sexta-feira, 8 de março de 2019

Um glossário de publicações de zines e independentes para tempos atuais


Gazy Andraus[1]

Felipe Rodrigues abre seu recente lançamento, o Glossário de Publicações Alternativas, explicando que ele é resultado de uma pesquisa de artigo e TCC na área de biblioteconomia da UNB, cujo curioso título foi “Catalogação de publicações alternativas: um estudo sobre o fanzine e o cordel”! Muitos anos atrás, eu e o pesquisador pioneiro da área de fanzines do Brasil, Henrique Magalhães, fizemos também quase ao mesmo tempo (e sem o sabermos), artigos elencando proximidades entre o cordel e o fanzine para apresentar num congresso acadêmico de comunicação que ocorria no Brasil. Era um período de fervilhamento da valorização dos quadrinhos com novos pesquisadores despontando, mas também da anunciação acadêmica dos fanzines, pois que muitos deles no Brasil eram os que unicamente promoviam a publicação de quadrinhistas nacionais, sejam amadores mas também profissionais, num período que as histórias em quadrinhos – HQs – ainda eram um problema de ordem nacional, com relação às parcas publicações de autores brasileiros, bem distinto do panorama atual, e que muitos desses jovens hodiernos sequer suspeitam tê-lo sido (e que os zines, à época, foram a tábua de salvação dos que queriam publicar suas HQs no Brasil).
Pois bem, esta edição como glossário do pesquisador Rodrigues vem num bom momento em que o mundo se preocupa cada vez mais com a consciência da autoralidade, sendo que os fanzines e publicações alternativas refletem tais questões, junto a outras como o “do it yourself” do faça você mesmo (inclusive, um excelente programa de humor brasileiro, o “Tá no Ar: a TV na TV” apresentou um quadro de 1’ inserindo nele algo sobre fanzines de HQs autobiográficos[2]”). Em seu compêndio, Felipe Rodrigues relata ter pesquisado acerca dos xZINECOREx e Zluc, ambos sendo caminhos novos que buscam catalogar e registrar o nicho editorial dos fanzines. Por coincidência, o autor possui (junto com Luciana Ribeiro) um sebo virtual (“Sebo Escafandro[3]”) que concentra a produção alternativa, incluindo posters, zines, discos, dentre outros materiais alternativos, criado a partir da feira de artes e publicações alternativas chamada “Escafandro”, já em sua sétima edição. Algo muito semelhante a outros eventos nacionais e internacionais, como a Feira Plana de São Paulo, e outros como o Zineland Terrace[4] que ocorre dentro do TCAF - Toronto Comic Arts Festival (em Toronto, no Canadá). Inclusive, na University of Miami, existe uma seção de coleções especiais, das quais faz parte um acervo enorme de mais de 5000 fanzines, cuja catalogação é possível até ser consultada em seus dados principais (capa, autoria, tema etc[5]).
Com relação ao ponto focal aqui dirigido, o glossário de publicações alternativas, seu autor expõe que elencou 77 termos relacionados, e que podem ser de utilidade aos “bibliotecários, fanzinotecários, entusiastas das impressões alternativas e curiosos em geral".
Aqui alguns exemplos que ele insere[6]: os “Dojinshis”: o equivalente no Japão aos nosso fanzines. O autor também explica o significado dos termos “dojin” e “shi”; o “Fandel”, fanzine sobre cordel; o “Fanzinato”: cenário que representa a produção zineira de uma região; a “Xilogravura”: gravura feita  a partir de uma matriz de madeira; e o “Zinismo”: filosofia de fazer fanzines; dentre muitos outros termos!

Capa do Glossário de Rodrigues
Em tempos atuais, em que a multidão mundial se apercebe também como coautora dos ditames da vida (ou que assim se apercebe caminhar a atualidade), um glossário como este é bem útil, incluindo, obviamente, a necessidade dele auxiliar os bibliotecários atuais que precisam lidar com variáveis que não mais comportam apenas os tomos livrescos!

Gazy Andraus, 08/03/1019



[1] Aprovado em 1º para o pós-doutorado no Ppgacv-Arte e Cult. Visual da UFG, Doutor em Ciências da Comunicação pela USP, mestre em Artes Visuais pela UNESP, autor e pesquisador de HQs e Fanzines de temática fantástico-filosófica. yzagandraus@gmail.com, http://tesegazy.blogspot.com/ 
[2] O programa da TV Glçobo capitaeado por Marcelo Adnet e Marcius Melhem nomeou a vinheta de “Univintage” exibida dentro do programa Ta no ar: a TV na TV” do dia 5 fev 2019.
[5] Algo similar ao que intentam os já mencionados  xZINECOREx e Zluc. Veja aqui uma amostra do acervo: https://merrick.library.miami.edu/cdm/search/collection/zines
[6] Eu sintetizei as descrições aqui.

