sábado, 10 de setembro de 2016

Somos todos ParaOlímpicos! Mesmo sem sabermos. E por isso limitados somos!


Gazy Andraus[1]

Realizam-se desde o dia 07 aos 18 de setembro de 2016 as ParaOlimpíadas.
Antes que alguém me corrija, na verdade, segundo as regras ortográficas da língua portuguesa, não se retiram as vogais iniciais do segundo elemento, conforme explica o próprio Pasquale Cipro Neto (http://www1.folha.uol.com.br/colunas/pasquale/2016/09/1811218-paraolimpiada-ou-paralimpiada.shtml), sendo errôneo, portanto, aplicar o termo "paralimpíada". Mas o que houve foi uma padronização imposta pelo Comitê Internacional Olímpico aos países lusófonos. Portanto, posso usar tranquilamente tanto paralímpico como paraolímpico (em que este segundo, na verdade, é que está correto).
Feita a explicação, escrevo essa resenha, ainda que não morra de amores por transmissões esportivas televisivas (embora goste e pratique esportes, não aprecio assisti-los), e o faço porque havia já previsto que as TVs de canais "abertos" (que em breve serão apenas digitais na transmissão nacional) não transmitiriam a abertura dessas Paraolimpíadas (advertindo-vos que só possuo a TV aberta e acabei com minha TV "a cabo")! E porque e como previ isso? Simples: associação racional cartesiana hemisferial da porção cerebral esquerda com a direita, intuitivo-criativa e sensível!  Obviamente não tenho como comprovar que previ, à exceção que cogitava tais pensamentos comigo dias antes desse evento começar, concluindo que, se nas Olimpíadas tivemos overdose televisiva, as TVs não estariam muito solícitas a repetirem as doses, para que não modificassem em muito novamente sua grade de programação, a fim de não perderem o público, o qual por sua vez  não estaria tão disposto a assistir o que para ele é um arremedo de olimpíada (não é pensamento de todo meu, mas é como pensam, tenho certeza - todavia, sim, eu penso um pouco assim: ora, as Olimpíadas são o supra-sumo dos esportes, então, as paraolimpíadas são de qualidade inferior, e portanto, não me farão ter vontade de vê-las tanto - isso se eu gostasse de ver desportos pela TV, como já lembrei-vos que não - diferentemente da grande massa da população que gosta, mas como disse, torce o nariz para eventos, digamos, menores como esses jogos paralelos). Ademais, com isso, não perderiam pontos no IBOPE. Porém, eu soube depois que apenas a Rede Globo seria a TV comercial detentora de poder transmitir esses jogos inclusivos, mas igualmente tive conhecimento de que a TV Cultura poderia fazê-lo mas também se absteve (apenas a TV Brasil, dos canais ditos abertos, ao que parece, transmitiu a abertura e transmite os jogos agora).

