quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

O A-final

Para iniciar esse ano de 2017 em meu blog, insiro aqui um conto que escrevi anos atrás, de ficção científica, cujo tema é atinente aos tempos atuais e aos temas de meu blog (a consciência humana e o que pode advir no futuro se continuarmos nessa escalada irrefreada de pensamento fragmentado sem percebermos o que fazemos (de mal) a nós mesmos, aos seres vivos todos e, enfim, ao planeta. Espero que apreciem meu conto "O A-Final".

– Conta-se que há muito tempo, num passado em que a civilização ainda era materializada, a vida já havia acabado. Embora não houvesse registros de que os seres viventes soubessem desse paradoxo, uma das informações ficou condensada como marca volátil, e agora pode ser acessada por quaisquer mentes etéreas, bastando-se obter o código mnemônico do planeta, quando ele estava em estado físico. A mensagem na caixa eternea nos vem assim:
“Foram milênios de construção.
Etapas de assentamento e tentativas de conscientização.
Aquele conhecido como Gibran khalil Gilbran sintetizou de forma poética o que é o olhar à natureza, mais ou menos dessa maneira: as árvores são poesias que a terra escreve sob o firmamento.
Mas era preciso que se entendesse o que é poesia...pois do contrário converter-se-ia tudo em apoiesis, forma sem alma, sem vida, apenas utilização maquinal!
Porém, esta espécie humana se moldou como um arremedo de si mesma... Principalmente quando confrontada com suas possibilidades éticas, às quais pensava estar exercendo!
Fragmentações psíquicas, antagonismos, preconceituações, assassinatos, imputações, maledicências e egrégoras de formação perniciosa resultaram destas aglomerações mentais.
A humanidade não poderia ter singrado rumo mais cruel e inóspito!
Ainda assim, a ciência – cega por se fiar apenas no hemisfério racional esquerdo do cérebro neocortical humanoide – chegou aos quanta e à consciência de que o homem é uma espécie de demiurgo, que pode catalisar seus desejos e trazer à existência uma cocriação universal prenhe e carregada de possibilidades.
Ilustração feita para o conto.
Aquele conhecido como Freud havia advertido acerca do uso da energia sexual...mas pensava que os males estariam neste uso. Outro homem, Reich, apontou tal energia rebatizando-a de orgone, mas foi dado como louco, e transformado, ironicamente em um Zé-Ninguém tal qual seu livro Escuta, Zé-Ninguém. Pois ninguém quis ouvi-lo!
Ecos vieram, de uma poluta violação da alegria e liberdade criadora, barradas pela linha de produção para alimentar as bocas que produzem as máquinas... ouroboros, ciclos que se repetem e os acometem.
Se um ser, habitando fora do orbe terrestre observasse a vida humana e seus percalços aqui na Terra, concluiria que a razão desabitava a mente do homem.
Pois no fazer incessante, enquanto muitos sofriam de fome e falta de abrigo, poucos outros retinham imensas quantias, tornando-se incongruente a vida humana com uma lógica paradoxal, que não encontra reflexo na física quântica, e sim numa incoerência mais estranha e bizarra.
Se a natureza poetizava com as árvores, o homem degradava com as fábricas: enegrecia as águas e os céus, avermelhava as paredes de abatedouros e corrompia a si mesmo ao não permitir a vida fluir e o dinheiro circular.
Ainda mais ao adquirir bens – tecnológicos principalmente – de modo incessante, a bel-prazer imediato. Não se configura sábio, mas torpe! Pois ter sem apreciar não se justifica e o homem não dispunha de tempo para apreciar!
A infância do homem já teria ido na sua pré-história...mas a adolescência ainda está findando.