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Carrefour sempre indo contra o CDC!



Não bastou eu reclamar sobre a loja do Carrefour da Av. Conselheiro Nébias de Santos/SP por não cumprir o CDC no art. 35. em que deveriam vender outro produto ao mesmo preço daquele faltoso e anunciado no jornal de ofertas (tendo me contactado para dizerem que isso depende do gerente – e não da lei!), agora ele reincide noutra falta que já denunciei mais de uma vez ano passado: a de inserir na gôndola de ofertas de produtos próximos ao vencimento, outros que não estão com desconto algum, induzindo o cliente, novamente, ao erro!
Vejam as fotos (dia 09/10/2018): o chocolate garoto que está na gôndola com descontos de até 50% não tem nenhuma redução de preço (foto 1), sendo ele idêntico ao da gôndola de produtos cuja data de vencimento está normal e longe de finalizar (foto 2)! Ou seja, ele mente claramente que o produto da gôndola de desconto estaria em promoção, já que o preço de R$5,99 é idêntico ao produto de preço normal!
A loja não pode inserir um produto e dizer que está com desconto, sendo que não está...a menos que ironicamente, ele queira dizer que o chocolate está com 0 (zero)% de desconto, já que a gôndola permite que vá do nada aos 50%, o que é uma afronta mal humorada ao cidadão: não é lugar de fazer piadas com a economia doméstica!
foto 1

foto 2
Carrefour: vai permanecer enganando a população brasileira até quando?
E nosso governo, cuja fiscalização é fraca e não pune o comércio à altura, não faz jus às leis e CDCs que cria (em vão?), já que não são levados em conta pelo comércio varejista!
Uma tristeza isso tudo. Eu venho reclamando de várias firmas que faltam com as leis, mas esta loja do Carrefour , em especial, está batendo o recorde: em mais de um ano já reclamei uma meia dúzia de vezes, e agora estou sabendo que tudo depende do bel-prazer de seu gerente (sic!) à revelia do que dizem nossas leis brasileiras e o Código de Defesa do Consumidor! É muito descaramento, não, Carrefour?

Prof. Dr. Gazy Andraus, São Vicente-SP, 12/10/2018

domingo, 30 de setembro de 2018

Aos políticos, seu quinhão!