Mas se não me interesso por desportos televisivos, porque reclamo? Porque faço parte da sociedade e, embora não faça muita questão, admiro os esforços de pessoas que superam seus limites e, mais ainda, superam suas deficiências, e prevendo que haveria essa falta de respeito para com elas, decidi observar e depois escrever para tentar admoestar a sociedade de que está olhando muito para seu próprio umbigo (pensando ser seu cérebro ou coração!). Eu mesmo quase não vi os jogos olímpicos, mas o pouco que assisti da abertura me sensibilizou (apesar de que o Brasil não é só o Nordeste, já que centraram foco nele, talvez para devolver um pouco do que tem sido malversado e abusado por décadas, bem como os preconceitos etc). Portanto, em verdade continuada, ainda estava disposto a ver um tanto da abertura para averiguar como o Brasil resolveria isso, já que brindou a todos com uma bela abertura das Olimpíadas (que nem por isso, esqueço-me de criticar por elas terem ocorrido em nossas terras, já que ainda somos terceiro ou quarto mundo nas áreas de educação e principalmente saúde, na qual faltam materiais e assistências à população que desfalece nos corredores de hospitais e instituições de saúde). Pois bem, vi um pouco das Paraolimpíadas após sua abertura, quando a poderosa Rede Globo reapresentou de forma editada ao fim de noite (com o magistral maestro João Carlos Martins - escolha certeira já que ele mesmo superou uma deficiência em suas mãos após cirurgia) e podia ter visto mais antes, se tivesse o canal de TV mostrado na íntegra e no horário correto e ao vivo a abertura.
(Fonte: http://chuteirasforadefoco.blogspot.com.br/?expref=next-blog)
Mas o que me causa indignação total e repulsa é ver o paradoxo de nossa sociedade que se diz inclusiva e humana. Onde está isso, quando nenhum dos canais abertos apresenta a abertura de tal evento, negando o valor que diz dispender aos que têm deficiências e querem superá-las? Onde está toda esta "boa vontade", traduzida agora em falácia e mentira que se expõe fartamente a nossos olhos (cegos, pois mesmo eu podendo enxergar, não pude ver)?
Parabéns ser humano, cuja máscara cai de vez e mostra que seu interesse não é mesmo o auxílio a outrem que costuma bradar em forma de (falso) socorro! E parabéns, redes de TV (principalmente a que se diz do governo do Estado de São Paulo - mas esta não sintoniza em minha modesta antena), e principalmente à Rede Globo, que - como li no facebook, recebeu sábias críticas agora - já que finge querer ajudar crianças no seu show auto-egóico intitulado "Criança-Esperança" (mas que nele cobra do cidadão além de um valor mínimo estipulado, as ligações telefônicas e mais impostos para nosso benquisto governo, seja lá qual ele for, sem que nenhuma mídia questione isso tudo!).
Você, Rede televisiva de concessão Globo, e vocês TVs outras, e nós, sociedade, mostramos quem somos realmente: aproveitadores, que só nos movemos se valer o interesse - vide a foto que a própria Rede pôs com seus atores simulando deficiências para chamar a atenção da população...para um evento que não transmitiu (afinal, não vou mudar minha programação para um evento menor que as Olimpíadas, e perder meu rebanho que assiste minhas novelas e outras programações, já sabendo que as Paraolimpíadas não são tão "importantes" assim, pois que só trazem pessoas que não são tão famosas e que têm algumas deficiências, cujas performances serão bem distintas das consagradamente olímpicas etc etc etc).
Tão falsos como o Canal que os anunciaram
(Fonte: http://www.joaoalberto.com/2016/08/24/cleo-pires-e-paulo-vilhena-estrelam-campanha-sobre-paralimpiadas-e-causam-reacao-negativa/cleo-pires-paulo-vilhena-paralimpiada-3/)
Enfim, fico péssimo em saber que faço parte desta sociedade que não se questiona, que não delibera e que acata imposições de outrem ("Paralimpíada" por que? Eu falo ParaOlimpíada, pois estou gramaticalmente amparado).
E assisto se quiser, claro. Mas não me deram chance de assistir ou não, apenas de "não", caso quisesse (por causa das quantias em dinheiro que querem receber). Porque pensaram nos números. Mas nos das pessoas numerosas não participantes do evento desportivo tido como inclusivo (mas exclusivamente televisionado) que quereriam ver a programação normal. Que não quereriam ver pessoas com "limitações"  num "pseudo-esporte". Bem, então tenho uma notícia para todos nós: descobri que também somos limitados, deficitários, nesse palco cósmico/terreno! Somos deficientes-fraternos e deficientes de caráter! E isso, amigos, é grave, gravíssimo, pois daí vêm todos os males, as querelas, disputas, falta de visão, brigas, admoestações infundadas, guerras, matanças, poucos casos e preconceitos (estes piores, pois machucam o não físico, que demora mais que este a se curar).
Eis o que somos nesse mundo Paraolímpico! Menos para o bem, que para o mal!

Ainda conseguiremos reverter isso, como reverteu o maestro?