O fim de um mundo pode não vir como aquele descrito pelos profetas antigos ou videntes, que usavam seu hemisfério direito cerebral – conectado ao cosmo – para admoestar seus contemporâneos e os que estariam por vir.
Pois pode sê-lo de outra maneira: um fim dilacerando partes da mente, obstruindo a criatividade, anulando o bem-fazer da criação!
Está morto o que vive pela morte – ainda que não saiba que o faz jazendo na morte. Está morto o que repete trabalhos exaustivos para manter um padrão sem criatividade, apenas para que se complete o ciclo das 24 horas solares!
Está morto o que desperta pela manhã e corre a seu cubículo obrigado a lá se trancafiar, para cumprir prazos e sorumbáticos trabalhos burocráticos, enquanto outro jaz esmolando esfarrapado pelas ruas... Ambos estão, de certa maneira, destituídos de vida, pois seus cérebros não funcionam plenamente: apenas uma parte, mantendo-os vivos e criando mentalizações obscuras e torpes.
A vida na criação se perde assim!
As árvores que surgem ao fundo, como que trazidas de forma poética pela terra – conforme lembrou Gilbran –, não surgem a esses homens, ou surgem como postes de concreto cinza.
Estão mortas-vivas as pessoas que giram em seus elétrons sem pular de camadas...não dão os saltos, e por isso não se conformam à natureza dual e probabilística da vida!
O artista sincero sabe disso e tenta – e todos seriam artistas, pois se não o são, não realizam a vida!
E esta, sem a atuação do ser homem ludus/demens/sapiens – como já disse o pensador terrestre chamado Edgar Morin –, os faz mortos!
Muitos se desesperam com um provável fim do mundo físico, advindo de muitas possibilidades: fogo, destruição, água, bombas etc.
Mas não é preciso vaticinar... Nem aguardar... Nem pensar que o fim se daria exclusivamente de alguma dessas maneiras.
De certa feita, ele já ocorreu: é o fim da liberdade da vida, do fazer criativo, é o apegar-se ao deus-dinheiro e trabalho forçado em um sistema pungente que não permite alegria e vida. A morte vem a cada instante, a cada segundo para cada um. Pois criam-se males e doenças e ampliam-se a poluição e a desonestidade... O medo ocorre a cada segundo e ninguém pode fugir deste estresse peremptório que assalta e retira a alegria e a vida, tornando-os preocupadamente sorumbáticos, fatigados e envelhecidos.
São máquinas escravizadas do sistema monárquico de um poder autogerado e perpetuado por uma regra que mantém as castas: os que trabalham, os que se escravizam, os que se marginalizam sendo excluídos, e os que ganham somas elevadas monetárias se afastando em castelos de segurança. São todos desunidos, aprisionados em celas e já de caminhos traçados até à morte física que pode ocorrer antes por acidente, por fome, por aprisionamento, por desilusão, por desgraças e por dor.
Mas antes disso, o Fim, caro ser receptor, onde quer que você esteja nas esferas cósmicas, não está próximo: o Fim já ocorreu!
Ou então ocorrerá com a conclusão desse sistema.
Eu aqui findo esta narrativa”.
Afirma ainda o ser:
“Deixo cá tal mensagem, mesmo ‘vivendo’ entre vós...pois não cessarei minha essência no término da vida física. Aguardarei que a morte me venha, enquanto que sou um dos únicos a bradar que estamos realmente não-vivos... Para que eu viva verdadeiramente!
Haverá agora, afinal, a possibilidade de um novo nascer... Um novo desfinal... Um real e contrário...a-final?”
Como se percebe, esta época era realmente primitiva. Os seres que ali habitavam não sabiam que viviam em estado de preparação, por assim dizer, e graças a nossa intervenção, eles não mais não-vivem, sendo agora incorporados como parte da antimatéria tal qual informação psíquico-cósmica e que nunca finda!
Mas, preletor, se não tinham tal consciência, como houve esse registro...digo, um deles possuía tal sabedoria, não?