Acabo de assistir o debate dos presidenciáveis na TV Record (não voto - explicarei depois - mas sou politizado). Como cansei das possibilidades enojadiças do que o facebook possibilita com relação às pessoas se criticarem a todo momento, arrogando-se muitas vezes como especialistas de quaisquer assuntos e temas, resolvi “abrir a minha boca”, doa a quem doer (mesmo que a mim, claro)! E ratifiquei minhas impressões dos candidatos (independente do “raio-que-os-parta” de partidos rachados políticos aos quais são afiliados), coadunadas com reflexões – o senso comum é a base da ciência, e não deve ser descartado, já dizia Rubem Alves. De todos que ali estavam (excetuando-se o defensor de armas, que tem pouca multiplicidade cultural), percebi que realmente, os que teriam mais preparo para reger um país com sobriedade (e certa ousadia, talvez), seriam Ciro Gomes, e isto eu já percebera antes (que até se postou calmo, mas que geralmente se mostra desequilibrado emocionalmente nas ríspidas respostas e cortes a seus interlocutores jornalistas, sendo esta a razão de ser um possível perigo como regente), e que tem nível cultural e intelectual amplo e sabe dar valor aos que têm potencial; e não tão logo a seguir viria Álvaro Dias (mas este não parece ainda aceitar internamente que seria presidente e nem como agiria se o fosse). Tem boa vontade honesta também o Guilherme Boulos, mas ainda não o vejo sabendo trabalhar com o Brasil, devido a certa imaturidade e experiência aparente. Dos outros, agora sem uma ordem específica, listo o que me transmitiram. Cabo Daciolo é uma figura que fala alguns fatos que gostaríamos de ouvir (como Enéas o fazia, guardadas, obviamente, gigantescas distinções entre ambos), mas que descamba pro “delirantismo” aos finais das explanativas e que, obviamente está ali fazendo um papel que sabe que não será o de presidente. Marina Silva reitera o que fez sempre: falta-lhe coragem para assumir os riscos e se restringe a um padrão que cristalizou de anos atrás. Seu carisma continua quase zerado. Henrique Meirelles não sabe como debater, pois claramente entrou convidado a presidenciável no “susto” e não parece querer realmente sê-lo (suas ações e falas lembram uma múmia quase paralítica, para quem se lembra de Agildo Ribeiro e seu quadro de humor como professor que trazia histórias e lendas). Para mim, Meirelles deve ser um ótimo matemático e burocrata, apenas isso (lembra-me os extraterrestres poético-burocráticos do livro/filme “O Mochileiro das Galáxias” que matavam de tédio seus ouvintes com suas tentativas de leitura de suas poesias sorumbaticamente burocráticas!). Alckmin é o padrão de sempre, embora desta vez tenha parecido um pouco menos “raivoso” que das outras, mas seu discurso é o das grandes obras e não o de auxílio direto aos menos favorecidos, tal qual um médico da elite que opera os abastados em hospitais de luxo e fala sobre o SUS sem nunca tê-lo experimentado. Haddad é outro que se resguarda querendo ser presidente sem sê-lo (talvez porque ainda não tenha aceitado internamente estar no lugar de Lula), e timidamente discursa lembrando que foi prefeito da maior cidade de São Paulo, mas que ainda não se sente pronto internamente para encarar um país (até mesmo pelas dificuldades que teve em organizar a megalópole de São Paulo).
Eu, caros que gostam de criticar a todos (e aos que não o fazem também), realmente poderia talvez dar meu voto ao Ciro, pois se eu assim o fizesse (votar em alguém, finalmente), eu o cobraria incessantemente, acompanhando suas ações e tentando averiguar sua transparência no governo!  Claro que eu poderia fazer isso a qualquer um outro (acompanhar seus passos como presidente), mas na listagem que fiz, eu estaria confortável em fazê-lo mais com ele (e possivelmente com Boulos), sendo os outros aparentemente mais distantes de eu alcançar, devido a fatores que intuo mas não quero desperdiçar mais tempo e gasto mental aqui explanando). Porém, eu não posso votar! Alias, não posso nem pisar na sala da urna, tendo que justificar minha ausência fazendo minha parte conforme minha consciência político-social, pois se não confio no sistema eleitoral eletrônico (de novo, acessem aqui < https://urnaeletronica.info/ > não é uma fala de qualquer um, mas de especialistas gabaritados que avisam da fragilidade das votações desde 2013 e que vêm testando as urnas desde então, sempre sendo limitados pelo governo e TSE), e menos ainda no sistema da máquina política com seus altos salários, imunidades, corrupção e cafajestagens, como posso dar-lhes meu voto de confiança? Ah, sim, mas retomando, se nossas urnas tivessem a contraparte do papel, talvez eu aceitasse votar desta vez (mas retiraram a possibilidade da contraparte do papel mais uma vez). Eu realmente não só cobraria o presidenciável caso vencesse, como lhe pediria que retrabalhasse a Constituição buscando alterar todo o maldito sistema político, a começar pelos salários deles e adicionais, e retirando a imunidade. Isto para começar. Ah, sim, mas resta um problema: se Ciro (ou quem quer que eu votasse) não leva em pauta essa questão, então talvez eu apenas depositasse meio voto a ele...como seria isso? Não sei, talvez eu consiga responder se delirar tanto quanto o atônito Cabo Daciolo!
Fonte da imagem: https://www.em.com.br/app/noticia/politica/2018/08/16/interna_politica,980795/capa-estado-de-minas-analogia-eleicoes-de-2018-corrida-maluca-viraliza.shtml

Gazy Andraus, Campanha/MG. 01/10/2018

Urnas fraudáveis eletrônicas: a posição dos especialistas


Não piso nas urnas, também nesta eleição. Os motivos são, especialmente 2: elas realmente têm potencial fraudável, segundo os especialistas que tiveram contato e fizeram testes com elas, como Diego Aranha e outros (https://urnaeletronica.info/), e não vou confiar mais em quem não é especialista (como os do TSE) de quem o é (senão reneguemos todas as especialidades de todas as áreas e não estudemos mais). 
Fonte: https://urnaeletronica.info