Gazy Andraus, São Vicente/SP, 10/09/16



[1]Professor da da FIG-UNIMESP - Centro Universitário Metropolitano de São Paulo; Doutor em Ciências da Comunicação pela USP; mestre em Artes pela UNESP, pesquisador do Observatório de HQ da USP; INTERESPE – Interdisciplinaridade e Espiritualidade na Educação; Interculturalidade e Poéticas de Fronteira e autor independente de HQ fantástico-filosófica.  yzagandraus@gmail.comhttp://tesegazy.blogspot.com/

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

"sem disponibilidade" sempre ao tentar agendar cadastramento biométrico!

O TRE – Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo falha muito em divulgar em órgãos de comunicação que os eleitores não devam esperar para última hora para se recadastrarem biometricamente, pois no próprio site dele, ao tentar agendar, sempre aparece “sem disponibilidade” (vide print em anexo).


Já há dias que faço as tentativas, e para piorar, descobri muitas reclamações na Internet (e reportagens nela) que denunciam essa problemática do sistema de recadastramento insuficiente em estrutura, no Brasil afora:
(TER estendeu cadastramento bio em SP, e  creio obviamente porque não deu conta devido às falhas e insuficiência estrutural);
No Amazonas em Manaus, explica-se que o agendamento inicia-se sempre às quintas-feiras para os períodos de segunda a sexta e irá até fevereiro de 2016 (mas não há vagas no momento);
Em 2015, TER-AM: “A quantidade de servidores disponíveis, somado a demora no atendimento já gerou, em 2014 e mesmo neste ano inúmeras reclamações de cidadãos. Em Iranduba, um dia antes do término do recadastramento da biometria, 7 de maio de 2014, o cartório eleitoral do município, na praça dos Três Poderes, presenciou 250 pessoas na fila aguardando fichas para serem atendidas. Entre os eleitores estavam idosos, grávidas, deficientes, sendo a maioria de comunidades distante da sede do município.
Eleitores reclamavam demora no cadastro em Ponta Grossa no Paraná, em 2015, pois o número de guichês era menor que o planejado;
Em nov. 2015, Maricá-RJ, eleitores reclamam justamente que depois de preencherem o cadastro para agendamento biométrico, aparece sempre a mensagem: “sem disponibilidade”, tal qual o meu problema atualmente em S. V/São Paulo!
Assim, de que adianta os Governos Federal e Estadual e TSE tentarem modificar sistemas como os das eleições (ainda que, a meu ver, o principal não está sendo modificado, que é o de tornar a contagem de votos transparente e não secreta como tem sido feita pelas urnas, possivelmente fraudáveis, eletrônicas), se não se adequam estruturalmente as cidades a efetuarem os cadastros: depois não podem impor a culpa aos concidadãos que, como eu, querem fazer o cadastramento biométrico exigido, antes do prazo se esgotar, mas não conseguem porque sempre aparece a informação, ao final de cada preenchimento cadastral meu (perdendo sempre tempo para isso), “sem disponibilidade”!


sábado, 5 de dezembro de 2015

Brasil: ame-o ou desleixe-o e o impostômetro incessante contra o CPMF claudicante!

Com relação a um possível retorno da CPMF (imposto sobre imposto, totalmente execrável), só tenho a dizer (e a mostrar) o absurdo que é nosso país: mês passado, há uns 20 dias atrás, numa de minhas idas a São Paulo, pude registrar o valor pago por todos (pessoas físicas e jurídicas) a nosso rico país (que o governo faz questão agora de mostrar que está sem verba), pelo impostômetro que gira digitalmente sem cessar.
Vejam na foto que registrei num átimo, o valor (daquele preciso instante) que já estava: beirando os hum trilhão e quase oitocentos bilhões de reais! É ou não dinheiro suficiente para transformar um país em uma nação organizada e rica? Sim, não fosse a corrupção magnânima que enfrentamos, e que certamente dilapida metade (ou mais) desse montante que não para de crescer: e que pode facilmente chegar aos quase 2 trilhões até o último dia de 2015!
Brasil, ame-o ou desleixe-o (que é o que fazem com ele nossos políticos e empresários que gerenciam direta e indiretamente as bases no Planalto, nos realizando um verdadeiro assalto sem-fim, como o é a roda giratória do impostômetro!).