Sim. Mas não era UM deles. Era um ser resultante da egrégora colapsada de todas suas consciências. Eles mesmos, como informação autoconsciente, que se desprendeu e se formatou como “memória” final de registro, servindo de alerta aos outros seres das galáxias, como nos tem servido...
Esse conto que escrevi de fc foi publicado em 2009 nesse livro "Dias Contados: contos sobre o fim do mundo" da Ed. Andross (imagem da capa).

sábado, 10 de setembro de 2016

Somos todos ParaOlímpicos! Mesmo sem sabermos. E por isso limitados somos!


Gazy Andraus[1]

Realizam-se desde o dia 07 aos 18 de setembro de 2016 as ParaOlimpíadas.
Antes que alguém me corrija, na verdade, segundo as regras ortográficas da língua portuguesa, não se retiram as vogais iniciais do segundo elemento, conforme explica o próprio Pasquale Cipro Neto (http://www1.folha.uol.com.br/colunas/pasquale/2016/09/1811218-paraolimpiada-ou-paralimpiada.shtml), sendo errôneo, portanto, aplicar o termo "paralimpíada". Mas o que houve foi uma padronização imposta pelo Comitê Internacional Olímpico aos países lusófonos. Portanto, posso usar tranquilamente tanto paralímpico como paraolímpico (em que este segundo, na verdade, é que está correto).
Feita a explicação, escrevo essa resenha, ainda que não morra de amores por transmissões esportivas televisivas (embora goste e pratique esportes, não aprecio assisti-los), e o faço porque havia já previsto que as TVs de canais "abertos" (que em breve serão apenas digitais na transmissão nacional) não transmitiriam a abertura dessas Paraolimpíadas (advertindo-vos que só possuo a TV aberta e acabei com minha TV "a cabo")! E porque e como previ isso? Simples: associação racional cartesiana hemisferial da porção cerebral esquerda com a direita, intuitivo-criativa e sensível!  Obviamente não tenho como comprovar que previ, à exceção que cogitava tais pensamentos comigo dias antes desse evento começar, concluindo que, se nas Olimpíadas tivemos overdose televisiva, as TVs não estariam muito solícitas a repetirem as doses, para que não modificassem em muito novamente sua grade de programação, a fim de não perderem o público, o qual por sua vez  não estaria tão disposto a assistir o que para ele é um arremedo de olimpíada (não é pensamento de todo meu, mas é como pensam, tenho certeza - todavia, sim, eu penso um pouco assim: ora, as Olimpíadas são o supra-sumo dos esportes, então, as paraolimpíadas são de qualidade inferior, e portanto, não me farão ter vontade de vê-las tanto - isso se eu gostasse de ver desportos pela TV, como já lembrei-vos que não - diferentemente da grande massa da população que gosta, mas como disse, torce o nariz para eventos, digamos, menores como esses jogos paralelos). Ademais, com isso, não perderiam pontos no IBOPE. Porém, eu soube depois que apenas a Rede Globo seria a TV comercial detentora de poder transmitir esses jogos inclusivos, mas igualmente tive conhecimento de que a TV Cultura poderia fazê-lo mas também se absteve (apenas a TV Brasil, dos canais ditos abertos, ao que parece, transmitiu a abertura e transmite os jogos agora).

