ganhos de trabalho (mais valia) do cidadão comum! Imunidades descabidas! Nepotismo ao empregar cidadãos parentes e que possivelmente nem tenham preparo para a função que os colocam etc.
E mais: quem vigia os vigilantes (Watchmen – um libelo criado por Alan Moore, à sociedade e à questão de quem pode julgar os que no poder permanecem?).
Assim, ao ser obrigado a comparecer às urnas (sob pena de multa), tenho o direito a:
1-      Votar em alguém ou algum partido;
2-      Apertar a tecla “branco” e não escolher nenhum partido ou nenhum nome e
3-      Anular meu voto...?
Mas sim? Anular como, se não há essa tecla?
E porque anularia, não me imiscuindo na sociedade? Bem, mas deixar em branco eu posso?
E por que o governo não insere a tecla “Nulo” também, e só a “Branco”?
Ora, isso sim, é manipulação!
Primeiro: erroneamente cremos que somos obrigados a votar (como eu mesmo pensava). Mas em realidade, somos obrigados ao comparecimento às urnas.
Ok. E uma vez lá, posso me abster de votar apertando a tecla “branco”. Tá certo: e por que não existe a tecla “nulo”?
Ali há várias considerações acerca dos votos, e da nulidade. Muito depende também de julgamento para asseverar nova eleição, caso haja mais da metade de votos anulados. Eis aí o temor de nosso governo (e candidatos desonestos); de que a eleição seja anulada no caso de julgamento cabível. Porém, isso não se dá com facilidade, pois depende de julgamento, e na realidade, tanto votos brancos como nulos não entram no cômputo, a menos que haja um consenso nacional em que a maior parte da população expresse firmemente que quer anular a eleição devido a motivos expressos (protesto definitivo contra a corrupção, insatisfação total com os que estão a se eleger dado que sejam indignos dos cargos que pleiteam etc). Aí, sim, haveria um julgamento para concluir o cancelkamento ou não da eleição, pois pode ser interpretado que a população em mnassa desejou conscientemente se insurgir naquele momento contra a eleição como um todo!
Assim, exijo, como cidadão, que o governo
a) ou insira o botão “nulo”, pois quero meu direito de anular conscientemente, assim como tenho o dever de comparecer à votação!;
b) ou informe o cidadão claramente nos veículos de comunicação que ele pode votar, que ele pode apertar a tecla “branco” e que ele pode anular seu voto e como isso incidiria!
E mais: aos que não sabem, é fácil anular, ainda que não haja tal botão: basta digitar quaisquer números que não estejam sendo usados, ou melhor ainda: “000 (zero, zero, zero) mais a tecla verde que o voto instantaneamente está anulado.
A população, como gado conduzido, não recebe tal orientação, pois ao governo é “coerente” que votem em alguém ou em algum partido. Mas podem votar em branco (em cima do muro?). Não, quero meu direito à anulação se insatisfeito estou. E você meu amigo, se quiser se juntar a esse coro a fim de que a corrupção pare de grassar e que esse bando de corjas pare de usufruir vampirizando-nos, dê um basta nessa ou na próxima eleição, anulando conscientemente: daríamos um baita problema ao sistema, pois em juízo tudo teria que ser revisto, sem falar que a maioria dos ingressantes ao cargo não poderiam tentar nova eleição, pois foram rechaçados veentemente com a anuência da consciência popúlar.
A grande maioria da população faz a “colinha” para votar, instigados pela obrigatoriedade e para receber seu quinhão depois (um dindim e/ou um feijão prometido). Quero ver se a obrigatoriedade caísse, para saber como os corruptos conseguiriam obrigar essa população a pagar sua contraparte? E mais: essa grande maioria caso venha a digitar errado, vai deparar com um “erro” nas urnas, e vai ficar intimidado...daí o que podem fazer se esquecem o número? Votam em branco. Ora, ponham o botão nulo. Votarão assim também. Mas esses cidadãos são receosos porque não são corretamente informados: acham que não podem votar em números “errados” que senão seu voto não é dado e podem ser punidos etc.
Só os que não sabem pensar como a grande maioria não percebem isso. Eu percebo: sou acadêmico mas sei como pensa um cidadão moral e simples (simplório, ingênuo).
Basta à domesticação e ao escravismo a que a falsa política nos empurra.
Eu anulo meu voto! E você? Pense bem, e decida-se. Nesse sistema, trocamos as moscas, mas vc sabe o que permanece lá...essas moscas estão ávidas para entrar, pois não precisam de concurso, nem de conhecimentos...só precisam de seu voto e uma vez lá dentro ganham milhares de reais para nada de útil fazer, e sim, torrar superfluamente o dinheiro nosso, usando-o indiscriminadamente.
É isso que queremos? Gente despreparada regendo com projetos copiados e inúteis, nossas vidas?
Pense e reflita.

Alan Morre em sua obra seminal “Vde Vingança”, deu o recado anarquista à lá Guy Fawkes!

Grato se refletirem.
Gazy, São Vicente, 31/08 e 01/09/2012