Atualizando: já está nos 1 trilhão e 900 bilhões! http://www.impostometro.com.br/


O impostômetro incessante do Brasil varonil!

Vivo e cobrança indevida internet...mas com um desfecho inesperadamente bom para mim, o consumidor!



Incrivelmente, a VIVO acabou me beneficiando, a partir de um erro de valor na cobrança. Pago mensalmente R$ 69,79 pela Internet de 8 mega (após uma luta de quase 4 meses ano passado, quando pedia para me migrarem de 4 a 8 mega), mas no mês de novembro cobrou-me R$75,35. Tomando coragem para ligar e reclamar (pois costumava ser um purgatório ligar para a VIVO), acabei conseguindo fazê-lo domingo passado, em que o atendente, ao constatar que estava errada a cobrança, me ressarciria na conta do próximo mês: adverti-o, no entanto, que deveria ser devolvido em dobro o que paguei a mais, conforme o CDC  (Código de Defesa do Consumidor):

SEÇÃO V
Da Cobrança de Dívidas
        Art. 42. Na cobrança de débitos, o consumidor inadimplente não será exposto a ridículo, nem será submetido a qualquer tipo de constrangimento ou ameaça.
        Parágrafo único. O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais, salvo hipótese de engano justificável. (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8078.htm)

Assim, ele prontamente aceitou sem questionar, e também – creio que como um gesto de bom relacionamento da VIVO para com o consumidor – me disse que eu poderia migrar para uma velocidade de 10 mega já que o valor era igual ao que ora pago. Após eu inquiri-lo diversas vezes para que não houvesse falha numa cobrança futura em que incidisse em preço maior da Internet, e ele sempre enfatizando que o preço seria mesmo, aceitei (e realmente, meia hora depois eu já estava com os 10 mega!). Assim, pediu-me que desse uma nota de avaliação após seu atendimento finalizar (e realmente atendeu-me bem!), mas infelizmente, após ele desligar minha linha também caiu, ainda que eu quisesse dar uma nota alta a ela.
Conclusão:
a) após um erro de cobrança da VIVO, beneficiei-me com uma velocidade um pouco maior na Internet, que me concederam num piscar de olhos, sendo que ano passado eu travara luta homérica para me fazerem isso (talvez porque à época quisessem a todo custo me empurrarem a fibra ótica que insistia eu em recusar);

b) aos desavisados, peçam sempre devolução dos valores pagos a mais indevidamente (se por culpa de cobrança errada das firmas), pois é o que garante a lei, para também impedir que as empresas fiquem cobrando “por engano” à população (como vive fazendo a NET). Fica aqui meu conselho!(Esta informação eu compartilho a pedido da Priscila Freire​, que me alertou que muitos desconhecem tal direito)

Duas reclamações ao Metrô de São Paulo!

Aqui posto duas reclamações que acabo de enviar à ouvidoria do Metrô (eu não quis enviar pelo canal de reclamação normal pelo site, pois lá limitam a 800 caracteres e não posso anexar imagens):