Mas se não me interesso por desportos televisivos, porque reclamo? Porque faço parte da sociedade e, embora não faça muita questão, admiro os esforços de pessoas que superam seus limites e, mais ainda, superam suas deficiências, e prevendo que haveria essa falta de respeito para com elas, decidi observar e depois escrever para tentar admoestar a sociedade de que está olhando muito para seu próprio umbigo (pensando ser seu cérebro ou coração!). Eu mesmo quase não vi os jogos olímpicos, mas o pouco que assisti da abertura me sensibilizou (apesar de que o Brasil não é só o Nordeste, já que centraram foco nele, talvez para devolver um pouco do que tem sido malversado e abusado por décadas, bem como os preconceitos etc). Portanto, em verdade continuada, ainda estava disposto a ver um tanto da abertura para averiguar como o Brasil resolveria isso, já que brindou a todos com uma bela abertura das Olimpíadas (que nem por isso, esqueço-me de criticar por elas terem ocorrido em nossas terras, já que ainda somos terceiro ou quarto mundo nas áreas de educação e principalmente saúde, na qual faltam materiais e assistências à população que desfalece nos corredores de hospitais e instituições de saúde). Pois bem, vi um pouco das Paraolimpíadas após sua abertura, quando a poderosa Rede Globo reapresentou de forma editada ao fim de noite (com o magistral maestro João Carlos Martins - escolha certeira já que ele mesmo superou uma deficiência em suas mãos após cirurgia) e podia ter visto mais antes, se tivesse o canal de TV mostrado na íntegra e no horário correto e ao vivo a abertura.
(Fonte: http://chuteirasforadefoco.blogspot.com.br/?expref=next-blog)
Mas o que me causa indignação total e repulsa é ver o paradoxo de nossa sociedade que se diz inclusiva e humana. Onde está isso, quando nenhum dos canais abertos apresenta a abertura de tal evento, negando o valor que diz dispender aos que têm deficiências e querem superá-las? Onde está toda esta "boa vontade", traduzida agora em falácia e mentira que se expõe fartamente a nossos olhos (cegos, pois mesmo eu podendo enxergar, não pude ver)?
Parabéns ser humano, cuja máscara cai de vez e mostra que seu interesse não é mesmo o auxílio a outrem que costuma bradar em forma de (falso) socorro! E parabéns, redes de TV (principalmente a que se diz do governo do Estado de São Paulo - mas esta não sintoniza em minha modesta antena), e principalmente à Rede Globo, que - como li no facebook, recebeu sábias críticas agora - já que finge querer ajudar crianças no seu show auto-egóico intitulado "Criança-Esperança" (mas que nele cobra do cidadão além de um valor mínimo estipulado, as ligações telefônicas e mais impostos para nosso benquisto governo, seja lá qual ele for, sem que nenhuma mídia questione isso tudo!).
Você, Rede televisiva de concessão Globo, e vocês TVs outras, e nós, sociedade, mostramos quem somos realmente: aproveitadores, que só nos movemos se valer o interesse - vide a foto que a própria Rede pôs com seus atores simulando deficiências para chamar a atenção da população...para um evento que não transmitiu (afinal, não vou mudar minha programação para um evento menor que as Olimpíadas, e perder meu rebanho que assiste minhas novelas e outras programações, já sabendo que as Paraolimpíadas não são tão "importantes" assim, pois que só trazem pessoas que não são tão famosas e que têm algumas deficiências, cujas performances serão bem distintas das consagradamente olímpicas etc etc etc).
Tão falsos como o Canal que os anunciaram
(Fonte: http://www.joaoalberto.com/2016/08/24/cleo-pires-e-paulo-vilhena-estrelam-campanha-sobre-paralimpiadas-e-causam-reacao-negativa/cleo-pires-paulo-vilhena-paralimpiada-3/)
Enfim, fico péssimo em saber que faço parte desta sociedade que não se questiona, que não delibera e que acata imposições de outrem ("Paralimpíada" por que? Eu falo ParaOlimpíada, pois estou gramaticalmente amparado).
E assisto se quiser, claro. Mas não me deram chance de assistir ou não, apenas de "não", caso quisesse (por causa das quantias em dinheiro que querem receber). Porque pensaram nos números. Mas nos das pessoas numerosas não participantes do evento desportivo tido como inclusivo (mas exclusivamente televisionado) que quereriam ver a programação normal. Que não quereriam ver pessoas com "limitações"  num "pseudo-esporte". Bem, então tenho uma notícia para todos nós: descobri que também somos limitados, deficitários, nesse palco cósmico/terreno! Somos deficientes-fraternos e deficientes de caráter! E isso, amigos, é grave, gravíssimo, pois daí vêm todos os males, as querelas, disputas, falta de visão, brigas, admoestações infundadas, guerras, matanças, poucos casos e preconceitos (estes piores, pois machucam o não físico, que demora mais que este a se curar).
Eis o que somos nesse mundo Paraolímpico! Menos para o bem, que para o mal!

Ainda conseguiremos reverter isso, como reverteu o maestro?


Gazy Andraus, São Vicente/SP, 10/09/16



[1]Professor da da FIG-UNIMESP - Centro Universitário Metropolitano de São Paulo; Doutor em Ciências da Comunicação pela USP; mestre em Artes pela UNESP, pesquisador do Observatório de HQ da USP; INTERESPE – Interdisciplinaridade e Espiritualidade na Educação; Interculturalidade e Poéticas de Fronteira e autor independente de HQ fantástico-filosófica.  yzagandraus@gmail.comhttp://tesegazy.blogspot.com/

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

"sem disponibilidade" sempre ao tentar agendar cadastramento biométrico!

O TRE – Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo falha muito em divulgar em órgãos de comunicação que os eleitores não devam esperar para última hora para se recadastrarem biometricamente, pois no próprio site dele, ao tentar agendar, sempre aparece “sem disponibilidade” (vide print em anexo).