Os outros motivos são mancomunados a um segundo e igualmente principal: se não aceito os salários homéricos dos políticos, nem suas imunidades, regalias e auxílios de toda a espécie (também para os juízes etc), não posso compactuar em dar votos a que se continue e perpetue um sistema do qual sou totalmente contrário! Sou a favor de um plebiscito de se alterar a Constituição, terminando com salários homéricos, regalias e imunidades e modificando as eleições para a inserção (já retirada por 3 vezes) da contraparte do papel (que não será mantido com o eleitor, mas inserido numa urna física para recontagem em caso de indício de fraude). Enquanto nada disso acontecer e nenhum candidato se manifestar pra valer em alterar tais estruturas, não deposito minha confiança em nenhum, mantendo firme meu trabalho como professor universitário e autor de HQs e fanzines - constructos culturais, como afirmou Wertham -, que alteram para uma reflexão mais ampla a mente humana!
(um adendo: para saber mais sobre a saga das urnas, averiguem neste meu link: https://peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR69554), mas principalmente este: https://urnaeletronica.info/).

Gazy Andraus, Campanha/MG, 30/09/2018

sábado, 29 de setembro de 2018

O Carrefour, no Brasil, esquece-se que deve cumprir o CDC - Código de Defesa do Consumidor, e toda a vez deve ser lembrado que não está na França?


Dia 23/09/2018 estive na loja da Av. Conselheiro Nébias, 802, Santos-SP (CNPJ: 62.545.579/0004-78), e de acordo com o jornal de ofertas cuja validade das promoções que elegi à compra, ia de 20 a 30/09. Porém, dois dos produtos estampados na capa do  jornal (imagem em anexo) não estavam disponíveis na loja. Avisei a atendente do caixa, e perguntei se poderia levar outros no seu lugar, de mesma qualidade, ao mesmo preço dos ofertados. Esta chamou uma supervisora que ligou para gerente. A resposta foi que eu deixasse meu nome que eles me ligariam em até 3 dias para eu voltar e comprar os produtos desejados. Retruquei que estava sem tempo (e paciência) de discutir o CDC com eles, mesmo porque a gerente não apareceu, tendo informado via comunicador com a supervisora, que me passou a informação. Porém, avisei-a que estavam errados e que faria a reclamação posteriormente (como estou fazendo), pois infringem claramente o CDC, conforme se lê a seguir (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8078compilado.htm):
 “Art. 35. Se o fornecedor de produtos ou serviços recusar cumprimento à oferta, apresentação ou publicidade, o consumidor poderá, alternativamente e à sua livre escolha:
        I - exigir o cumprimento forçado da obrigação, nos termos da oferta, apresentação ou publicidade;
       II - aceitar outro produto ou prestação de serviço equivalente;
Portanto, era dever da gerente de me vender os produtos requeridos, ainda que de outras marcas, ou se um pouco mais caros, ao mesmo valor de ambos requeridos, que eram as latas de ervilha e milho da marca Predilecta (200g) a R$1,00  cada, e o macarrão Flor de Lis – espaguete (500g) a R$1,00.
Embora eu tenha pedido apenas as latas, ela já negara, o que obviamente, ainda que eu requeresse também o macarrão, a mesma negativa, certamente ela daria.
Fica aqui minha indignação: voltar 3 dias para comprar os produtos? A loja era na cidade de Santos, e eu resido em São Vicente, pois não gastaria passagens de transporte para voltar, e se o jornal estava na validade e foi ele que me atraiu à compra dentro da loja, transparece bastante o descumprimento da loja, já que não tendo os produtos, recusa-se a cumprir as ofertas publicadas!
Não é a primeira vez que faço reclamações similares à rede, e a esta loja, em especial, já deve ser minha quarta tratativa com problemas que relato!

Prof. Dr. Gazy Andraus, São Vicente/SP, 29/09/2018

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Assessores de vereadores e seus homéricos salários...numa cidade pobre cujo IPTU estraçalha seus concidadãos!