1-Bilheterias funcionando pela metade na estação Tietê e filas homéricas

O Metrô trabalha em prol ao Brasil ou contra a população? Nesta sexta-feira do dia 04/12/2015, perto das 21h eu retornei de viagem pela rodoviária do Tietê e dentro da estação vislumbrei uma fila de mais de uma centena de metros para as pessoas adquirirem os bilhetes de metrô! Por sorte eu sempre ando com bilhetes e não precisei enfrentar a fila, que se justificaria por ser o início de um fim de semana, perto do fim de ano, em que as pessoas vão e vêm para descansar e visitar outras cidades etc. Mas o que me injuriou mais foi constatar que das 6 bilheterias apenas três estavam com funcionários vendendo os bilhetes! Ora: o Metrô não tem uma logística que contemple dias e horários especiais que recebem mais pessoas, e que precisem comprar os bilhetes e tomar o metrô? Por que é inconcebível, em pleno 2015, final de ano, na maior Rodoviária do Brasil (anexa ao Metrô), esse descabido desserviço à população, causando fila homérica e o metrô não dispondo de nenhuma outra maneira de vender os bilhetes. O pior foi eu constatar que apenas a metade de sua bilheteria estava funcionando (fotos em anexo)! É arrogância, falta de vontade e/ou falta de atenção para com toda a população não só de São Paulo, mas do Brasil, que passa pela maior rodoviária do país? Fica aqui registrada minha reclamação, como um cidadão que não quer ver um país piorando a cada vez mais (até há pouco tempo, o metrô dispunha de máquinas de venda, mas até isso retirou, restando apenas os guichês, e como eu disse, que deveriam funcionar integralmente, funcionam pela metade).
Aguardo que o Metrô responda e que pense e tome medidas melhores para sanar tais problemas que ocorrem também em outras estações, como já verifiquei anteriormente, embora de menos monta que nessa registrada por mim na sexta-feira recente!
















fila homérica no Tietê para adquirirem bilhetes para o metrô

















































seis guichês e três apenas com funcionários




















2-Seta de indicação de plataforma no Tucuruvi e recolhimento de trens enganando os passageiros

Caros da Ouvidoria:
Muitas vezes, quando retorno de Faculdade que leciono, via estação Tucuruvi, perto das 23h, a seta de direção para qual plataforma o trem que seguirá em direção ao Jabaquara, aponta para a plataforma 1 ou 2: ao descer, junto com outras pessoas, frequentemente somos enganados, ou por que o trem vem na plataforma oposta, ou porque o trem que chega na que descemos indicados pela seta, não seguirá viagem e será recolhido, com um aviso em cima da hora, e algumas vezes indicado por voz contendo outro erro: da última vez (não me recordo exatamente, mas provavelmente no dia 18/11/2015), além de termos descido na plataforma 1, o trem que chegou nela foi recolhido, ainda que sob o aviso sonoro do funcionário do metrô dizendo que “este trem da plataforma 2 não prestará serviço”, e claramente, eu e outros, indignados percebemos que ele estava falando a plataforma errada. Interpelei uma funcionária que me disse para recorrer à ouvidoria do metrô para fazer a reclamação. Cansado de ver reiterar tais erros, peço que se organizem melhor para piscar a seta do lado CORRETO ao que o trem virá nas plataformas iniciais (Jabaquara) e finais (Tucuruvi) e das outras linhas que porventura aconteça isso, principalmente nos horários mais próximos do final do expediente do metrô, pois tais falhas e erros causam atraso a nós, passageiros, que em algumas vezes somos direcionados à plataforma cujo trem não prestará serviço, enquanto em alguns casos, outro trem está vindo na plataforma oposta e segue antes até do que aquele cuja seta havia nos indicado o próximo trem. Isso já me fez perder ônibus de horários cruciais para Santos (pois sigo até o Jabaquara), por causa de tais atrasos (e já preenchi uma reclamação à mão e entreguei no Metrô anos atrás sobre o mesmo problema das setas e nunca fui respondido). Já basta de serem displicentes para com a população, não, metrô?

*Caso queiram registrar reclamações, aí está:  http://www.metro.sp.gov.br/fale-conosco/registro-manifestacao.aspx
em segundo caso, email e tels da ouvidoria se encontra aqui http://www.cidadao.sp.gov.br/servico.php?serv=1343

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Pesos de produtos diminuídos: engodo duplo (ilusão de não inflação e lucro extremado)