Já há dias que faço as tentativas, e para piorar, descobri muitas reclamações na Internet (e reportagens nela) que denunciam essa problemática do sistema de recadastramento insuficiente em estrutura, no Brasil afora:
(TER estendeu cadastramento bio em SP, e  creio obviamente porque não deu conta devido às falhas e insuficiência estrutural);
No Amazonas em Manaus, explica-se que o agendamento inicia-se sempre às quintas-feiras para os períodos de segunda a sexta e irá até fevereiro de 2016 (mas não há vagas no momento);
Em 2015, TER-AM: “A quantidade de servidores disponíveis, somado a demora no atendimento já gerou, em 2014 e mesmo neste ano inúmeras reclamações de cidadãos. Em Iranduba, um dia antes do término do recadastramento da biometria, 7 de maio de 2014, o cartório eleitoral do município, na praça dos Três Poderes, presenciou 250 pessoas na fila aguardando fichas para serem atendidas. Entre os eleitores estavam idosos, grávidas, deficientes, sendo a maioria de comunidades distante da sede do município.
Eleitores reclamavam demora no cadastro em Ponta Grossa no Paraná, em 2015, pois o número de guichês era menor que o planejado;
Em nov. 2015, Maricá-RJ, eleitores reclamam justamente que depois de preencherem o cadastro para agendamento biométrico, aparece sempre a mensagem: “sem disponibilidade”, tal qual o meu problema atualmente em S. V/São Paulo!
Assim, de que adianta os Governos Federal e Estadual e TSE tentarem modificar sistemas como os das eleições (ainda que, a meu ver, o principal não está sendo modificado, que é o de tornar a contagem de votos transparente e não secreta como tem sido feita pelas urnas, possivelmente fraudáveis, eletrônicas), se não se adequam estruturalmente as cidades a efetuarem os cadastros: depois não podem impor a culpa aos concidadãos que, como eu, querem fazer o cadastramento biométrico exigido, antes do prazo se esgotar, mas não conseguem porque sempre aparece a informação, ao final de cada preenchimento cadastral meu (perdendo sempre tempo para isso), “sem disponibilidade”!


sábado, 5 de dezembro de 2015

Brasil: ame-o ou desleixe-o e o impostômetro incessante contra o CPMF claudicante!

Com relação a um possível retorno da CPMF (imposto sobre imposto, totalmente execrável), só tenho a dizer (e a mostrar) o absurdo que é nosso país: mês passado, há uns 20 dias atrás, numa de minhas idas a São Paulo, pude registrar o valor pago por todos (pessoas físicas e jurídicas) a nosso rico país (que o governo faz questão agora de mostrar que está sem verba), pelo impostômetro que gira digitalmente sem cessar.
Vejam na foto que registrei num átimo, o valor (daquele preciso instante) que já estava: beirando os hum trilhão e quase oitocentos bilhões de reais! É ou não dinheiro suficiente para transformar um país em uma nação organizada e rica? Sim, não fosse a corrupção magnânima que enfrentamos, e que certamente dilapida metade (ou mais) desse montante que não para de crescer: e que pode facilmente chegar aos quase 2 trilhões até o último dia de 2015!
Brasil, ame-o ou desleixe-o (que é o que fazem com ele nossos políticos e empresários que gerenciam direta e indiretamente as bases no Planalto, nos realizando um verdadeiro assalto sem-fim, como o é a roda giratória do impostômetro!).

Atualizando: já está nos 1 trilhão e 900 bilhões! http://www.impostometro.com.br/


O impostômetro incessante do Brasil varonil!

Vivo e cobrança indevida internet...mas com um desfecho inesperadamente bom para mim, o consumidor!