Na cidade de São Vicente (1ª Vila fundada – e “afundada” do Brasil), paga-se um dos maiores IPTUs da Baixada Santista. Neste ranking: https://exame.abril.com.br/brasil/as-24-cidades-que-tem-iptu-mais-alto-que-o-de-sao-paulo/, ela não entrou, mas note que uma boa parte das cidades com valores mais altos que São Paulo encontra-se no litoral paulista (e São Vicente deve, sim, ter um dos mais altos até, em proporção de tamanho e pobreza social: para se ter uma idéia, um apartamento antigo no centro da cidade, com uns 100m2 custa uma média de R$3.200,00 ao ano para o contribuinte!). A cidade que vive em calamidade pública financeira sempre teve vereadores com salários altos, mas agora é pior, pois devido a uma Lei Complementar estapafúrdia nº 49/15, conseguiram a façanha de pagarem um valor mais alto que o de um vereador (numa média de quase R$15.000,00) para cada um dos assessores de seus vereadores (http://www.diariodolitoral.com.br/cotidiano/vereadores-de-sv-terao-direito-a-mais-um-assessor-salario-sera-pouco/96731/)! Lembro que anos atrás enviei uma reclamação para que a prefeitura me respondesse por que um IPTU tão alto para uma cidade cujos habitantes são de baixa renda (o que, inclusive, causa maior incidência de inadimplência), ao que me responderam que era devido à (pasmem) prefeitura ser “pobre”! Bem, de lá para cá, garanto que não deixou a categoria de pobreza, mas mesmo assim, alega agora publicamente como justificativa (indefensável) a necessidade desta lei para assessores e seus homéricos salários (sic!) devido à alta demanda de projetos (sic2!) a partir desta nova prefeitura!
Estas leis complementares são criadas a rodo, e sem coerência ou amparo legal! Lembro também que eu mesmo fui o autor de um processo contra uma prefeitura anterior de S.V. que através de uma lei complementar criada pelos seus ilustríssimos vereadores resolveu cobrar cada folha do boleto do IPTU (que era contrária a uma lei maior estadual que proibia este tipo de cobrança), e que consegui ganho de causa à toda a cidade, em que de lá pra cá, as folhas dos boletos, ao menos, não são mais pagas pelo cidadão.
Definitivamente, um país que não tem seriedade e mantém uma visão curta e vontade imediatista de suprir seus políticos não pode servir de modelo para planejamento algum, sequer como modelo de idoneidade! O senhor Alfredo Moura, que agora mesmo tentou em vão defender a necessidade destas assessorias, e pior, os valores de seus salários a uma repórter num programa jornal televisivo na TV Band, que tenha mais discernimento do que está falando e saiba que não conseguiu, em hipótese alguma, fazer tal defesa. Lembro que ele pleiteia a vaga de Deputado Federal, e advirto-lhe que continuo convicto em não pisar na seção eleitoral, visto que as urnas eletrônicas são passíveis facilmente de fraudes, mas independente disso, não teria meu voto, em instância alguma. Sr. Moura, acha cabível tais salários de assessorias numa cidade pobre como a de São Vicente, enquanto seus munícipes “doam” muito de seus sacrificados salários ao caríssimo IPTU? Se querem assessorias, que os salários sejam coerentes, e não estes absurdos! Eu realmente continuo defendendo que não há sistema político algum neste país que o valha, enquanto não houver uma reformulação para valer do sistema político geral.


Gazy Andraus, professor doutor, lecionando em uma universidade pública estadual, e com salário cinco vezes menor que cada um desses assessores, tentando inculcar conscientização política a seu alunato! São Vicente, 23/07/2018.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

O Carrefour consertou seu erro!

Após minha reclamação massiva, o Carrefour da Av. Conselheiro Nébias de Santos/SP parece que tomou jeito! Dia 01/09/2017 eu constatei que a gôndola de produtos próximos ao vencimento estava, na maioria dos itens, sem preços e quando com, sem desconto algum, ferindo o CDC – Código de Defesa do Consumidor.  Agora, dia 09/09/2017, voltando ao supermercado, verifiquei que os produtos todos estavam com os preços e com os descontos condizentes de até 50% conforme anuncia a prateleira (vide novas fotos). Eu mesmo, após isso, até adquiri, finalmente, alguns itens em oferta, e, claro, me obrigo a divulgar isto. Mesmo porque, serve de alerta, já que muitas pessoas no Brasil pensam que basta não comprar quando há algo errado, o que é um engano, já que não auxiliam a melhorar o país, pois que não reclamando seus direitos, os “culpados” não se redimem e nem se corrigem. Fica aqui meu aviso e conselho: cidadão, você tem o direioto de reclamar, como eu, até que te ouçam e corrijam o que está errado e/ou ilegal. Eu o fiz por 4 canais: o próprio site do Carrefour, o youtube, o reclameaqui e o facebook (e se não bastasse, poderia também me dirigir depois, ao PROCON, como instância mais forte que obrigaria a loja a responder). Então, só tenho que, ao menos, elogiar o Carrefour que me escutou e leu, apesar de não ter querido me contactar (e espero que, com o passar do tempo, não voltem a se descuidar novamente desta tarefa de manter os preços e com os descontos, na gôndola aos produtos assim destinados).



Continuamos em frente, consertando essa nação, pouco a pouco. Ou pelo menos, tentando! Abraços.

Prof. Dr. Gazy andraus, 11/09/2017