ATENÇÃO, PACATO CIDADÃO!!! Gazy Andraus, o inimigo n. 1 das pessoas jurídicas no Brasil informa: a Garoto com sua caixa de bonbons agora já está nos 300grs., ou seja, foi-se um terço do peso original de quando tinha 400 grs (https://www.garoto.com.br/produtos/detalhes/25), e mantem-se o preço (até mesmo elevando-o um pouco). Fazem isso para segurar a inflação (que é muito mais alta do que se anuncia), e ao mesmo tempo obtêm mais lucro ainda. As pessoas, em geral, não percebem esse engodo e estratagema, pois não leem nem o conteúdo da embalagem e nem quais as composições dos alimentos. Falta ao Brasil mais educação para que no futuro a própria população tenha suficiente inteligência para repudiar estas ações das empresas, negando-se a comprar e fazendo-as recuar desse tipo de engodo. E lembrando que o governo permite que diminuam os valores desde que avisem na embalagem (mas sabemos que para o governo é bom que as empresas ajam assim, pois auxilia na ilusão de que a inflação está se contendo, quando ocorre verdadeiramente o contrário). Eu sempre estou de olho nisso e divulgo (até a meus alunos)! Perceba isso em todos os outros produtos (e comece a ler também as composições, pois o chocolate brasileiro traz o poliglicerol - a glicerina comestível - para que o produto não derreta facilmente, mas diminui também o cacau. Chocolates estrangeiros em geral não possuem esse item). Deixo essa mensagem, inclusive no facebook da empresa Garoto. Mais sobre essa questão dos pesos de alimentos, aqui: http://oglobo.globo.com/economia/defesa-do-consumidor/peso-de-alimentos-diminui-mas-precos-sao-mantidos-13473152 .Cuidado e atenção! 

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Entrevista ao fanzine Quem somos nós? - vol. 2

Quem somos nós? – n. 2 de Fábio da Silva Barbosa

Uma entrevista que respondi no final de 2014 ao amigo e fanzineiro Fábio Barbosa, acaba de sair no fanzine “Quem somos nós?”, nº2, que pode ser baixado aqui: http://pt.slideshare.net/ARITANA/quem-somos-ns-volume-2. Resolvi compartilhar minha entrevista devido ao teor acerca das respostas que teço sobre a importância dos fanzines, suas conceituações e pertinências à área acadêmica também, nesse meu blog.
Espero que apreciem a leitura (e baixem o zine caso se interessem por ler mais, pois nele há outros entrevistados na área de zines e HQs como Denílson Reis e Márcio Baraldi).



Cinco perguntas para Gazy Andraus
Sempre envolvido com quadrinhos, fanzines e revistas independentes, Gazy Andraus fez de sua paixão objeto de estudo, estilo de vida e razão para seguir em frente. Embora já acompanhássemos o trabalho um do outro faz tempo, foi nesse ano que nos esbarramos pessoalmente durante uma visita a Fanzinoteca Mutação (Rio Grande), do grande Law Tissot. Foi uma boa oportunidade para trocarmos ideias e impressões. Confesso que não estava nos meus melhores dias para contatos (eu estava bem introspectivo e sem muito ânimo para falar), mas acho que conseguimos nos sintonizar.
Bem, cada um com seu cada um. Foi um dia proveitoso, onde todos se divertiram muito, aprenderam, houve troca de material, atividades interessantes, momento cerveja... Enfim... Correu tudo bem e apertamos laços que já vinham se formando virtualmente. No próximo final de semana nos reencontraremos no Mutação (evento produzido por Denílson Reis e que faz parte da Feira do Livro de Porto Alegre). Como eu estava querendo enviar algumas perguntas para serem respondidas por alguns amigos, resolvi começar por essa figura. Pensei então nessas cinco perguntas que estão devidamente respondidas a seguir.
Forte abraço, mano Gazy.
E até o final de semana