Incrivelmente, a VIVO acabou me beneficiando, a partir de um erro de valor na cobrança. Pago mensalmente R$ 69,79 pela Internet de 8 mega (após uma luta de quase 4 meses ano passado, quando pedia para me migrarem de 4 a 8 mega), mas no mês de novembro cobrou-me R$75,35. Tomando coragem para ligar e reclamar (pois costumava ser um purgatório ligar para a VIVO), acabei conseguindo fazê-lo domingo passado, em que o atendente, ao constatar que estava errada a cobrança, me ressarciria na conta do próximo mês: adverti-o, no entanto, que deveria ser devolvido em dobro o que paguei a mais, conforme o CDC  (Código de Defesa do Consumidor):

SEÇÃO V
Da Cobrança de Dívidas
        Art. 42. Na cobrança de débitos, o consumidor inadimplente não será exposto a ridículo, nem será submetido a qualquer tipo de constrangimento ou ameaça.
        Parágrafo único. O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais, salvo hipótese de engano justificável. (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8078.htm)

Assim, ele prontamente aceitou sem questionar, e também – creio que como um gesto de bom relacionamento da VIVO para com o consumidor – me disse que eu poderia migrar para uma velocidade de 10 mega já que o valor era igual ao que ora pago. Após eu inquiri-lo diversas vezes para que não houvesse falha numa cobrança futura em que incidisse em preço maior da Internet, e ele sempre enfatizando que o preço seria mesmo, aceitei (e realmente, meia hora depois eu já estava com os 10 mega!). Assim, pediu-me que desse uma nota de avaliação após seu atendimento finalizar (e realmente atendeu-me bem!), mas infelizmente, após ele desligar minha linha também caiu, ainda que eu quisesse dar uma nota alta a ela.
Conclusão:
a) após um erro de cobrança da VIVO, beneficiei-me com uma velocidade um pouco maior na Internet, que me concederam num piscar de olhos, sendo que ano passado eu travara luta homérica para me fazerem isso (talvez porque à época quisessem a todo custo me empurrarem a fibra ótica que insistia eu em recusar);

b) aos desavisados, peçam sempre devolução dos valores pagos a mais indevidamente (se por culpa de cobrança errada das firmas), pois é o que garante a lei, para também impedir que as empresas fiquem cobrando “por engano” à população (como vive fazendo a NET). Fica aqui meu conselho!(Esta informação eu compartilho a pedido da Priscila Freire​, que me alertou que muitos desconhecem tal direito)

Duas reclamações ao Metrô de São Paulo!

Aqui posto duas reclamações que acabo de enviar à ouvidoria do Metrô (eu não quis enviar pelo canal de reclamação normal pelo site, pois lá limitam a 800 caracteres e não posso anexar imagens):

1-Bilheterias funcionando pela metade na estação Tietê e filas homéricas

O Metrô trabalha em prol ao Brasil ou contra a população? Nesta sexta-feira do dia 04/12/2015, perto das 21h eu retornei de viagem pela rodoviária do Tietê e dentro da estação vislumbrei uma fila de mais de uma centena de metros para as pessoas adquirirem os bilhetes de metrô! Por sorte eu sempre ando com bilhetes e não precisei enfrentar a fila, que se justificaria por ser o início de um fim de semana, perto do fim de ano, em que as pessoas vão e vêm para descansar e visitar outras cidades etc. Mas o que me injuriou mais foi constatar que das 6 bilheterias apenas três estavam com funcionários vendendo os bilhetes! Ora: o Metrô não tem uma logística que contemple dias e horários especiais que recebem mais pessoas, e que precisem comprar os bilhetes e tomar o metrô? Por que é inconcebível, em pleno 2015, final de ano, na maior Rodoviária do Brasil (anexa ao Metrô), esse descabido desserviço à população, causando fila homérica e o metrô não dispondo de nenhuma outra maneira de vender os bilhetes. O pior foi eu constatar que apenas a metade de sua bilheteria estava funcionando (fotos em anexo)! É arrogância, falta de vontade e/ou falta de atenção para com toda a população não só de São Paulo, mas do Brasil, que passa pela maior rodoviária do país? Fica aqui registrada minha reclamação, como um cidadão que não quer ver um país piorando a cada vez mais (até há pouco tempo, o metrô dispunha de máquinas de venda, mas até isso retirou, restando apenas os guichês, e como eu disse, que deveriam funcionar integralmente, funcionam pela metade).
Aguardo que o Metrô responda e que pense e tome medidas melhores para sanar tais problemas que ocorrem também em outras estações, como já verifiquei anteriormente, embora de menos monta que nessa registrada por mim na sexta-feira recente!
