Como se deu a aproximação com os zines e como esse contato virou seu atual trabalho?
Comecei sem saber o que eram os fanzines. Mas foi de 1986 a 1987, na cidade de Santos, que os passei a conhecer apresentados pelo Flávio Calazans que editava o Fanzine Barata (cooperativado por alunos do curso de Comunicação da Unisantos, como Alexandre Barbosa, Feijó e outros). Na verdade, uns dois anos antes, vi exemplares do Barata sendo lidos por um amigo e quando observei o conteúdo achei fenomenal, pois era diferente de tudo que existia: uma mixórdia criativa de cartuns, HQs, críticas e conceitos que até então eu não via em nenhuma revista daquela época, e tudo numa revista de impressão simplesinha de gráfica, chegando a se igualar ou até ser inferior que uma xerox (isso porque, como fui saber depois, ela era feita numa chapa de papelão num sistema mais barato pela gráfica da universidade). Assim, quando fui reapresentado verdadeiramente ao Barata, mostraram que era possível publicar as HQs que eu viesse a fazer, já que eu disse que gostava, mas estava meio “parado” e cansado dos quadrinhos de superheróis.
Então, comecei a produzir HQs curtas e publiquei pela primeira vez na vida, no Barata nº. 13 um novo estilo de quadrinhos para mim, que se tornaram poéticas, ou fantástico-filosóficas, enviando as novas que fui fazendo para zineiros do Brasil todo, como o Tchê e Quadritos, ambos do Sul, Barata de Santos/SP, Phobus de Minas Gerais, Tyli- Tyli da Paraíba e outros como “Só Uma?” de Piracicaba/SP e até em Portugal (Vôo da Águia) e França (La Bouche Du Monde). Em 1993/94 criei uma compilação, o “Homo Eternus” que foi co-editado pelo Edgard Guimarães e divulgado em seu IQI (que depois passou a ser chamado de QI). Em 1996 fui aceito no mestrado em Artes da UNESP e inseri na dissertação um tópico sobre os zines, reiterando isso na tese de doutorado da USP, finalizada em 2006, embora em ambos o foco tenha sido mais as HQs e sua importância como arte necessária (lembrando que os quadrinhos no Brasil
foram impulsionados nas décadas de 1980 e 90 pelos fanzines e por isso esses mereciam sempre aparecer). Como nunca larguei os fanzines, achei por bem ir escrevendo artigos também sobre eles, mas as pesquisas se ampliaram graças às ideias do saudoso amigo Elydio dos Santos Neto, que para usar os zines em aulas de mestrado na Pedagogia os rebatizou de Biograficzines, chamando-me para ministrar com ele. Depois fizemos um artigo que foi publicado no livro “Fanzines-Autoria, subjetividade e invenção de si”e agora minha intenção é tentar um pós-doutoramento pesquisando questões artísticas nos zines que estão em constante mutação e ebulição.

Zines na era digital:
Acho que têm seu lugar, mas não tanto como quando os zineiros foram afoitos às mídias eletrônicas em seu início, pois os fanzines físicos têm suas particularidades e excelências nas possibilidades de se “pôr as mãos na massa” e também nas possibilidades de impressão e fotocopiagem em vários tamanhos (do A-5 ao A-6 e até menores...ou maiores!).
Porém, penso que os blogs têm um pouco do espírito anárquico zineiro (uma mistura de diário pessoal com fanzines, embora muitos dos blogueiros nem saibam disso).

Por que fazer um zine?
Alguns têm aquele espírito de experimentar e se tornar profissionais, usando os zines como laboratórios. E isso é válido. Mas, atualmente, o mais importante – e com as mutações por que os zines passam – é o espírito de se fazer um fanzine que se consolida em buscar a auto-edição das próprias ideias travestidas em artes, HQs, poesias, pesquisas etc, tudo isso numa revista de produção semi-artesanal própria, e mais que tudo, levando tais ideias para outros, comungando-as livres da assombração comercial ou do intento de lucro. Só por essas premissas, fazer e enviar e trocar um zine se torna algo que deveria ser o comum na civilização em relação à grande maioria dos outros afazeres: o espírito fraterno de trocas sem visar outros objetivos que não a confraternização e ampliação de ideários e diálogos. Além disso tudo, claro, a vontade de ver impressas as idéias, as criações, as HQs... Como algo de nós mesmos, sem imposição de mercado e sem morrermos sem nunca termos espraiado nossas criações!

Qual a importância de levar a cultura de rua para o meio acadêmico?
O meio acadêmico tem sua importância, pois gerencia e organiza a inteligência no reconhecimento de tudo na vida, na Terra e até fora dela. Mas tem um grave defeito: a soberba, a arrogância cristalizada pelo imperioso cérebro racional (o lado inteligente, mas não criativo do cérebro esquerdo). Portanto, lhe está diminuída a criação, a intuição, a fraternidade que estaria atrelada ao cérebro direito que é alinear e inteligente de maneira sistêmica e não particularizada... ambas porções cerebrais trabalham juntas, mas cada qual só se incentiva se houver os “botões” certos: ou seja, as artes, os quadrinhos, os fanzines que trazem para o cérebro-criativo o alimento que o faz crescer e fazer frente ao cérebro-razão, que se estimula pela pesquisa, conceituação, linearidade etc, e que ao trabalharem juntos, se ampliam, não se aleijando na racionalidade exclusiva, confraternizando-se (e aos outros) e embelezando a vida! Eis porque trazer a cultura da “rua” ao meio acadêmico é importante. Ela se burila com as ferramentas acadêmicas e alimenta este no que lhe falta (a criação e fraternidade). E vice-fanzinersa!

Zines inesquecíveis e novidades na área:
Inesquecíveis são muitos. Desde os temas aos formatos inusitados! Para não ser injusto, vou mencionar o QI do Edgard Guimarães por fazer vez a uma revista que jamais existiu oficialmente em bancas, uma que trouxesse discussões inteligentes acerca de HQs, fanzines e afins, que trouxesse divulgações de lançamentos de HQs nacionais, que trouxesse artigos inteligentes e históricos sobre publicações antigas e que conduzisse HQs inteligentes. O QI tem feito tudo isso como um fanzine, ocupando paratopicamente a lacuna de nunca ter havido uma revista crítica de HQ no Brasil similar!
Viu só? O fanzine QI é vanguarda, traz o que falta e está aí mais de 20 anos provando sua necessidade! Ainda que não em larga escala, ele faz sua função, já que o sistema não permitiu a aparição de algo similar, devido a “n” fatores anteriores, como o preconceito aos quadrinhos etc, mas que aos poucos vão sumindo. As novidades são que os zines estão ainda em mutação e existem em duas vertentes novas além da tradicional de se publicar HQs e afins e textos...
Uma das vertentes é o uso cada vez mais amplo dos fanzines em sala de aula, com projetos interdisciplinares e que deixam os alunos muito estimulados (como exemplo o projeto PEIBÊ de Alberto Souza, o Fanzinaço de Carlos de Brito Lacerda, o Gibiozine de Hylio Laganá e o Biograficzine do saudoso Elydio dos Santos Neto). Os professores e gestores começam a perceber que é uma ferramenta sensacional, embora ainda não tenham percebido que a qualidade dos zines é justamente se colocar no lugar de uma educação criativa que os sistemas educacionais racionais foram solapando. A outra é o zine autoral artístico, que se rivaliza ao livro de artista, mas não fica só nisso: Estimula muitos a produzirem-no como uma arte realmente inovadora, contestadora e que possibilita a seus criadores um domínio criativo conceitual e material, tanto de conteúdo como plasticamente! Grupos e autores já perceberam isso, como o Ugrapress, Law Tissot (criador da Fanzinoteca Mutação) e Edgar Franco (lançando novos zines como o “Uivo” e seus HQforismos). E para finalizar, ainda advirto mais três dados importantes: as Fanzinadas da Thina Curtis; a editora Marca de Fantasia do incrível Henrique Magalhães e o Dia Nacional do Fanzine em 12 de outubro graças a Edson Rontani, cuja data será projeto para oficialização, pois seu filho Edson Rontani já se comunicou comigo para ajudá-lo na tarefa, já que agora existe uma lei para se oficializar datas comemorativas.
É isso no momento
Abração.

Gazy Andraus, SãoVicente/SP, 11/11/14