fila homérica no Tietê para adquirirem bilhetes para o metrô

















































seis guichês e três apenas com funcionários




















2-Seta de indicação de plataforma no Tucuruvi e recolhimento de trens enganando os passageiros

Caros da Ouvidoria:
Muitas vezes, quando retorno de Faculdade que leciono, via estação Tucuruvi, perto das 23h, a seta de direção para qual plataforma o trem que seguirá em direção ao Jabaquara, aponta para a plataforma 1 ou 2: ao descer, junto com outras pessoas, frequentemente somos enganados, ou por que o trem vem na plataforma oposta, ou porque o trem que chega na que descemos indicados pela seta, não seguirá viagem e será recolhido, com um aviso em cima da hora, e algumas vezes indicado por voz contendo outro erro: da última vez (não me recordo exatamente, mas provavelmente no dia 18/11/2015), além de termos descido na plataforma 1, o trem que chegou nela foi recolhido, ainda que sob o aviso sonoro do funcionário do metrô dizendo que “este trem da plataforma 2 não prestará serviço”, e claramente, eu e outros, indignados percebemos que ele estava falando a plataforma errada. Interpelei uma funcionária que me disse para recorrer à ouvidoria do metrô para fazer a reclamação. Cansado de ver reiterar tais erros, peço que se organizem melhor para piscar a seta do lado CORRETO ao que o trem virá nas plataformas iniciais (Jabaquara) e finais (Tucuruvi) e das outras linhas que porventura aconteça isso, principalmente nos horários mais próximos do final do expediente do metrô, pois tais falhas e erros causam atraso a nós, passageiros, que em algumas vezes somos direcionados à plataforma cujo trem não prestará serviço, enquanto em alguns casos, outro trem está vindo na plataforma oposta e segue antes até do que aquele cuja seta havia nos indicado o próximo trem. Isso já me fez perder ônibus de horários cruciais para Santos (pois sigo até o Jabaquara), por causa de tais atrasos (e já preenchi uma reclamação à mão e entreguei no Metrô anos atrás sobre o mesmo problema das setas e nunca fui respondido). Já basta de serem displicentes para com a população, não, metrô?

*Caso queiram registrar reclamações, aí está:  http://www.metro.sp.gov.br/fale-conosco/registro-manifestacao.aspx
em segundo caso, email e tels da ouvidoria se encontra aqui http://www.cidadao.sp.gov.br/servico.php?serv=1343

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Pesos de produtos diminuídos: engodo duplo (ilusão de não inflação e lucro extremado)

ATENÇÃO, PACATO CIDADÃO!!! Gazy Andraus, o inimigo n. 1 das pessoas jurídicas no Brasil informa: a Garoto com sua caixa de bonbons agora já está nos 300grs., ou seja, foi-se um terço do peso original de quando tinha 400 grs (https://www.garoto.com.br/produtos/detalhes/25), e mantem-se o preço (até mesmo elevando-o um pouco). Fazem isso para segurar a inflação (que é muito mais alta do que se anuncia), e ao mesmo tempo obtêm mais lucro ainda. As pessoas, em geral, não percebem esse engodo e estratagema, pois não leem nem o conteúdo da embalagem e nem quais as composições dos alimentos. Falta ao Brasil mais educação para que no futuro a própria população tenha suficiente inteligência para repudiar estas ações das empresas, negando-se a comprar e fazendo-as recuar desse tipo de engodo. E lembrando que o governo permite que diminuam os valores desde que avisem na embalagem (mas sabemos que para o governo é bom que as empresas ajam assim, pois auxilia na ilusão de que a inflação está se contendo, quando ocorre verdadeiramente o contrário). Eu sempre estou de olho nisso e divulgo (até a meus alunos)! Perceba isso em todos os outros produtos (e comece a ler também as composições, pois o chocolate brasileiro traz o poliglicerol - a glicerina comestível - para que o produto não derreta facilmente, mas diminui também o cacau. Chocolates estrangeiros em geral não possuem esse item). Deixo essa mensagem, inclusive no facebook da empresa Garoto. Mais sobre essa questão dos pesos de alimentos, aqui: http://oglobo.globo.com/economia/defesa-do-consumidor/peso-de-alimentos-diminui-mas-precos-sao-mantidos-13473152 .Cuidado e atenção!